22 de julho de 2007

Ai, o futebol.... (Pan, dia VIII e IX)

E não é que apenas dois dias da final do vôlei feminino, a seleção de futebol sub-17 me faz uma pataquada digna de levar o ouro nos Jogos Pan-americanos? Tudo bem que eles são moleques e tal, mas já ganham bons salários (acima de 90% dos atletas deste Pan, tenha certeza absoluta) e mostram a mesma arrogância que seus colegas mais velhos. Bem feito.

Perder de quatro do Equador (e ainda foi pouco) não dá. Agora, temos uma semifinal, no mínimo, bizonha neste Pan: Bolívia x Equador e Jamaica x México. Com o detalhe de que o México ficou com a última vaga...

A prata dentre as pataquadas vai para o boxeador brasileiro Davi Souza, que em sua estréia no Pan, estava vencendo o peruano Carlos Zambrano por 5 a 2 na metade do combate. Aí, recuou e passou a fugir do adversário, sem sucesso, até que tomou o golpe do empate no ÚLTIMO segundo. Os juízes, então, agiram com justiça e deram a vitória para quem teve mais iniciativa: o peruano, claro. Nervoso com a própria pipocada, Souza ainda soltou a possibilidade de levar a vaga no tapetão, mas o Brasil desistiu logo em seguida. Tsc, tsc, tsc...

O bronze, por sua vez, fica com a polêmica em torno do corte do Ricardinho e a desculpinha dada pela CBV ("Ele estava cansado"). Pessoalmente eu sou fã do levantador, mas conheço a fama que ele tem de ser um tanto quanto estressado. Anyway, acho que isso não é motivo para afastar o cara do time até porque fiz o desembarque da seleção na terça-feira e o Ricardinho foi - como sempre - extremamente atencioso e parecia superempolgado com Pan. Por outro lado, o Bernardinho também é um cara supercompetente. Que há muita coisa estranha nesta história, há... e só espero que isso não afete o desempenho do time.

Também merecem ser citados o "choro" do México no hipismo, a quase despercebida polêmica na natação, o sarro do Fidel Castro em cima do Zé Roberto e o tênis feminino brasileiro (mas nem no Pan esse povo vai pra frente?). E, para não dizerem que eu só corneto, meus singelos parabéns para a Edinanci Silva (Uhu, Edinaci!), Juliana e Larissa, Thiago Pereira (voltei a torcer para ele depois que esqueceram a dona Rose), a "excelente" transmissão do basquete feminino com o trio parada dura (Galvão, Hortência e Oscar), seleção feminina de handebol, especialmente, claro, a Chana, uma das pessoas que mais deve ter ouvido trocadilhos infames no universo por causo do nome.

19 de julho de 2007

De novo (ou "A maior das pataquadas" - Pan, dia VII)

(Flávio Florido/UOL)

Ainda bem que eu estava de folga hoje. Foi tenso, muito tenso. Precisaria me esforçar muito para conseguir escrever o relato do jogo. Aos poucos, o filme da semifinal das Olimpíadas de Atenas e da decisão do Mundial foram voltando à minha mente. Nunca tive plena confiança neste time, mas estava sim bastante otimista para a final do vôlei feminino no Pan.

Ao término do jogo, o sentimento foi de raiva, muita raiva. É inacreditável como, pela terceira vez, as brasileiras chegam como favoritas a um torneio, têm a vitória nas mãos e desperdiçam. Passadas algumas horas, com a cabeça já fria, sinto um misto de tristeza com perplexidade. Perder depois de ter SEIS match points? E justo para Cuba?

Pessoalmente, eu já tive a oportunidade de entrevistar quase todas as jogadores, exceto a Walewska, Sheilla e Érika. Gosto da grande maioria e mantenho a minha posição a respeito de que o time brasileiro é superior ao de Cuba, assim como era superior ao da Rússia. Só que, como estamos vendo pela terceira vez, não é só o aspecto técnico que ganha jogo. O emocional também conta muito. Esse é o calcanhar-de-aquiles do time. E vai ser cada vez mais, pois esta terceira derrota inacreditável tem tudo para voltar como um fantasma maior ainda na cabeça das atletas.

Eu também queria apontar culpados (as), mas não achei. A tendência é malhar o técnico José Roberto Guimarães. Porém, não concordo com isso: se alguém não teve culpa nesta derrota foi ele. Armou um time direitinho, dada as condições e o pouco tempo de treino que teve. Deixou quem estava rendendo mais em quadra... claro, agora pensando, lembro que talvez ele pudesse ter tirado uma das centrais para colocar a Thaisa. Só que recordo que a Fabiana conseguiu bons bloqueios e já fez excelentes partidas pela equipe, assim como a Walewska.

Talvez fosse o caso de tirar a Sassá para a entrada da Regiane, mas a Sassá era uma das poucas que conseguia encaixar um bom saque ao lado da Fabiana. Suposições, suposições... que, no fundo, para mim iriam todas desembocar na derrota. Vontade sobrou muita, apesar de o time não apresentar nenhuma liderança nata (Paula e Fabiana seriam dois bons nomes, mas parecem ter receio de assumir essa função). O que faltou foi psicológico. Isso faz com que a equipe não tenha uma jogadora considerada a "bola de segurança". Paula e Sheilla foram bem, mas também perderam lances decisivos. Fofão, coitada, também deu o seu melhor.

Não vou cair na fácil suposição de propor o Bernardinho para ser técnico da seleção feminina. Além de considerar o Zé tão competente quanto ele, acho que o assistente Paulo Coco exerce bem a função de gritar com a equipe. E para quem não se lembra, o próprio Bernardo já fracassou com uma geração tão boa quanto essa. Mesmo com nomes como Fernanda Venturini e Ana Moser, ele por duas vezes parou em uma semifinal olímpica em granes pataquadas do Brasil.

Agora, é esperar que até as Olimpíadas de Pequim esse time finalmente trabalhe a parte psicológica e vença. Mas confesso que, pelas estas três pipocadas, nem sinto mais vontade de torcer pela medalha de ouro. Apesar de saber que, daqui a um ano, vou estar de novo em frente da TV querendo que elas finalmente subam ao lugar que merecem: o ponto mais alto do pódio. Por ora, porém, me arrisco a dizer que a seleção feminina vai levar o ouro na eleição da maior pataquada do Pan.

Rapidamente...

A prata nas pataquadas do dia vai para a o vice do judoca João Gabriel Schlittler. Vi a luta e o brasileiro mereceu muito ganhar o ouro contra o cubano. Mas como a organização teve a competência de escalar um compatriota do rival para ser juiz, deu no que deu...

O bronze fica para o bem organizado torneio de beisebol, disputado em um agradável brejo, e que teve sua disputa de terceiro lugar cancelada por causa do atraso na programação. Ainda bem que tudo vai ser destruído depois, assim como foi feito com o dinheiro de quem paga impostos.

Mesmo com medalhas, as pataquadas continuam (Pan, dia V e VI)

Ainda abatidos pela tragédia, voltemos ao Pan. A propósito, como deixei aí abaixo, vou falar de dois dias em um post só porque a Vivax, omprada recentemente pela Net, resolveu recadastrar seus clientes forçando todos a entrarem em um site que não funcionava direito ao invés de usar outro meio (e você só conseguia acessar o "resto da Internet" depois de deixar seus dados).

E finalmente deslanchamos no quadro de medalhas. Apesar das tradicionais amareladas aqui e ali - não me conformo até agora como a Falavigna perdeu aquele ouro -, (ironia on) estamos colhendo os frutos de um país que investe o esporte e tem tudo para, a longo prazo, incomodar os Estados Unidos no quadro de medalhas (ironia off).

Palmas para quem merece: clubes como Pinheiros, Minas, Sogipa, etc. que se esforçam para manter o alto nível dos "esportes amadores" em tempos que não há nenhuma competição "importante" (leia-se Olimpíadas e Pan) . Também merecem elogios os bons profissionais que fazem um trabalho decente em suas respectivas modalidades, caso da ginástica, natação, vôlei... e, claro, a alguns atletas que se superam em meio a confederações completamente desorganizadas.

Que ninguém, entretanto, se iluda: no Pan de Santo Domingo-2003, ganhamos 122 medalhas (28 de ouro, 40 de prata e 54 de bronze). Um ano depois, nas Olimpíadas de Atenas, este número caiu para dez (quatro de ouro, três de prata e três de bronze).

Agora, vamos às melhores pataquadas dos últimos dois dias:

Medalha de ouro: Apesar de o Thiago Pereira ser um excelente atleta, estou quase começando a torcer contra ele. Isso porque eu aguento mais a Globo entrevistando a dona Rose, a mãe do Thiago. E isso gera uma série de comentários, no mínimo, imbecis. Quando ele ganhou o primeiro ouro, nos 400m medley, a emissora trouxe a mulher para a cabine de imprensa onde estava o Cléber Machado. Visivelmente constrangido, ele acabou fazendo perguntas como: "A senhora estava torcendo para quem na prova?". Depois, já na zona mista, o repórter da Vênus Platinada me fala para um Thiago já apressado porque tinha outra prova em seguida: "A sua mãe disse que você é lindo!". Juro.

Medalha de prata: Para a belíssima e bem feita sede do beisebol. Afinal, o que é uma laminha aqui, uma falta de iluminação ali, um placar que nao funciona acolá... e umas boladas em seis torcedores porque o estádio não tem alambrado de proteção? Aliás, excelente trecho da matéria do UOL: "A estrutura do local (provisória e desmontável) é toda ruim. Já seis pessoas se machucaram com boladas pela falta de um alambrado de proteção. O curioso é que a música-tema do filme "Tubarão" toca no sistema de som do estádio, dando um clima de terror para os espectadores."

Medalha de bronze:
Graças a Deus acabaram as provas da ginástica porque assim não terei que suportar mais os comentários da Andréa João, que até entende do assunto, mas tem uma voz bizonha e é completamente histérica: (modo voz de criança on) "Ppaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrraaaaaaaaaaaaabbbbbbbbbbbééééénnnnnnns, Diego. Isso: você acertou o exercício!"(modo voz de criança off). A mãe dele não faria melhor.

Menções honrosas ainda para a seleção argentina de futebol no Pan, para o ciclismo de pista brasileiro, para o técnico da Natália Falavigna que colocou a culpa da perda (justa) do ouro na arbitragem, para o "aumento" oportunista dos salários do pessoal do taekwondo, o defeito na máquina da fossa olímpica, o cubano desertor que gastou 600 reais para ir de táxi do Rio até São Paulo (pelo menos matou a minha curiosidade de saber quanto custa uma corrida entre as duas cidades) e o hóquei sobre a grama nacional (eu não resisti e fiz até uma nota engraçadinha)

Relaxa e goza, ministra?

Eu sei que muita gente já falou sobre isso, mas não posso deixar de usar este espaço para também deixar o meu recado - mesmo que ninguém se importe com isso.

Apesar da incompetência do governo Lula no setor áereo ter sido mais do que evidenciada pela imprensa, da primeira vez a culpa foi dos controladores de vôo e dos norte-americanos (claro, é sempre bom ter um norte-americano para a gente jogar a culpa de todos os nossos problemas). Agora, eu aposto com quem quiser que a culpa deste novo desastre será do coitado do piloto, que morreu e não terá sequer o direito de se defender. Talvez a mídia também seja culpada, já que só publica notícia ruim. Ou seria a prosperidade do país, Guido Mantega?

O que se vê - de novo -, é cada um tentando "tirar o seu da reta". Por outro lado, também não vou ser hipócrita de só criticar o governo Lula sobre as resposabilidades deste acidente mais que anunciado - mesmo ele tendo muito a responder sobre isso. É fácil falar isso agora, mas por que o governo Fernando Henrique não iniciou a construção de outro aeroporto em São Paulo depois da tragédia com o Fokker 100 da TAM, em 1996? Por que governantes do passado deixaram um cidade inteira crescer ao redor do aeroporto? Por que, assim como acontece quase todo ano no autódromo de Interlagos, gastamos milhões em uma pista mal feita e deixamos tudo por isso mesmo?

As empresas aéreas também têm culpa, já que até a desgraça acontecer, ninguém estava disposto a abrir mão do movimento de Congonhas, o que remete à preguiça das pessoas de uma maneira geral: não foi em apenas uma oportunidade que eu ouvi alguém dizer que "Congonhas é bom porque é central e mais fácil de chegar". Só agora, enquanto choramos nos convencemos que o maior êxito dele é também o seu maior perigo. E ainda temos que lembrar que a tragédia poderia ser bem pior.

Será que mais uma vamos vamos no deixar levar por quem diz que não devemos agir em momentos de comoção? Foi isso o que aconteceu no caso do João Hélio e eu não me surpreenderia em nada se outro menino fosse arrastado pelas ruas amanhã, já que tudo continua igual. Aliás, alguém ainda lembra do João Hélio? Foi apenas mais um em vão, assim como provavelmente serão as vítimas do vôo da TAM. Retratos de um país onde os grandes problemas são tratados com um "relaxa e goza".

PS: Não defendo o fechamento imediato de Congonhas, mas a sua desativação gradual com a construção de outro aeroporto. Interromper as operações lá de uma vez seria um loucura: todo o movimento ficaria para Cumbica e Viracopos, o que nas atuais condições do sistema aéreo verde-amarelo seria criar (mais) condições propícias para outra desgraça.

PS2: Se quiser opiniões muito mais embasadas, leia o blog do Fábio, da Leonor
e do André.

18 de julho de 2007

Aviso

Não atualizei o blog com as pataquadas desta terça porque a Inetrnet em casa resolveu não funcionar. Se a Vivax quiser, a programação volta ao normal na noite desta quarta.

17 de julho de 2007

Psicólogos para o Brasil, please! (Pan, dia IV)

Não tem jeito: entra competição importante, sai competição importante e o Brasil sempre tem pelo menos uma grande amarelada. Como Jade Barbosa, que nesta segunda-feira, estava com a medalha de ouro nas mãos depois de fazer três dos quatro aparelhos na final individual geral da ginástica. Mas caiu na prova final e ficou com o quarto lugar, deixando o pódio para as três norte-americanas...

Sinceramente, eu não acreditava que ela iria levar a premiação mais alta do pódio, até porque as barras assimétricas não são o seu melhor aparelho. Entretanto, pelo menos um bronzezinho era bem possível. O problema é que era visível o estado de nervos da atleta antes da prova decisiva, o que, claro, teve influência no resultado.

Será possível que não existem psicólogos neste país para dar assistências aos atletas? Claro que isso tem muito a ver com o estado no qual o esporte é tratado pelos governos, que querem que resultados excelentes brotem dando 600 reais (atrasados) por mês aos competidores. Mas a seleção de ginástica é um pouco mais organizada e as amareladas também acontecem lá... qual o problema de brasileiro? Por isso, o ouro na pataquada do dia, não adianta chorar, vai para a Jade. Por outro lado, ao que a programação de resultados indica, vamos dar um bom salto no quadro de medalhas nesta terça...desde que não haja um festival de amareladas, claro.

Com a prata entre as pataquadas fica o presidente Lula, que poderia trocar a sua tristeza (ô tadinho, guti, guti...) por trabalho, de forma que bons atletas nacionais tivessem condições de treinar decentemente, o que não houve, por exemplo, no tiro, apesar de todas as expectativas em torno do Rio de Janeiro. :-P. E sobrou até espaço para o bronze, que, atendendo a pedidos de alguns leitores, vai para... Carlos Arthur Nuzman, aquele dirigente que prefere investir em elefantes brancos a dar dinheiro aos atletas.

Para finalizar, apenas mais um trocadilho infame deste Pan: se badminton fosse bom, se chamaria goodminton.

15 de julho de 2007

Meu nome é Zé Pequeno, por-ra! (Pan, dia III)

Olha que ironia: a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro veio com um atleta que é a cara do Zé Pequeno, do filme Cidade de Deus...é só colocar um cabelo rastafari! E o melhor é que a vitória do jogo foi em cima de um peruano, o que proporcionou mais uma série de piadas infames: "Brasil segura Peru para ganhar primeiro ouro". Hã, hã? Pegou o trocadilho?

E a medalha de ouro, dada à pataquada do dia, vai para...
O repórter da Rede Globo, que na transmissão da final do BMX feminino ao vivo no “Esporte Espetacular” chamou o tempo inteiro, a prova de “mountain bike”. Ok, 99% dos pobres mortais não precisa e nem quer saber a diferença entre as duas modalidades do ciclismo, mas a partir do momento que você vai participar da cobertura, o mínimo que se deve fazer é saber o nome da prova.

E, claro, não podemos deixar de mencionar a vitória por 3 a 0 da seleção de futebol na final da Copa América sobre a Argentina. Com certeza uma das motivações dos nossos jogadores para a vitória foi a contundente derrota das meninas do hóquei sobre a grama para as “hermanas” por 21 a 0. A modalidade está vingada. Chupa, Argentina, que também tomou um empate do poderoso Haiti no futebol do Pan!

Ah, a foto de cima é do Marcelo Ferrelli (Gazeta Press)



14 de julho de 2007

As primeiras pataquadas (Pan, dia II)

E finalmente começou o Pan (não, eu não considero aquele jogo no meio da roça e com cara de RockGol como o início do Rio 2007). E com ele as primeiras pataquadas da organização e dos atletas. Vamos às três melhores do dia:


Medalha de ouro: Eu, ganhei?! Como assim?
E a melhor pataquada do dia veio logo de manhã, na prova masculina de maratonas aquáticas. Não é que a toda poderosa Globo e o Co-Ro (no site oficial) anunciaram o venezuelano Ricardo Monastério com o vencedor? Só que quem ficou com o ouro, na verdade, foi o norte-americano Fran Crippen. O atleta da terra do Hugo Chavez foi só o quarto colocado. Como um cara que iria subir ao ponto mais alto do pódio não pega nem medalha? Boa pergunta. Será que o Bush teve que intervir?

Medalha de prata: Gabriel "El Pollo" Mercedes
Trata-se da cena mais engraçada que eu vi em competições nos últimos tempos. O dominicano Gabriel Mercedes tinha uma boa vantagem contra o brasileiro Marcio Wenceslau em uma das finais do taekwondo. Porém, o atleta tupiniquim bravamente foi tirando a vantagem do caribenho até que faltando dez segundos pro fim da luta resolveu partir com tudo para cima do adversário. E não é que Mercedes correu como um "pollo"? Tsc, tsc, tsc..feio, muito feio.

Medalha de bronze: o jogo só acaba quando termina, viu?
Com a experiência de quem ajudou a fazer o conteúdo de um site sobre o Pan, posso afirmar que a Confederação Brasileira de Levantamento de Peso é uma das mais desorganizadas do país. Mesmo assim, tudo caminhava para o esporte ganhar uma medalha de prata. Porém, o verbo ficou no passado mesmo: caminhava. Depois de conseguir uma marca inédita em sua carreira, Aline Campeiro começou a pular em comemoração e acabou rompendo o ligamento do joelho. Consequentemente caiu fora da competição e ficou sem medalha.

Menção honrosa ainda para a bagunça no Morro do Outeiro (sim, um "morro" também é sede do Pan), o cancelamento de jogos de beisebol por causa da iluminação deficiente, a prova do remo que não ia rolar, mas acabou fondo, além da bizarra idéia da assessoria de imprensa do Pan em limitar a quantidade de credenciais para a maratona aquática pegando todos em cima da hora, mas abandonada poucas horas depois. E, claro, não poderia faltar a série de trocadilhos infames provocados pela seleção do Peru. Como diria Tande, no início do jogo da seleção feminina de vôlei: "O Peru vem com uma formação diferente para cima das brasileiras". Ui.



13 de julho de 2007

Sou fã de carioca (Pan, dia I)

(Foto do Pilatos/Gazeta Press)

Esqueçam tudo o que eu já zoei de carioca. Depois do que vi hoje na cerimônia de abertura dos Jogos Pan-americanos, eu sou fã do povo do Rio de Janeiro. Foi uma das poucas vezes que eu vi a população fazer valer o espírito democrático (Não, não estou falando do show em si, que tenho que reconhecer: foi batuta).

Confesso que fiquei de alma lavada ao ver nosso corrupto e demagogo presidente Lula constrangido ao ser vaiado a cada aparição que fazia no telão instalado no Maracanã. Depois, mais engraçado ainda foi vê-lo ser cortado do discurso de abertura - que tradicionalmente é feito pelo chefe do Estado tanto em Pan quanto em Olimpíadas - por medo da organização de vaias maiores ainda (ou será que ele não conseguiria fazer o discurso em espanhol e inglês?). E olha que ele foi chamado pelo presidente da Odepa, Mario Vasquez Raña e chegou a aparecer na telinha da TV.

Ouvi alguns comentário de que isso foi atitude de "terceiro mundo", que "brasileiro não respeita ninguém", que "como presidente, ele merecia um tratamento melhor", etc, etc. Para quem tem essa opinião, só tenho uma coisa a dizer: quando um governante é bom, ele não recebe vaias. Acho um tanto quanto improvável que as vaias tenham sido armação. Finalmente parte da população brasileira deu uma resposta para um cara que estava se achando mesmo com um país atolado em corrupção em que o povo é conclamado a "relaxar e gozar" por sua ministra.
E viva o Rio de Janeiro!

Ah, e antes que me chamem de "capitalista", "vendida ao sistema", "burguesa", etc, etc, tambám deixo claro que vibrei com as vaias à delegação dos Estados Unidos, da Venezuela e da Bolívia. Mais do que merecidas por todo o papel que estes países têm interpretado nas relações internacionais.

Nota I: Sensacional também a reação do público sempre que o Raña dizia a palavra "Hoy". Ao fundo, ouvia-se um imenso coro: "Ooooooooooooooiiiiiiiii", como se um cumprimento estivesse sendo respondido.

Nota II: Fiquei realmente triste com o corte da Jaqueline, que caiu no antidoping de besteira (assim como a Sharapova, ela também tem celulite). Já tive a oportunidade de conversar com ela que foi bastante gente boa. É uma jogadora de superação, que mesmo tendo passado por duas cirurgias graves no joelho e ter sofrido um problema sério na mão, conseguiu manter um nível suficiente para ser titular na seleção feminina de vôlei.

Semanas atrás tive a oportunidade de fazer uma reportagem sobre a sibutramina, substância que ela utilizou sem querer, e acredito que a versão dela é perfeitamente coerente. Sorte à Regine, que pelo menos na última temporada e nos amistosos antes do Pan, se mostrou perfeitamente apta para estar na seleção. Uma pena que a Renatinha, outra jogadora de quem gosto muito, não tenha sido chamada.



E se você quiser saber o que está por trás do Pan (inclusive seu $$$), visite: www.averdadedopan2007.blogspot.com

4 de julho de 2007

Tarde escatológica

Parece mentira, mas não é. Juro que eu não teria tanta criatividade assim. O fato é que, DE NOVO, eu fui premiada com uma viagem escatológica de ônibus:
Terça-feira, hora do almoço. Eu indo para a Gazeta. Sabe-se-Deus-o-porquê o ônibus não estava passando (e olha que no caso dele a desculpa de trânsito nem cola, porque o corredor é exclusivo). Enfim, isso significa que quando ele chegou, veio com gente saindo até pela janela.

Mas, fazer o quê? Tenho um estágio a zelar e tive que entrar nele mesmo. Posicionei-me ao lado de um banco onde estava uma mulher e seus dois filhos, uma menina de uns sete e um menino de uns quatro anos. Feios. Os três. Não foi por acaso: anos usando a linha me fizeram perceber que mulheres feias com filhos pequenos e feios costumam descer rápido. Logo, eu poderia sentar.

O pensamento estava certo: passaram-se uns dez minutos e eles começaram a pegar as 216 sacolas que levavam dando claros sinais que iam descer. Pensei: "Vou chegar atrasada e terei que ficar mais 30 minutos neste inferno (pausa: viram como eu moro longe? E era só para chegar ao Metrô...) mesmo, mas pelo menos vou sentar! E na janela!".

Faltavam uns 100 metros para o ponto. A mãe já estava de pé e o irmãozinho também, se encaminhando à porta. Eu, posicionando a minha mochila de forma que ninguém pudesse tomar o meu lugar na janela. Quando de repente... a menina tem um acesso de náuseas e vomita no banco. Mais precisamente no chão abaixo do banco. Parece que foi de propósito.

Realmente eu tive mais uma prova de como o meu auto-controle está desenvolvido. Porque faltou pouco para eu pegar a cabeça dela e esfregar em todo aquele líquido amarelo.

3 de julho de 2007

Geração Saúde

Ontem teve teste de flexibilidade na fantástica (e feliz) ginástica laboral da GE. É a segunda vez que passo por isso: no ano passado, acho que atingi - em um esforço sobre humano - uns 15cm. Semanas depois, o resultado apontou que esta seria uma marca muito ruim... mesmo que eu tivesse mais de 69 anos (tenho provas documentais).

O fato é que, mesmo me alimentando pior e dormindo menos que naquela época, eu consegui 21cm desta vez. Uh-hu!
Ah, vou ignorar o fato de que os meus músculos da perna estiveram perto de estourar e a minha patela quase saiu para fora.

30 de junho de 2007

Coisas que não têm preço

Confesso que estava preparada para sofrer um goleada. Tanto que até resolvi não ver o jogo, decisão que ganhou mais força com a chegada do DVD de Shrek 3 aqui em casa (pirata, claro) e um incrível sono que me pegou no final da tarde. Por isso, fiquei extremamente feliz quando, ainda despertando, liguei a TV no Jornal Nacional e vi o relato da vitória com o gol solitário do Dininho.

CHUPA, Corinthians! Mesmo em crise e sem os nossos melhores jogadores, a gente ganha. CHUPA, de novo!

Voltando à realidade, não vou me iludir com esta vitória. O Palmeiras ainda conta com um sistema defensivo de enfartar qualquer um e o Valdívia faz muita, muita falta. Sem contar o ataque, que desperdiça vááááááárias oportunidades no velho problema da falta de um goleador.
Mas o problema mesmo, na minha opinião, está em outro lugar. De uma certa forma, tem a ver com a polêmica da semana, a homossexualidade (ou não) do Richarlyson. Enquanto boa parte da mídia se preocupou em saber detalhes sobre a vida particular dele, como se isso fizesse diferença na hora de jogar, não vi ninguém se atentar para o que a frase do Cyrillo realmente revela.

Para quem não vive este planeta e não sabe o que está acontecendo, saiu uma história na semana passada de que um jogador de um clube paulista estava querendo revelar no "Fantástico" que era gay. Questionado no programa do Milton Neves se tal atleta era do Palmeiras, o vice-presidente do Verdão, José Cyrillo Júnior respondeu: "Não, o Richarlyson quase foi do Palmeiras. O procurador dele assinou um pré-contrato com o Palmeiras, mas no dia seguinte ele foi para o São Paulo". Aí se iniciou todo um bafafá, com pedidos de desculpas, ameaça de processo, etc...

Aliás, me rendeu muiras risadas a declaração do Kalil Rocha Abdalla, do departamento jurídico do São Paulo. "O São Paulo não foi ofendido, então não pode fazer nada. Quem pode entrar com alguma ação é o atleta, que teria sido ofendido, atacado. Agora eu acho que, se alguém acusa alguém, tem de ter provas. Se eu falo que alguém é homossexual e essa pessoa se ofende, eu preciso provar. Agora, como provar, isso eu não sei. Cabe a ele [Cyrillo Jr.] provar". Primeiro: ser gay é uma ofensa? Segundo: como provar que o Richarlyson é gay? Colocando um go go boy para dançar na frente dele, enquanto os batimentos do coração são medidos?

Para arrematar, a mãe do jogador, dona Maria de Lourdes, solta essa pérola: "Meu filho não tem esse problema. Eu sei que ele não tem. Ele não precisa mostrar nada para ninguém. Eu sei que ele não é. Ele é um menino muito amável". Sem entrar no mérito do "menino amável", é no mínimo tão idiota quanto as declarações do Cyrillo, ela ter deixado claro que considera a homossexulidade um problema...

Mas voltando ao motivo deste post. Em sua declaração no programa do Milton Neves, Cyrillo mesmo que sem querer admitiu a incompetência do Palmeiras em contratar bons atletas. O caso do Richarlyson não foi o primeiro e muito menos o último "chapéu" que o Verdão tomou de outros clubes. Já perdemos Ilsinho, Kléber, Éverton... só para citar alguns. Ao invés de ficar se preocupando com a orientação sexual alheia, dirigentes do Palmeiras deviam se concentrar em montar um time decente para ser campeão de novo. E alguns jornalistas esportivos em trabalhar de verdade, porque ninguém merece mais Márcia Goldsmiths por aí...

23 de junho de 2007

Dur Dur D'Être Bébé

Antes de tudo, um aviso: a história de morrer ou virar hippie na Bahia era tudo balela. Também é mentira que eu tinha esse monte de coisa para fazer. Na verdade, o blog anda desatualizado porque juntei todas as minhas forças nos últimos dias em busca do paradeiro de um grande ídolo do começo dos anos 90. Ele, o fantástico, o genial, o lendário, o fofo Jordy Lemoine.


(Clipe do primeiro grande sucesso de Jordy. Reparem como os franceses também podem ser bregas)

Quem não se lembra daquele pivete loirinho que SÓ cantava duas músicas absolutamente irritantes, "Dur Dur D'Être Bébé" e "Alisson"? Pois bem. Boatos davam conta de que o coitado assumira a homossexualidade e trabalhava pelas ruas de Paris, que perdera o braço, que havia morrido... Mas o Nossa, Canossa! em intenso trabalho de apuração e diversas consultas ao oráculo Google coloca tudo em panos limpos para os seus leitores.

Atualmente com 19 anos, Jordi é uma prova de que não só os brasileiros exploram seus filhotes em busca de dinheiro. Filho de um produtor de discos e uma compositora, o francesinho começou, como qualquer criança, a fazer gracinhas diante da família por volta dos 3 anos de idade. Mas seu pai era esperto, tinha bons amigos e o levou para cantar diante de executivos da Columbia Records. Um ajustezinho aqui, uma mixagem ali e ... o jingle "Dur Dur D'Être Bébé" estava pronto!

Para surpresa de todos, Jordi não estorou apenas na França, mas virou ídolo das massas também em outros países europeus, Japão e Brasil, onde até mesmo participou do "Domingão do Faustão" protagonizando uma das melhores cenas da televisão brasileira com um impagável playback que empolgou a platéia. "O francês que está fazendo a cabeça da galera", definiu o apresentador.


("Ô louco, meu!". Jordy também fez a alegria dos brasileiros)

Jordy então ançou seu primeiro álbum, "Pochette Surprise", de onde saiu outro hit, "Alisson". Enquanto os pais enchiam a bucha de grana, ele entrou para o livro dos recordes como o cantor mais jovem do mundo.


(Com "Alisson", Jordy seguiu estourando nas paradas de sucesso)
O ano já era 1993, Jordi continuava uma gracinha e, de uma certa forma, chegou a Hollywood, gravando a música "It's Christmas, Cest Noel", tema do filme "Olha quem está falando agora".


(O loirinho chega ao ápice e faz uma ponta em Hollywood)

Ainda lançou outros dois discos ("Poiton magique" e "La Récréation"), mas a esta altura do campeonato, o governo francês já estava de olho no caso e proibiu o garotinho de cantar em rádios ou aparecer na TV sob a alegação de que ele estava sendo explorado pelos pais. Mas não era o fim de tudo.

O inferno astral do loirinho continuou em 1996, quando a atração turística "La Ferme de Jordy" ("A fazenda de Jordy") resultou em retumbante fracasso. A fonte secou, o amor dos pais acabou e, ainda na adolescência, o francesinho, que já não era mais tão "inho", acabou emancipado. Isolou-se em uma fazenda nas cercanias de sua cidade natal, Caen, para estudar dança e música.


(Versão oriental de Jordy. Reparem como nem só os brasileiros e franceses podem ser bregas...)

Ressurgiu das cinzas em 2005, para lançar um livro, participar e vencer a segunda temporada do reality show "La Ferme Célébrités", uma espécie de "Casa dos Artistas" local. Há pouco mais de um ano, lançou outro disco "Je t'apprendrai". Mas, como já não é nenhuma gracinha, segue vivendo como uma celebridade francesa de segunda linha, tentando descobrir uma maneira de voltar no tempo e retomar o estrondoso sucesso, que o fez virar, ao lado de Napoleão Bonaparte, um dos grandes nomes do país.


(Última música lançada por Jordy, com um retrospecto de sua bem-sucedida carreira)

14 de junho de 2007

Pára o mundo que eu quero descer!

Greve surpresa do Metrô, caos em São Paulo, revisar 50 mil caracteres para o TCC, leitura de Ilusões Perdidas e Quincas Borba para a faculdade, fazer as (atrasadas) traduções do espanhol, prova de telejornalismo, prova de jornalismo econômico, prova (perdida) de Técnicas de Redação, decupagem de Conservatória criando teia de aranha, Jogos Pan-americanos chegando....

Se até segunda-feira eu não der sinais de vida neste blog é porque eu morri. Ou resolvi virar hippie em uma praia da Bahia.

5 de junho de 2007

A festa do ano


Sim, ela conseguiu: a velha mais f*** desta m**** de país chega aos cem anos em grande estilo. P*** que pariu!

Deve ser do ca***** conseguir isso! Ainda mais para quem quase bateu as botas três dias antes dessa b**** de data!

Uma singela homenagem a ela, p****. E quem não gostou que vai tomar no c*!

Atualizado: Em um belo trabalho de apuração, o André descobriu que um filho da p*** errou na certidão de nascimento e a deusa tem dois anos de sacanagem a mais! O blog pede desculpas pelo erro.

1 de junho de 2007

Sobre o que eu deveria ter sido (parte I)

Realmente gosto muito do que eu faço, mas andei pensando que talvez pudesse ter tomado outro rumo na minha vida - caso tivesse a percepção que tenho hoje de futuro e o que realmente dá muito dinheiro rápido e com riscos relativamente reduzidos. Desta forma, cheguei a algumas ex-opções de carreira que, infelizmente, só um milagre fará com que eu as siga a esta altura do campeonato.

Para não escrever muito e perder a atenção dos meus leitores, vou soltar minhas sugestões por partes. Se, assim como eu, você já está velho demais para seguir, fica como dica de o que fazer com os seus filhos.

Tenista
Eu nem queria ser uma Sharapova da vida (que tem celulite, vocês viram?). Então vamos pegar um exemplo mais humilde: Jenifer Widjaja, atual número 1 do Brasil e 219ª colocada no ranking mundial. Ela nasceu poucos dias após eu completar meu primeiro ano de vida e, de acordo com a WTA, já acumula 59.601 dólares em premiações na carreira.

Agora, convenhamos... quem já ouviu falar dela? Sem desmerecer nossa jovem atleta, mas poucos, muito poucos. E ela jamais chegou à final de uma competição do circuito profissonal. Para quem não sabe, mesmo que o tenista seja eliminado no começo de um torneiozinho qualquer por aí, ele leva uma graninha, que (oh, surpresa!), ultrapassam os meus rendimentos mensais.

Como exemplo, vamos pegar o número 219 do ranking masculino, que é o alemão Tobias Summerer, de 24 anos. Profissional desde 2002 e com ganhos acumulados de 155.901 dólares. Para cair na terceira rodada do obscuro Torneio de St. Brieuc, na França, em 2006, ele levou 260 dólares. Isso tudo sem contar a possibilidade de viajar o mundo para competir e conhecer muita gente rica e bonita.

Mas confesso que, como atleta, gostaria de ter um pouquinho mais de êxito. Se eu voltasse a ter os meus seis anos, mas com a maquiavélica mente de hoje, pediria para mamãe me deixar treinar tênis já com essa idade. Sim, tênis é um esporte um pouco caro no começo, mas depois que você arruma um patrocínio para bancar suas pequenas despesas, o retorno não é nada desprezível, como vocês podem ver.

Passaria muitos e muitos anos me prepararando. Quando tivesse mais ou menos a idade que tenho hoje estaria preparada para vencer um Grand Slam, um dos quatro torneios mais importantes do mundo (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledom e Aberto dos EUA). Para me tornar um mito e ter o gostinho de ser a primeira, me focaria na disputa francesa ou na australiana, que são as únicas Maria Esther Bueno não levou atuando individualmente.

Seria como Guga em 1997: chegaria lá como uma "maria-ninguém" e... campeã! Muita badalação, festas, elogios, dinheiro (R$ 2,8 milhões, se eu ganhasse esse ano), etc, etc. Obviamente, a imprensa toda estaria querendo fazer reportagens comigo. Para isso, eu arrumaria uma assessora de imprensa bem insuportável, como a do nosso amigo. Então, voltaria ao Brasil, faria o maior fusuê, participaria do "Arquivo Confidencial", do Faustão, convocaria uma entrevista coletiva e anunciaria que estava encerrando a minha carreira por ali.
Aí, eu colocaria meu dinheiro em uma conta-poupança e viveria da renda dos juros que ela proporciona. Simples assim. É, a (o) minha (meu) filha (o) já está com o destino traçado.

25 de maio de 2007

Obrigado, Senhor!

Era uma tarde ensolarada, destas de outono, sem nuvens, sem frio e sem calor, quando o e-mail adentrou aquelas mais de 900 caixas postais unidas por uma só rede.

Os boatos se confirmavam: "Anunciamos que a partir do mês que vem o Visa Vale será substituído pelo VR". Pior: as suspeitas eram verdadeiras e o McDonald's não aceitava o nosso novo vale-refeição.

NNNNNNNNNNNãããããããããããããããããããããããããããããoooooooooooooooooooo!

Houve protestos e ranger de dentes. Lágrimas rolavam pelas escadas que vão do nada ao lugar nenhum no número 900 da mais famosa avenida paulistana. Alguns ameaçaram pedir demissão. Sugeriram até invadir a reit.. digo, presidência.

Não se sabe o porquê da decisão. Economia, preocupação com a saúde dos funcionários ou sadismo puro e simples. Mas foi triste. Muito triste. Mesmo.

Até que um dia, fez-se a luz na mesma avenida. Era apenas um adesivo, de aproximadamente 5x5cm, nas cores verde e laranja, mas representava muito. Estava colocado em uma banca de jornal.

Após um extenso trabalho de apuração, chegou-se à conclusão de que era possível comprar revistas/jornais/DVDs/Pocket Books/Salgadinhos com o VR, o ex-odiado novo vale-refeição da empresa. Fica na mesma calçada do número 900, logo depois do Metrô Trianon Masp.

Finalmente os passáros voltaram a cantar, o sol a brilhar e as pessoas a sorrir. Deus não havia nos abandonado.

21 de maio de 2007

Indicações

Uma das melhores coisas de uma segunda-feira de folga (acreditem, algumas vezes eu prefiro trabalhar no final de semana e ganhar um dia durante a semana) é poder olhar coisas na Internet com calma, sem se preocupar com uma reportagem X ou um trabalho Z. Isso provoca achados como bons sites/textos/etc, etc. Para ver as indicações é só clicar em cima do texto em cor diferente.

Por exemplo: finalmente o Thiago desmascarou o "Topa ou não Topa", do meu ex-ídolo Sílvio Santos. Vale dar uma conferida. Era um dos programas com os quais eu mais me divertia na TV brasileira, pois a idéia é realmente muito boa. Ao lado do Amigo Renato passei manhãs de quinta-feira inteiras comentando o programa. Enfim, tudo ilusão: fomos enganados mais uma vez.

Não que eu não esperasse algo parecido: atém um tempo atrás eu tinha um livro aqui em casa chamado "A verdadeira face de Sílvio Santos" ou algo do tipo. E a capa era um diabo ou algo do tipo. Acho, porém, que ele mandou agentes secretos invadirem a minha casa e pegarem o exemplar porque nunca mais vi o livro. E devem ter feito uma lavagem cerebral em mim, porque eu realmente não me lembro de detalhes, como editora, ano de publicação, etc. A maior lembrança do texto é que ele maltratava os calouros ainda no tempo da Globo (sim, ele trabalhou na Globo). Com tudo isso, fica o recado: Thiago, é melhor você reforçar a sua segurança.
A outra recomendação fica por conta de um texto que o LM fez sobre os 60 anos da Cásper, a Hogwarts paulistana. Realmente muito bom. Para finalizar, quero indicar o blog Novo em Folha, agora linkado aí do lado. Trata-se do diário do programa de treinamento da Folha de São Paulo e contém dicas valiosas para o exercício do jornalismo em uma linguagem bem direta e ligada ao cotidiano. Vale mais que muitas aulas.

PS: Coincidência ou não, o Blogger deu problema na hora de postar este texto. Ainda bem que eu tinha salvo no velho e bom Bloco de Notas. Medo.

18 de maio de 2007

Ôôôôôôôôôôô, vamos subir, Tigre!


Mais um post esportivo, para alegria da Yu (não é perseguição, apesar da referência Lost no texto anterior ter sido uma indireta bem sucedida).

Domingo é dia de drama o ABC. O glorisíssimo São Bernardo Futebol clube tem uma partida decisiva na luta pelo acesso à Série A2 no Campeonato Paulista. Fora de casa, o time precisa bater o Monte Azul para dar mais uma passo rumo à Tóquio. Se vencer, sobe. Caso contrário, amarga mais um ano de Terceirona.

O Tigre – que vale lembrar chegou na semifinal da Copa São Paulo de Juniores em janeiro, eliminando o Santos – vem de derrota. Atuando no Primeiro de Maio, um estádio mais famoso pela luta política do que por jogos propriamente ditos, a equipe caiu diante do Votoraty por 1 a 0. Porém, o espírito de garra são bernadense não foi ceifado, como demonstram as palavras do site oficial do clube:

"(...)A derrota não desanimou os jogadores e comissão do São Bernardo, afinal o time depende só de suas próprias forças para conseguir o acesso. Mas o Tigre quer mais, e vai buscar a vaga na final da competição, e é isso que todos na equipe de São Bernardo buscam e acreditam.
A diretoria promete uma surpresa para o jogo de domingo, o que deverá fortalecer ainda mais a equipe em busca do acesso(...)"

Por isso, peço para que todos repitam em coro: Ôôôôôôôôôôô, vamos subir, Tigre!

Nota: O blog também presta solidariedade ao XV de Piracicaba, que precisa de uma combinação de resultados no domingo para subir (vencer o Linense e torcer para uma derrota da Ferroviária diante do classificado Olímpia, tirando neste meio um saldo de seis gols a favor da equipe de Araraquara). Só porque os piracicabanos possuem o grito de torcida mais legal do mundo: XV Crá, Crá, Crá!

Atualizado: É, não deu. O Tigre perdeu de 2 a 0 para o Monte Azul e adiou sua ida a Tóquio em um ano. Mas que o juiz roubou, ele roubou...

Atualizado 2: O XV foi pior ainda e terminou em último no seu grupo. Enfim, subiram: Olímpia, Monte Azul, Ferroviária e Grêmio Catanduvense. Os dois primeiros disputam o título.

Atualizado 3: Yu, de onde você tirou tamanho conhecimento automobilistíco? Desse jeito vai até ganhar um convite para trabalhar naquela revista especializada. Desde que corte relações com a Jaque, claro.

Atualizado 4: Hugo, aguardamos o Atlético Araçatubense com ansiedade. Especialmente se a campanha for parecida com a do Araçatuba este ano (19 jogos, 0 vitórias, 4 empates e 15 derrotas. Saldo de gols: -35. Sem contar a perda de seis pontos por escalar jogador irregular em uma derrota por 3 a 0 e o vexame por quase tomar WO porque o ônibus quebrou...)

14 de maio de 2007

Até que ele é simpático...

(Crédito: Mastrangelo Reino/Folha Imagem)


Tá, eu tenho que admitir. Engoli a seco tudo o que eu pensava sobre a postura do Papa na visita ao Brasil. Realmente tinha na cabeça a imagem de um homem sisudo, com atitude arrogante e "Nojo de Nóis". Mas Bento XVI se mostrou um homem simpático e amigável.
Para prestigiar as pessoas que se empoleiravam em frente ao mosteiro de São Bento, aparecia na janela de hora em hora, quebrando o protocolo. Parecia até um cuco (vou para o inferno depois dessa...). Tudo bem que não era nenhum João Paulo segundo, mas como disse o Emanuel em seu brilhante artigo, "é complicado tocar depois dos Beatles".

Isso não quer dizer que eu concorde com as idéias dele. Pelo contrário: ainda não fiz o "Check List", mas devo ser contra pelo menos uns 70% do que ele defende. Só que vamos pensar: dentro da lógica da Igreja, as idéias que a princípio parecem absurdas fazem sentido. Afinal, se o deve ser feito até mesmo dentro do casamento somente com fins de procriação (vixi...) e com um cristão tão confiável quanto você, pra que usar camisinha? Logo, se este filho é desejado, pra que aborto? E se você ama mesmo este cristão, como deve ser o casamento, não há necessidade de se divorciar.

Voltemos agora ao mundo real. A situação descrita acima é tão rara quanto alguém odiar "Lost". Mas o Papa tem todo o direito de defender as idéias dele. Só não acho que deve querer impor isso - e tenho a mesma opinião quanto às outras religiões, desde quem promove a "Terapia do Amor" até os budistas. Por não concordar com tais tópicos não responderei que sou católica quando o IBGE vier perguntar a minha religião. Mas nem por isso vou perder a fé em Nossa Senhora Aparecida e em São Judas Tadeu. Muito menos o respeito que construi pelo Bento XVI.


Vou para o inferno depois dessa II (mas a piada é boa. Nem Frei Galvão é perdoado...):

(Crédito: http://blogdopedrox.wordpress.com )

9 de maio de 2007

Conservatória, Rio de Janeiro

C. M., a C., em um tenso momento de apuração do nosso livro-reportagem

E ainda há quem diga que o TCC é um negócio sofrido. Não sei como. Já dizia o Hugo que nós estamos fazendo o que mais gostamos neste trabalho: viajando, ouvindo música, bebendo e, ao menos no caso do Roberto, (censurado), bom é mellhor deixar para lá e evitar constragimentos ao mais querido músico do JOA.

Final de semana passado estivemos em um pequeno distrito de Valença, Rio de Janeiro, chamado Conservatória. Trata-se de um lugar perdido no túnel do tempo que denomina-se "capital mundial da seresta" (como se na China existissem seresteiros...). É uma cidade extremamente agradável e relativamente perto para os paulixtas.

Confesso que mudei a minha opinião sobre o Rio: é um estado bacana, com pessoas legais. Fiquei até com vontade de passar na capital um dia qualquer. Mas vou deixar os elogios com o Fábio e ressaltar que ainda compartilho da frase do Narazaki: "Se o aquecimento global tem que inundar um lugar primeiro, que seja o Rio de Janeiro". :-P

O "pré-conceito" contra os fluminenses permanece por alguns motivos (não necessariamente nessa ordem): eles não sabem fazer pizza; eles colocam catchup, maionese e mostarda na pizza; o sotaque deles é horrível (apesar de ser ótimo para imitar); a catraca fica na parte de trás do ônibus; eles acham que o Flamengo é um clube de verdade.

Mas sejamos menos intrasigentes e vamos prestigiar o nosso estado vizinho.

Serviço - Conservatória

Como chegar:
De SP: Viação Salutaris até Valença (ônibus saem do Terminal Tietê) - por volta de 47,5 reais
Do Rio: Viação Normandy até Valença - por volta de 30 reais
Em Valença, pegar o busão da Viação "Senhor dos Passos" (5 reais). Não se impressione pelo nome bonito: o ônibus tem horários bizarros, está caindo aos pedaços, a estrada é um lixo e você vai ter que adivinhar onde é Conservatória para descer. Mas pelo menos não tem aquela bosta de ar condicionado da Salutaris que me fez tremer de frio tanto na ida quanto na volta.

Onde ficar:
Na Pousada das Hortênsias, claro. Comandado pela dona Arilda, é um lugar limpo, agradável, barato e que conta com um sensacional café da manhã. E, se você for tão simpático quanto o mosso grupo de TCC, pode até ter uma surpresa muuittto agradável no final.

Rua Ludovico Cosate, 216 Tel.: (24) 2438-1240
O que fazer:
Conservatória tem o formato de um triângulo. Andando devagar, você percorre a cidade inteira em uma hora. São muitas casas restauradas, muitos lugares para se ouvir seresta, uma belíssima seretana toda sexta e sábado de noite, museus com objetos de antigos cantores, além de um lugar para observação de OVNIs (sério).

Onde comer:
Traga miojo ou bolachas na mochila. Os restaurantes da cidade são caros e têm comida apenas mediana. Ah, e apesar dos atendentes sempre simpáticos, o serviço é lento e as modificações que você pedir (EX: purê no lugar de batata frita, separar as contas...) não serão efetuadas JAMAIS.

4 de maio de 2007

Questionamentos


Alguém pode me dizer o porquê de uma fita K7 vir com uma embalagem ilustrada por um CD?!

Resposta (plausível) da minha mãe:

"É para você saber o que é um CD e parar de usar fita, essa coisa antiquada"

1 de maio de 2007

Caraca, como o tempo passa....

Puta papo de velho esse, mas eu tenho que falar. Aliás, você percebe que está ficando velha quando essas coisas começam a acontecer - além do inevitável "tia" por parte das crianças e do consequente esfolamento delas. O fato, porém, é que só no sábado eu cai na real quanto a isso, apesar de o fato já durar mais de um ano.

Sabe aquela sua amigona de todas horas, que cresceu contigo desde os tempos em que todos os seres humanos só dormem-comem-choram-e-cagam? Então, de repente, de repente mesmo ela casa. Até aí tudo bem, porque vocês andavam um pouco afastadas por conta das correrias da vida, e realmente você não tinha a menor idéia de a quantas andavam a vida amorosa dela. Aí, poucos meses depois, ela aparece grávida.

Por mais que isso seja evidente - e exista uma barriga enorme crescendo para te provar isso -, aquilo tudo parece uma grande pegadinha do Serginho Mallandro (Há-Há!Glu-Glu!) e a barriga, no seu inconsciente, é composta por uns enchimentos que ela coloca para te enganar. Claro, isso faz parte do cachê que ela irá receber ao melhor estilo "Show de Truman". Só que depois de nove meses REALMENTE nasce uma criança.

Fui visitá-la no último sábado. Confesso que só cai mesmo na real quando a vi ninando aquela nenezinha fofinha com muuuuittttoooosss cabelos beeeeemmmm pretos e dizendo: "Cadê a gorda da mãe?". Vocês têm noção do que significa isso? DA MÃE. Vou repetir: DA MÃE. Do nada, sua amiga vira uma mãe de família que sai com marido (que me parece super gente boa) para comprar tapetes para a casa e está fazendo planos para a licença-maternidade. Ou seja, ela é literalmente uma mãe de família. E só é quatro meses mais velha que você.

Exceto pelo fato de que este é o primeiro (de muitos que ainda virão) sinal de que você está ficando para titia (realmente AINDA não me importo com isso), confesso que estou em estado de choque.

Tudo só para dizer parabéns a ela e que a Bia seja muito, mas muito feliz.

21 de abril de 2007

Alguém conhece uma benzedeira?

Tinha tudo para ser uma manhã tranquila. Por isso, me escalaram para ficar sozinha na redação até umas 13 horas, 13h30, no máximo.
Foi aí que ao mesmo tempo... acabou o emocionante jogo entre Rexona e Finasa, que me obrigou a trabalhar igual uma loca com tantas viradas, o Flu confirmou a saída do Joel, o Abel deixou o Inter (será?), foi decidida a pole da Stock Car, o Nadal e o Federer se classificaram para mais uma final e o Eusébio, maior jogador da história de Portugal, foi internado. Repito: ao mesmo tempo
Faltou o Pelé morrer. Ah, e um mala ligou na redação bem durante o tie-break do vôlei para insisitindo se eu não sabia se os ingressos do jogo do Santos e Brangantino tinha acabado. Porque a imprensa devia dar mais informações e blá, blá, blá... nisso o jogo pegando fogo e o Rexona virando uma vantagem de 5 a 0 do Osasco.
E tudo isso em um final de semana em que eu não deveria estar trabalhando, mas fui obrigada a vir por causa do TCC. Definitivamente, preciso me benzer.
Bom, pelo menos depois eu vi Lost.

Atualizando: Chupa, São Paulo!

15 de abril de 2007

Manhã escatológica

Domingo. Aproximadamente sete da manhã. Eu no ônibus, a caminho do trabalho, pensando na morte da bezerra. De repente, um dos meus lugares preferidos no transporte coletivo fica vago. No banco ao lado, um homem dorme com jeito de quem passou a noite na balada e não vai acordar tão facilmente.

"Troco ou não troco de lugar?". Algo me diz para ficar onde estou. Resolvo permanecer. No terminal, um negão bem forte - do tipo armário - senta no banco em questão. A viagem segue tranquilamente.

De repente, o homem que dorme acorda com cara de perdido. Faz uma expressão de que algo não está bem. Um rápido movimento e ele tenta abrir a janela. A força não é suficiente, pois a janela está meio emperrada. Ele insiste. Nada. Já não há mais tempo. Alguns mililitros de líquido saem de sua boca e decoram o vidro pelo lado de dentro. Em outras palavras: ele gorfa. E volta a dormir como se nada tivesse acontecido.

O negão ao lado se mantém impassível até vagar outro lugar. Admiro de verdade estas pessoas com nervos de aço. Agradeço três vezes ao Senhor pela dica em forma de intuição dada alguns minutos antes. Tem dia em que as coisas realmente parecem conspirar a seu favor. Ou não, dependendo do ponto de vista.

10 de abril de 2007

Os dez homens mais bonitos do esporte

Há alguns posts a Yu disse que não tinha o que comentar em um post esportivo. Pois agora isso vai cair por terra.

Em uma votação democrática feita comigo mesmo, elegi os dez homens mais bonitos do esporte. Aqueles que valem o apoio da torcida feminina (fiz um link para as fotos porque só com reza dá para subir muitas imagens no blogspot. Para ver as imagens, basta clicar no nome de cada um dos atletas) .

Em tempos de Tevez e da viadagem do Beckham, nada como uma ilha de alívio neste gramados, pistas e quadras. Até porque tem hora que dá vontade de chorar...

10.
James Blake

Estiloso e um dos melhores nomes do tênis atual. Está bom para começar.

9. Ricardinho

O cara é disparado o melhor levantador do mundo e continua gente boa. Extremamente humilde e tem uma bela história de superação. É a alma daquele time vencedor.

8. Giba

Juro que também não achava a menor graça nele. Até que tive que fazer uma pauta com os meninos do vôlei. Além de bonito, é extremamente simpático e joga bem. Um bom conjunto, enfim.

7. Jenson Button

Porque algo de bom a Honda tem que ter este ano...

6. Francesco Totti

Fernando Vanucci resumiu bem: "Ê, Itália!"

5. Kelly Slater

O cara é havaiano, surfista, gente boa, heptacampeão do mundo, rico, tem uma bela casa e olho verde. Sinceramente: como a Gisele Bundchen preferiu aquele franguinho do Di Caprio?

4. Kimi Raikkonen

Esse adora uma bebida e volta e meia dá vexame por aí. Nada mais natural para um finlandês...Ou seja: para conquistá-lo, basta uma garrafa de cachaça das boas.

3. Marat Safin

Nervosinho, mas joga bem. Nem precisava. É praticamente a versão masculina da Sharapova. Ou melhor, a Sharapova é a versão feminina dele. Sem contar que fala espanhol...

2. Freddie Ljungberg

O cara já fez propaganda de cueca da Calvin Klein. E é sueco. Precisa de mais?

1. Paolo Maldini

Ok, eu sei: ele tem idade para ser meu pai. Ele está se arrastando em campo, mas... dane-se. Maldini, além de um excelente zagueiro e lateral, fazia jus a toda fama dos homens italianos. Ah, Itália....

5 de abril de 2007

E foi dada a largada

A viagem para Piracicaba no último final de semana pode ser considerada o primeiro passo do TCC. Até agora - mas não menos importante -, a gente apenas tinha feito planejamentos, hipóteses e pesquisas. O gosto de sentir que o nosso livro reportagem está nascendo, porém, veio apenas agora.

E a fadiga também, claro: para o feriadão, temos nada menos que seis fitas de gravação para decupar/transcrever as entrevistas. Meu Deus, eu ainda vou ficar rica inventado uma máquina que faz decupagens, tarefa que tem lugar garantido nas top 3 das mais chatas do universo. Alguém topa entrar no negócio (como investidor, de preferência)?

O importante, no entanto, é que o tema parece que vai render. Pelo menos já garantiu boas risadas, com fontes que garantem beber cem caipirinhas em um dia só (e eu sinceramente não duvido), filhos "psicólogos industriais formados pela Unimed", viaturas de polícia correndo enlouquecidamente de ré em plena avenida Pacaembu numa pacata manhã de sábado, além de pequenos equívocos no caminho, como se dirigir à Dutra/Fernão Dias para chegar em Piracicaba.
E não poderia faltar ápice da viagem: após milhões de voltas pela cidade à procura do famoso Rio de Piracicaba, o querido Roberto "Seresteiro" Marran nos conduz inocentemente a uma rua sem saída. De repente, todos - que acreditavam, ao segui-lo, estar atrás de um especialista das ruas da cidade - se vêem de cara com um muro, em um local que deve ser o ponto de desova de corpos do município. Sensacional.

Enfim, livro "Enquanto houver luar - histórias de serestas e seresteiros": dezembro numa banca perto de você.

Uma prévia de tudo está no You Tube, com o consagrado e inestimável Marran cantando "Deusa da minha rua". O violinista também é um gênio. Só uma desculpa para fazer um marketing para eles. Cds à venda, ok?

30 de março de 2007

Minha primeira vez

Rá! Se você pensou em revelações íntimas e extremamente pessoais ao ler este título, desculpe lhe decepcionar: não é nada disso que você imaginou. Até entendo o seu lado, mas o Google e seus zilhões sites eróticos estão aí exatamente para suprir estas necessidades pessoais sem que ninguém - somente seu mouse - saiba disso. O "minha primeira vez" a que me refiro é a ida ao Parque Antártica no sábado passado, na ocasião do jogo diante do Marília.
Ok, ok. Eu sei que é realmente uma vergonha eu, como palmeirense e aprendiz de jornalista esportivo, jamais ter pisado no templo sagrado do futebol. Só não se esqueça de que eu moro longe e por conta disso, como definiu um certo amigo da cidade que tem um rio e um time chamado XV ("Cra cra cra"), sou mais modesta. Sem contar que a Barra Funda/Perdizes/Pompéia/Sumaré é um pouco (muito) longe.
Mas a ocasião ajudou, a companhia era agradável e lá estava eu, vestindo a camisa reserva com um (ex) número 10 estraçalhado por uma pessoa que não era lá muito boa das idéias e teve a brilhante ação de passar ferro de passar em cima do número. Quem tem camisa de futebol pode imaginar o resultado disso. O 10 virou algo próximo disso aqui: ה
Mas tudo bem, tudo bem. O importante é que depois de quase duas horas, com o time em campo estava quase atrás do gol, perto da Mancha Verde, sentindo o estádio literalmente balançar. Interessante ver como tinha tanta gente ali dentro (15 mil e uns quebrados, segundo divulgação posterior), já que eu passei pela sincera impressão de ter visto 90% das entradas nas mãos de cambistas, que se espalhavam feito baratas. Será que na Copa-2014, com o super-ultra-master-moderno-novo-estádio-paulista-que-vai-ficar-lá-no-fim-do-mundo vai ser assim?
O jogo terminou 3 a 2 para o Verdão e confesso que fiquei com medo de ganhar fama de pé-frio. Graças ao São Edmundo e a trave, porém, vencemos. Entretanto, análises de movimentações táticas a parte - e é bem mais fácil ver isso quando se está no estádio - o mais interessante foi notar o comportamento das pessoas na torcida. Sem contar a competição entre as organizadas para ver quem grita uma coisa diferente mais alto, o estado de transe coletivo é muito engraçado. O "filho da p..." do minuto atrás vira o herói do jogo. O gênio vira o "filho da p...". O juiz também. Aliás, todo mundo vira "filho da p..." para certas pessoas.

É meio insano, mas é legal. Especialmente quando a torcida começa gritar para colocar o mascote no lugar do Osmar. Especialmente quando a companhia agradável sugere a entrada do mascote no lugar do Osmar e dá uma bela idéia para o restante da torcida. Que já tinha sido xingado de "filho da p...", claro. Depois de experimentar voltarei mais vezes ao templo sagrado. Não sem antes mandar uma lata de tinta branca para a Marginal, de forma a apagarem a inscrição "Primeiro campeão mundial" que existe em um muro por aquelas bandas. Afinal, finalmente fez-se justiça a um título ganho em um Maracanã com 100 mil pessoas, entregue pelo próprio Jules Rimet e contra os melhores times da época (e não babas como Al qualquer coisa e Auckland sei-lá o que).

27 de março de 2007

Pequenas felicidades da vida

Nada melhor para te animar do que em plena manhã de terça-feira um ônibus vazio, totalmente vazio, aparecer do nada rumo ao seu destino. Especialmente um minuto depois que você ficou com preguiça de entrar no coletivo que você deveria (completamente lotado). E eles seguem praticamente juntos até o destino final.
Juro que a minha vontade era gritar da janela: "Chupem, todos!". Mas eu não estava tão malvada assim. Não sei o porquê, mas acho que isso nunca mais vai acontecer comigo. Deve ter sido uma alucinação. Só pode.

Definitivamente, os brasileiros iriam produzir bem mais se não tivessem que enfrentar a tortura dos ônibus todas as manhãs. Acho que vou mandar a sugestão para o Guido Mantega. Taxa Selic? Inflação? Bah...

20 de março de 2007

Propaganda básica (e rápida)



Ok, eu também detesto isso. Mas eu não resisti. E, vá lá, um pouco de marketing pessoal não faz mal a ninguém. É que mandaram um e-mail para a redação pedindo uns palpites para a temporada 2007 da Fórmula 1. E não é que publicaram os meus?



A revista é essa aí acima. Um guia muito bem feito pela Playoff Editora, que não apenas fala do presente, mas relembra os tempos de Nelson Piquet e Ayrton Senna. Quem quiser conferir as opiniões detalhadas de cada um, é só clicar aqui.

Nos próximos dias, este blog volta a programação normal.

18 de março de 2007

Da arte de sumir

Quem me conhece sabe que - de vez em quando - eu costumo dar uns sumiços. Quer dizer: sumiços entre aspas porque nunca deixei de cumprir com as minhas obrigações, até porque tenho um medo danado de me ferrar lá na frente. Mas, admito sim, que tenho o péssimo (?) costume de desligar o celular, não entrar em contato com quase ninguém e, no máximo, entrar como "aparecer off line no MSN".

Isso já me rendeu alguns problemas absolutamente desnecessários e, por vezes, até engraçados. Muita, muita, mas muita gente já andou reclamando disso comigo. Mas mesmo assim, não consigo resistir à tentação de passar um dia vendo apenas as minhas coisas totalmente pessoais, conversando com a família ou - especialmente quando estou em Bocaiúva - passando a tarde inteira me divertindo com a molecadinha até 5 anos de lá (molecada no sentido paulista da palavra = meninada. Sim, porque existem grandes diferenças com o sentido mineiro. Praticamente uma oposição. Outra hora eu explico). O pior (ou melhor?) é que eles são mais divertidos que muita gente pseudoadulta e chata.

Não sei exatamente quando isso começou, mas sei quando é a hora de isso acontecer. Tais "retiros de oração e reflexão" em geral acontecem após dias de muito contato com humanos. Coisa de gente louca, mas ok. Outra origem é a preguiça. Como eu moro em um lugar bacana, mas um pouco ãhn digamos afastado de São Paulo para quem não tem carro, prefiro gastar um pouco das horas livres tentando baixar um pouco meu banco de horas de sono acumulado.

Mas quero deixar claro que isso não tem a ver com a falta de atualização do blog. Este espaço anda meio sem novidades porque a semana foi um pouco agitada. Traduções, texto do Caio Túlio, especial da Fórmula 1, samba (sim, samba! Se você não foi conosco, confira algumas fotos aqui, no Flirck da Monterési) e um casamento bacana. Sem contar a maldita "Alice", que eu preciso terminar de ler e não entendi lhufas das propostas de prova para a próxima aula. Bom, pelo menos o Menino Kimi, como diria Raul F. Drewnick, ganhou a aberturada da temporada.

Então, se eu não enloquecer nos próximos dias, prometo que vou tentar mudar a forma de postagens aqui, para o espaço não ficar (tão) desatualizado. Ao invés de quase sempre colocar estes textos grandes, uma boa opção é tentar diminuí-los, de forma que eu não desperdice as idéias de temas e não perca muito tempo. Nem que seja para dar um "OOOiiiiiii" ao melhor estilo Teletubies aos X leitores que comparecem aqui.

Ah, uma retificação. Como bem observou o Vitim, sobre as denominações das sedes da IURD (não IURI) "Não é templo João Dias, é Catedral da Fé!".

10 de março de 2007

Problemas de relacionamento? Terapia do amor!

A programação da TV nos começos das manhãs de sábado é realmente muito boa. Eu não entendo até hoje como o "Zorra Total" consegue um lugar em horário nobre da Globo, enquanto uma pérola como "Terapia do Amor" fica escondida às 6 da manhã na Gazeta.

Trata-se da propaganda de aconselhamento sentimental da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD). Com certeza, a maioria das pessoas já viu (eles aparecem do nada nas programações de Tvs médias e pequenas), só que nunca prestou atenção. Recomendo que da próxima vez você pare e de fato assista o bem intencionado programa sentimental do Edir Macedo, o dono de milhares de almas deste país.

O foco dos bispos são casais que... ãnh... digamos não tenham mais uma química tão
avassaladora. E a premissa é simples: se não dá certo não é porque simplesmente não rola mais ou ainda porque ele se revelou um escroto ou ela uma vaca. É porque alguém mandou uma macumba (ou algo que o valha) para cima de vocês. Isso quando o diabo não resolve agir sozinho, o que pode acontecer, caso você esteja indo pelo caminho errado.

Desta forma, segundo a IURD, um relacionamento pode não ir para frente por três motivos básicos, enumerados didaticamente na televisão. Vejamos:

- Maldição herdada: em resumo, se o seu pai não é um cara muito legal, inclusive descendo a porrada em sua mãe, nos filhos, no cachorro e quem mais tiver pela frente, você tem altas chances de continuar sofrendo com isso porque herdou essa tendência a atrair pessoas não muito indicadas para viver em sociedade;

- Maldição proferida: cuidado com quem anda se desentendendo por aí. Porque se uma pessoa desejar muito fortemente que só vão aparecer psicopatas na sua vida sentimental, isso vai realmente acontecer;

- Maldição mandada: para falar a verdade não entendi muito bem a diferença desta com relação a anterior, mas pelas imagens eu acredito que a maldição mandada é uma maldição proferida com algumas velas vermelhas e pretas, galinhas mortas, pingas... tudo abandonado em uma esquina por aí.

Identificou-se? Quer se livrar disso? A solução é a terapia do amor. Com um fundo de músicas extremamente melosas, como "Unbreak my Heart" (Ãããããããããããããããããã breiqui mai rarte....), você será aconselhado a visitar no próximo sábado o Templo Maior, no Brás, ou o templo João Dias, em Santo Amaro. Lá, você vai ganhar sementes de mostarda, mergulhar em uma piscina com onde será jogada uma garrafa de água do Rio Jordão, além de passar debaixo de umas alianças gigantes. É tiro e queda!

Mas o melhor mesmo do programa são as encenações. Como a da amiga invejosa que, no aniversário do marido da outra, manda a ele um short cheio de terra de cemitério. Dois meses depois, o cara deixa de ser uma pessoa bacana para arrumar 317 mulheres na rua e bater na coitada da esposa.

Eu realmente acho religião – qualquer uma – uma coisa importante. Mas tem hora que as coisas chegam a um absurdo tão grande que não dá para acreditar. Bom, qualquer coisa, não digam que eu não avisei: “Terapia do Amor” é a solução!

8 de março de 2007

Bush e nóis

O presidente do mundo chegou agora há pouco em São Paulo. Horas antes, um monte de baiacu se reuniu na Paulista para mandar ele embora antes mesmo de chegar. Nada mais brasileiro: há relatos de assaltantes infiltrados, as otoridade da puliça distribuíram algumas porradas... Na verdade, acho que o homi já deve estar tão acostumado em ser odiado que fica até preocupado quando chega em algum lugar e não vê nada.

Estou longe de defender este ser - para mim tão execrável quanto aquele presidente que tem nome de personagem de seriado mexicano. Mas é interessante notar que enquanto o povo brasileiro quer xingar o homi, tudo anda às mil maravilhas. Parecemos a Dinamarca! Afinal, nos últimos meses nenhum ônibus/carro foi queimado com gente dentro, nenhuma menina de 13 anos tomou tiro na coluna em Moema, é super tranquilo andar por aí de noite, ninguém teve filho arrastado por sete quilômetros por aí... Nem Mococa tem escapado.

Nada contra a manifestação de hoje, mas nos últimos meses não vi nenhum protesto daquele tamanho na Paulista por conta da situação do país. A gente gosta de falar mal do vizinho enquanto nossa casa está bagunçada. Ontem fez um mês que o João Hélio morreu e ele já está sendo esquecido. Após declarações de praxe dos políticos, alguma coisa até começou a andar para tentar acabar com isso, como os projetos que dificultam a progressão de pena para crimes hediodos e o que torna o uso de celulares em presídios falta grave (aguardando sanção do Lula).

Não creio, porém, que muita coisa vai mudar, apesar de haver outros projetos em pauta (Leia mais clicando aqui). E pensar que daqui a menos de um ano serei formada e terei direito a uma cela só para mim. Não é chique?

Mas quem ainda tem medo de que o Bush resolva invadir o Brasil não precisa se precupar. O vídeo abaixo mostra o que aconteceria. É longo, mas vale a pena. Destaque para as participações especiais de Schwarzenegger invandindo a Amazônia, Stallone chegando ao Recife, Chuck Norris no Rio e Van Damme tentando tomar São Paulo.





PS: Fuser, seja bem-vindo. O JOA te ama.

4 de março de 2007

Che bella cosa!

(Crédito: Folha Imagem)

O primeiro post esportivo deste blog não poderia ser mais feliz. Meter 3 a 0 no maior clássico do Brasil vale pelo título do Paulistão. Sem contar que a vantagem no histórico subiu um pouquinho mais: agora são quatro vitórias a mais.

Este singelo blog faz toda a corte para o Animal, que com 30 e tantos anos ainda foi capaz de dar um baile na defesa dos gambás (ok, a zaga deles não é grande coisa...). Valeu também pelos dribles do Valdívia "El Mago", que contrariou o lado de lá, a bela atuação do Martinez e a boa estratégia armada pelo Caio Júnior.

Lamentável apenas o gol de bicicleta do Cristiano não ter saído, graças a uma - como definiu o próprio Jean - cagada. Mas tudo bem, o querido Leão continua se mostrando um gênio... para os adversários!

Ah, é Edmundo!

3 de março de 2007

Páginas da vida

Pela primeira vez em toda a minha vida um final de novela me agradou 100%. Sim, eu vejo (algumas) novelas. Sim de novo, eu gosto do Maneco. Sim mais uma vez, eu adorei que a gloriosa Marta não tenha morrido/sido presa/enloquecido totalmente. E que a Sandra tenha se dado bem no final das contas. Vilão tem mais é que ser feliz.

Vamos ver a próxima, mas já vou ser preconceituosa: o auge da carreira do Gilberto Braga foi "Dacin' Days" . Depois, é ladeira abaixo.

Ah, claro. A Renata Sorrah é ótima, mas toda vez que eu olhava para ela eu via a Nazaré, de "Senhora do Destino". Tinha a singela impressão de que, uma hora ou outra, ela iria sequestrar o Francisco (que menino lindo, não?) e a Clarinha.

2 de março de 2007

Ele não morreu!

Caros poucos (não vou usar "quase inexistentes" porque seria de uma ofensividade sem sentido no momento) leitores deste blog. Peço veementes desculpas pela falta de atualização deste espaço. Era uma coisa que eu havia prometido não fazer, mas que ocorreu pelas circunstâncias dos últimos dias. Idéias durante este tempo, porém, não faltaram. E é por isso que eu resolvo fazer o primeiro post em formato de drops.

Muitos parecerão sem sentido e é para ser assim mesmo. São altamente específicos, mas para bom entendedor meia palavra basta ("Clichê!", bradaria Rosângela Petta). Sem contar que estou com a séria impressão de que vou esquecer muitos assuntos que mereceriam uma palavra. Enfim. O importante é que finalmente estou de folga e tentando colocar as coisas no lugar. Finalmente!

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Após um longo e belo verão, finalmente as aulas casperianas voltaram. Na verdade, foi um fato com poucas novidades, já que mantive contato/vi muitas pessoas durante as férias. Após conhecer todos os novos professores e começar a me dar conta da dimensão do TCC, cheguei à conclusão de que estamos fu...

Por outro lado, "após conhecer todos os novos professores e começar a me dar conta da dimensão do TCC, cheguei à conclusão" de que este será um ano muito engraçado. Mesmo que essa não seja necessariamente a intenção. Sem contar a estranha sensação de fim de festa que começa a querer aparecer, ao lado de toda a dúvida sobre o futuro.
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Com o início das aulas, voltei a pegar troléibus e metrô cedo. Isso tem o efeito imediato de fazer com que as chances de eu acordar meio totalitária aumentem substancialmente. Sem contar aquela kjskjksj3%kfj de carterinha de passe da EMTU que não fica pronta nunca. Deviam pagar toda a despesa que estou tendo por conta da incompetência deles. Sem falar na SPTrans que me fez ficar 1h30min em uma fila para demorar dois minutos e providenciar carteirinha do metrô. Que demora quase UM mês para ficar pronta.

Meu único consolo é que tenho informações de que no Rio é pior. :-P
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Falando em Rio, cada vez mais tenho certeza de que o Pan será o ponto alto das irônias e piadas de humor negro em 2007. Santo Domingo-2003 que se cuide, pois a organização trabalha a passos largos para superar o fiasco dominicano.
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Há muito tempo não me sinto tão aliviada quanto nesses dias. As pessoas responsáveis por isso sabem a importância que têm para mim, por isso agradeço imensamente a elas. Sem contar que estar assim, faz com que surpresas boas ocorram e te deixem com a sensação de que certas atitudes do passado não foram tão desastrosas assim, apesar de eu não querer que elas se repitam.
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Aliás, fatos do passado têm duas caracterítiscas interessantes: 1. Te ensinam muitas coisas, sendo que essas "marteladas" fazem com que você se torne uma pessoa menos pior; 2. Nelson Rodrigues já dizia que "a memória transforma uma seleção rigorosamente medíocre em um time genial". Pois isso também ocorre com certos acontecimentos. Não estou desmerecendo nada, mas às vezes também lembro de equipes cheias de defeitos como se fossem mágicas. Ainda bem que estou conseguindo lavar essa maquiagem do passado e ver as coisas como elas foram. Assim, fica mais fácil dar o real valor para coisas legais que o presente traz.
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Tenho lido muito ultimamente, como há tempos não fazia. Não sei qual o motivo disso. Pelo menos não precisei inventar nada na rápida apresentação que o Caio Tulio nos obrigou a fazer.
Recomendo que quando vocês tiverem um tempo, leiam "Notícia de um sequestro", do Gabriel Garcia Marquez e "A Pátria em chuteiras", do Nelson Rodrigues. "Crônica de uma morte anunciada", também do Garcia Marquez, é razoável, ao passo que "O livreiro de Cabul", da norueguesa Åsne Seierstad é interessante.
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Essa semana duas pessoas muito importantes para mim fizeram aniversário: Wilma, minha mãe, pessoa fantástica a quem eu admiro muito (e não é porque ela é minha mãe), e o André, meu "filho", que completou cinco anos na terça. Duas pessoas sem as quais a vida teria menos graça.
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O Bilhete Único é uma das melhores coisas que já fizeram em São Paulo. Pena que eu demorei tanto tempo para me dar conta disso.

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E as traduções continuam atrasadas...
Atualização: Isso deve ter caído como uma bomba pelos primários e ginásios do mundo inteiro. Faz parte da série: "Eu já sabia!".