1 de agosto de 2007

E a população de fo.. de novo!

Pela 214ª vez este ano, o Sindicato dos Metroviários anunciou greve. É claro que os trabalhadores têm que lutar pelo seu direito, ainda mais em um país contaminado pelo conformismo, mas na minha opinião este caso já estourou os limites da palhaçada. Uma hora é greve por causa de aumento de salários, outra por participação nos lucros atrasada, depois porque a Emenda 3 vai ser aprovada, aí chega a vez de parar porque Marte não está em conjunção com Saturno ou então porque o William Bonner usou gravata vermelha....

Não conheço o Metrô por dentro, sequer tenho um metroviário no meu círculo de conhecidos. Mas até que ponto é válido prejudicar 2 milhões de passageiros diretamente e uma cidade inteira indiretamente? Não votei no Serra e a minha intenção aqui não é defender o governo do PSDB (muito menos do PT - aliás, como vi outro dia no Orkut, está cada vez mais difícil votar e não se arrepender). Mas será que não existe medidas no Judiciário para fazer o governo estadual cumprir o que deve (se é que não o cumpre)?

Engraçado que os metroviários dizem estar defendendo os direitos dos trabalhadores, mas não pensam, por exemplo, na faxineira que sai de Itaquera e precisa trabalhar nos Jardins, no estudante que vai fazer uma entrevista de emprego, no atendente de telemarketing que bate ponto no centro da cidade, no tiozinho que tem consulta marcada no Hospital das Clínicas há dois meses. Engraçado que o grande número de greves coincida com a gestão de José Serra. Então no tempo no Alckmin tudo era uma beleza? Ou então tudo ficou ruim em um passe de mágica? Quem sabe ainda os metroviários ficaram politizados de um dia para o outro...

Engraçado que cada hora o motivo da greve é diferente: por que não fazer uma paralisação colocando tudo isso em pauta? Será mesmo que o Metrô é uma empresa tão maquiavélica assim?

Pode ser puramente uma impressão, mas sempre que vejo um destes líderes do sindicado na TV, eles me parecem puramente interessados em usar de refém a população e os próprios funcionários da companhia, iludidos por qualquer discursinho de uma falsa esquerda (aliás, isso é uma constante no país, vide reeleição do Lula) que só quer defender os seus privilégios, da mesma forma que faz parte daqueles que eles próprios criticam.

Se greve é o único jeito de o governo ouvir as reivindicações dos trabalhadores por que é raro ver outras categorias de funcionários públicos entrarem em greve com tanta frequência? Conformismo ou fala de disposição em fazer politicagem barata?

E a população se fo.. de novo! Bem diz a minha mãe: o seu direito termina onde começa o meu.

* Sempre admirei o Metrô, para mim, uma das melhores coisas de São Paulo (apesar de uma série de defeitos, como o alto perço da passagem)

29 de julho de 2007

As últimas pataquadas do Rio 2007

(Mario Vasquez Raña, presidente da Odepa. Também conhecido como mistura de Cláudio Arantes, Carlos Costa e Seo Barriga/Crédito: EFE)

("Viva essa energia" on)

Para tristeza deste blog, encerrou-se neste domingo os Jogos Pan-americanos. Agora teremos que torcer pela insanidade do Comitê Olimpíco Internacional, de forma o Rio de Janeiro receber as Olimpíadas de 2016 e eu poder observar tão de perto tantas pataquadas ao mesmo tempo.

Mas, antes de começar a cantar "Boa Noite Vizinhaça" ("Prometeeermos despedirmos sem dizer adeeeuuuus jamais/ Pois haveremos de reunirmos, muitas veeeeeezzzzeeeeeeeeeeeeeeees mais"), já de olho no Pan do México, vamos às últimas pataquadas do Pan 2007:

Medalha de ouro: Roubo até o final
O Pan acabou e eu ainda não me conformo com o fato de o Brasil ser o único país do mundo que aceita ser roubado em casa. Além dos dois absurdos do judô, tivemos que aturar a desclassificação estranha dos representantes nacionais na classe hobie cat 16 da vela. Só fica uma pergunta: se o barco deles estava errado, por que passou na inspeção da organização?Outra coisa: por que a desclassificação veio logo depois que foi confirmado a medalha de ouro deles e não durante o campeonato? É o Brasil-il-il!

Medalha de prata: Fernanda Abreu e "Me dá um dinheiro aí"
De duas uma: ou eu surtei durante a festa de encerramento do Pan ou eu ouvi os organizadores tirarem um sarro da nossa cara durante o evento, colocando a Fernanda Abreu (socorro!) para cantar: "Ei, você aí, me dá um dinheiro aí!". Pensando bem, resume bem o que foi a organização do Rio 2007.

Aliás, ainda sobre a festa de encerramento, sensacional o pessoal no Maracanã de novo falar "Oiiiiiiiii" para o presidente da Odepa. E de novo a vaia para o Lula (in memorian, no caso). Ponto alto do Pan, sem dúvida.

Medalha de bronze: A final que não houve
Essa já era de se esperar: falta de organização + brejo + tempo cagado no Rio de Janeiro = uma final que não aconteceu!

E ainda dizem que este foi o melhor Pan da história. Ou não.

Menções honrosas entre as pataquadas para o caiaque brasileiro que literalmente virou (sinal?), para o Vanderlei Cordeiro de Lima, que fica semanas treinando na Colômbia, elogia o Lula, mas não foi brasileiro, desistiu e sequer completou a maratona no Rio, para o chileno Adrian Garcia, que conseguiu tomar virada do Saretta (!) na final do tênis, para o André Domingos, que com a vitória brasileira no revezamento 4x100m deu um berro ("aaaaaahhhhhhhhh") não exatamente másculo ao vivo na SporTv e, claro, para a (quase) deserção em massa (ou não) de Cuba.

Agradeço também ao André pela folha de sufite com os dizeres "EU JÁ SABIA!", que ainda será bastante utilizada com o desporto tupiniquim...

****
O Canossa no Pan volta em 2011, torcendo pela presença de Roberto Bolaños e professorinha Helena (o mesmo não se aplica à Thalia e aos Rebeldes) na festa de abertura do Pan de Guadalajara, que promete ser o mais brega da história. Arriba!

E, claro, apoiando a idéia de Rafael Lusitano, vamos trabalhar por Governador Valadares-2019 (que será precurssor de São Bernardo-2027)!

("Viva essa energia" off)

28 de julho de 2007

A minha pataquada (Pan, dia XV)

Foi com um pouco de choro e ranger de dentes, mas a seleção de vôlei conseguiu passar pela Venezuela. Digamos que o Bernardinho quase caiu na pegadinha do Navajas, o que ia pegar muito mal para ele depois do corte do Ricardinho. Enfim termina com chave de ouro (pegou o trocadilho? Hã, hã?) uma sexta-feira bastante vitoriosa para o Brasil. Eu quase me senti uma americana hoje dado o grande número de vitórias.

Fiquei bastante feliz por duas delas: a da ginástica rítmica (uma beleza de apresentação) e a da canoagem. A segunda eu explico: há pouco tempo fiz uma reportagem (com direito a "passeio" de barco pela Billings com retorno no meio da neblina) com a seleção brasileira e vi como os meninos batalham forte, junto com os técnicos Pedro Sena e Ákos Angyal, além de serem gente boa. Merecidíssimas as medalhas.

Mas é claro que não faltaram as pataquadas, uma delas protagonizada por mim. Por isso, em uma votação democrática feita comigo mesmo, resolvi me dar a medalha de ouro neste antepenúltimo dia de Pan. Uh-hu!

Medalha de ouro: O feitiço virou contra o feiticeiro
Era a final do boxe, entre o brasileiro e o norte-americano campeão mundial. De cara, o nosso glorioso deportista tupiniquim começa a encher o ianque de pancada. Faz 4 a 1. Ao meu lado na redação, Henrique comenta algo do tipo: "Olha, o Brasil vai ganhar ouro no boxe!". Respondo, na ânsia pela pataquada do dia: "Aposto com você como o americano vai virar no último round".

A luta segue, com o brasileiro sempre à frente. De repente, como se eu fosse a própria Mãe Dinah, minha previsão começa a se concretizar: o norte-americano reage e vai tirando a vantagem do representante verde-amarelo. Faltando mais ou menos um minuto para acabar a luta, ele vira o placar: 6 a 5! Não tenho a menor dúvida: arranco uma folha do meu bloquinho, escrevo em letras grandes "EU JÁ SABIA!" e começo, de maneira fanfarrona, a andar pela redação.

Mas eu não contava com a astúcia do brasileiro: uns 15 segundos antes de se encerrar a luta, ele vai pra cima do rival igual um louco e acerta dois golpes. Ou seja: vira o placar para 7 a 6. E sou obrigada a engolir o ouro legítimo de nosso glorioso esportista que "é brasileiro e não desiste nunca". Como diria Kléber Bambam: faz parte...

Medalha de prata: Viva o Co-Rio!
Claro que depois de mudar o horário da semifinal do vôlei masculino umas três vezes (tem que esperar "Paraíso Tropical" acabar) isso iria acontecer: gente que comprou ingressos pela Internet logo no primeiro dia de vendas (atrasada, diga-se de passagem) para o jogo do Brasil descobriu que na verdade tinha a entrada para ver Cuba contra Estados Unidos.

Traduzindo: o Co-Rio lesou o consumidor que comprou antes seu ingresso e pagou para estar no Maracanãzinho. E quem ainda tentou protestar tomou spray de pimenta da cara da, digamos, enérgica Força Nacional. A solução foi enfiar um monte de gente para ver o jogo de qualquer jeito dentro no ginásio. Além disso, existe a suspeita que alguns ingressos foram clonados.

Fica a questão: será que é tão difícil deixar claro desde o primeiro momento que, se o Brasil passar para a semifinal, independente da posição no grupo, o jogo seria às 22 horas? Não vou discutir os interesses da TV, até porque com ela o patrocínio aparece mais e é disso que vive o esporte. Mas um pouco de competência não faz mal a ninguém. Principalmente àqueles que querem abrigar uma Olimpíada.

Medalha de bronze: o glorioso tênis nacional
está até chato e repetitivo descer a lenha nos tenistas do Brasil, mas são eles que se superam. Este trecho da GE diz tudo:

"Os tenistas brasileiros estão fora das semifinais do torneio masculino de duplas dos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro. Poucas horas depois de garantir presença na decisão do torneio de simples, Flávio Saretta voltou à quadra ao lado de Marcos Daniel para enfrentar os dominicanos Victor Estrella e Jhonson Garcia, que acabaram levando a melhor: 2 sets a 1, parciais de 1/6, 6/3 e 11/9.

A virada dos representantes da República Dominicana foi espetacular. Além de terem de superar a pressão da torcida e o peso de ter perdido o primeiro set com apenas um game, os visitantes perdiam o super tie-break (que chega a 10) por 9 a 5 e conseguiram ganhar seis pontos seguidos para fechar o jogo"

Bom, pelo menos neste sábado o Saretta pode limpar um pouco a barra dos tenistas destas terras. Ou não.

Atualizado: Menção honrosissíma deste Pan (trecho retirado do blog do Felipe Held)

"Vacilo: De uns anos para cá, a ESPN Brasil vem dando um show de jornalismo esportivo, apesar de não ter nem de perto a verba e a influência que a Globosat, do Sportv. Às vezes há algumas derrapadas, e uma delas aconteceu há alguns instante. O Pedro Lima conseguiu a primeira medalha pan-americana de ouro do boxe brasileiro dos últimos 44 anos. Logo depois, o pugilista apareceu na redação da emissora instalada na Vila do Pan. Depois das perguntas de praxe, o Dudu Monsanto uma surpresa para o grande campeão: "A sua namorada Jacigleide (!) está na linha, Peu, o que você tem a falar para ela?". Começou. Peu e a gloriosa Dinha (ah, se não fossem os apelidos!) trocaram juras de amor. O auge foi quando o medalhista disse "Meu amor, nada vai mudar entre a gente depois dessa medalha. Você sabe onde eu tenho aquela tatuagem pra você, naquele lugar que eu não posso mostrar na tevê". Ai, Jesus!"

Atualizado II: Menção honrosissíma como "a melhor frase do Pan"
Durante a tarde desta sexta, a Sportv estava passando uma prova qualquer de atletismo e o brasileiro tinha cada vez menos chances de medalha. Aí, o narrador Milton Leite faz a pergunta para o André Domingos, aquele ex-corredor que não se destaca exatamente pela sua masculinidade:

- André, será que o fulano de tal ainda tem chances de medalha?

E o comentárista com uma voz que não se destacou exatamente pela masculinidade:

- Ai, no final, todos os gatos são pardos!

27 de julho de 2007

Marta é ídolo! (Pan, dia XIV)

Se teve um jogo no Pan onde eu gostaria de estar nas arquibancas torcendo para o Brasil foi nesta quinta, no futebol feminino. Tratava-de da oportunidade ideal para eu conhecer o Maracanã: um jogo histórico (pelo menos para as menians era, apesar de o Pan não ser lá grande coisa), com estádio lotado, transmissão ao vivo em três TVs, uma bela goleada sobre as maiores rivais e um show da estrela do time. Nem o Galvão Bueno e o Noronha estavam tão ruins...e ainda teve a fantástica presença do Beijoqueiro!

Quem, há um mês atrás, imaginava um Maracanã lotado e com torcida empolgada para futebol entre mulheres (que, sejamos honestos, estão muito longe de serem bonitas)?. Posso estar entrando no campo do saudosismo, mas vendo pela TV imaginei que o clima no estádio ontem devia ser o mesmo dos tempos em que a seleção brasileira não tinha jogadores babacas que depois de passar dois anos em Portugal voltam falando com o sotaque de lá.

Infelizmente, o problema do futebol feminino no Brasil é ser dirigido pela mesma confederação dos homens. Sem nem entrar no mérito da competência e honestidade da CBF, mas só o simples fato de o futebol masculino ter uma dimensão imcomparável com qualquer outra modalidade no mundo é motivo para as mulheres serem administradas por outra entidade. Bom, eu aposto que as jogadoras da seleção brasileira serão lembradas até Pequim-2008, que já estão bem perto... depois, cairão mais uma vez no limbo do esquecimento. Que ao menos aproveitem para arrumar um bom contrato com um clube do exterior.

Apesar disso, não desisto da minha campanha para o Palmeiras contratar a Marta! Ela é melhor que muito marmanjo por aí...

Vamos às pataquadas desta quinta-feira, o primeiro dia provavelmente da história da humanidade em que o Brasil superou Cuba em um quadro de medalhas. Pedala, Fidel!

Medalha de ouro: Baloubet, a revanche!
Quem acompanha esporte não se esquecerá jamais da maldita refugada do cavalo do Rodrigo Pessoa, o Baloubet du Rouet, nas Olimpíadas de Sidney. Era a última chance de o Brasil conquistar uma mísera medalha de ouro na competição, o brasileiro era favorito, mas ... o pangaré simplesmente resolveu que não iria pular um obstáculo, protagonizando uma das maiores pataquadas do deporto verde-amarelo.

Pois bem, passado o trauma, vivemos uma situação parecida no Pan do Rio: a equipe brasileira é favorita a ganhar uma medalha na prova de hipismo. O time está indo bem, mas ontem, o cavalo de César Almeida, deniminado Singular Joter II, também refugou em um dos últimos obstáculos. Bom, pelo menos o resultado pôde ser descartado e o prejuízo não foi tão grande assim...

Também merece menção honrosa o nome do cavalo do Bernardo Alves: Chupa Chup 2 (!) e o fato da coitada da amazona das Bermudas ou Bahamas, sei lá, ter que correr atrás de seu cavalo revoltado que, além de a ter derrubado, continuou a trotar no percurso...

Medalha de prata: Marcos Daniel e o tênis brasileiro masculino
Em um torneio como o do Pan, composto quase que só por amadores ou atleta mal ranqueado, o tênis nacional ainda consegue fazer feio. Dos três atletas do Brasil, apenas um, Flávio Saretta chegou às semifinais. E claro que não podia faltar a amarelada da modalidade: o gaúcho Marcos Daniel (que quem diria, um dia foi possuído por espíritos e chegou a jogar de igual para igual com o Federer) precisava vencer apenas um game (tinha 1 a 0 no jogo e 5 a 3 na segunda etapa) para eliminar o
argentino Eduardo Schwank (quem?) e conseguiu perder o jogo. Lamentável.

Medalha de bronze: barrigada nos saltos ornamentais
Ontem eu pude ver o que aconteceria se eu disputasse uma prova de saltos ornamentais. Cotado para ficar com uma medalha, o canadense Reuben Ross fez um salto bizarro e deu a famosa "barrigada" na piscina do Maria Lenk. Sensacional. Resultado? Tomou zero de todos os juízes e foi o único eliminado na fase classificatória.

E só porque estou boazinha hoje também vou citar a bonita atitude da torcida que acompanhava as provas da ginástica rítmica nesta quinta. Líder da classificação geral, a canadense
Alexandra Orlando ia muito bem na disputa individual geral, sendo bastante superior às adversárias. O problema é que na prova das fitas seu aparelho quebrou e ela tomou zero de todos os juízes. O público então aplaudiu a garota e pediu uma nova chance, mas como o regulamento não permite isso, ela foi eliminada mesmo.


26 de julho de 2007

O famoso "jeitinho" canadense (Pan, dia XII e XIII)

Essa quase passou despercebida (pelo menos eu só vi na ESPN Brasil) e por isso ganha ouro dentre as pataquadas. Uma das poucas coisas que estava faltando acontecer neste Pan era fraude por parte de atletas. Mas veja bem: estava. E veio justamente de onde o nosso preconceito menos esperava: dos educados e "honestíssimos" canadenses.

Na prova de esgrima do pentato moderno, não é que descobriram que a equipe do Canadá estava usando uma espada fora das especificações? O esquema dos caras era muito simples: um dia antes da prova, quando é feita a inspeção, estava tudo ok com o equipamento. Só que nas 24 horas seguintes entrava em ação o famoso "jeitinho canadense" e a espada era adulterada de tal forma a pontuar sem ter efetivamente tocado no adversário.

Percebendo a facilidade dos rivais (assim até eu...), os brasileiros protestaram. E ainda tiveram que ouvir dos caras que estava tudo bem, que era o equipamento usado para a marcação de pontos que estava errado. Então a organização fez um teste muito simples: trocou a espada por uma considerada normal. E não é que os caras perderam? Feio, muito feio. O Canadá ainda foi punido, mas não o suficiente para tirar o bronze de Joshua Riker-Fox na prova.

Medalha de prata: o glorioso basquete brasileiro

Na maior rivalidade outrosesportianas, tenho minha clara preferência: entre basquete e vôlei sou mais a segunda opção, o que já rendeu grandes embates na redação da GE, onde eu, Marta e Rafael chegamos à conclusão de que todo esporte é coisa de viado. Mas isso fica para outro dia, porque o momento é de malhar o basquete.

Vou me limitar só às seleções porque se começar a falar dos clubes vira covardia. Primeiro, as mulheres, que conseguiram proporcionar outra grande amarelada para o Brasil no Pan. Como pode um time, na despedida de seu ídolo em casa, liderar o jogo praticamente inteiro em uma final de torneio internacional e tomar uma piaba de adolescentes norte-americanas (praticamente o time F dos Estados Unidos) no último quarto?

Tenho a leve impressão de que a seleção feminina agiu de acordo com a lógica do meu primo Hugo: "Ué, se o Brasil ganhou três quartos e os Estados Unidos venceu um, o Brasil ganhou o jogo...". Infelizmente faltou avisar o juiz. E eu nem quero ver o que vai ser daqui para frente sem a Janeth, uma pessoa do esporte que eu admirava. Bom, pelo menos o Barbosa, que ocupava o cargo desde 1916 (mas estava de licença para o Miguel Ângelo da Luz nos dois maiores momentos do time (título mundial de 94 e prata olímpica de 96)), também foi embora...

Claro, e eu não vou nem comentar o fato de o time masculino ter vencido as poderosas Ilhas Virgens (outra grande fonte de piadas infames do Pan) por apenas cinco pontos de diferença. Tudo bem que os caras da NBA não jogaram, mas tomar sufoco de um país com 108 mil habitantes não dá...

Medalha de bronze: mais uma dos hermanos...

Tudo bem que a seleção brasileira masculina de hóquei sobre a grama marcou apenas um gol no Pan e tomou 57. Mas o que isso importa quando a favorita Argentina também amarela e perde a final em um dos poucos esportes que tinha tudo para ganhar o ouro? E o pior: nos pênaltis. Pior ainda: com um erro do melhor jogador do time, que já tinha feito um montes de gols desta maneira. Já está ficando até enjoativo dizer isso, mas... CHUPA, Argentina!

Pataquadas honrosas para os boxeadores brasileiro, que conseguiu perder cinco semifinais ontem e teve que ouvir do Popó, que faltou inteligência (eufemismo detected) - pausa para manifestar minha solidariedade ao Emanuel, que na incubência de fazer a cobertura da modalidade neste fatídico dia usu todas as formas possíveis de se comunicar uma derrota. Também merece citação o torneio de softbol do Pan, que por conta das belas instalações está batendo o recorde de partidas possíveis a se realizar em um dia, para os saltos ornamentais brasileiro, que treinam separados uma prova sincronizada (!), o "descontrole" da Juliana Veloso e, óbvio, os cerca de 98 minutos no qual o Brasil ficou à frente de Cuba no quadro de medalhas. Te cuida, Fidel!

24 de julho de 2007

Esporte de macho! (Pan, dia X e XI)

Marcos, seja bem-vindo. Jaque, também fiquei muito triste pelo Canto (mas o lado bom é que agora ele aparece toda hora na TV porque as pessoas vão querer saber como ele está se recuperando). Yu, prometo que semana que vem essa overdose de esporte acaba. Fábio, mesmo sem o Ricardinho, eu duvido que o vôlei perca o ouro.

Uma das coisas mais legais do esporte é a rivalidade. Exatamente por isso, eu não sou 100% a favor do fair play - claro que eu não estou defendendo racismo em campo e nem que idiotas se matem nas estações do metrô de São Paulo porque um usa camisa verde e o outro preta. Mas que é divertido ver jogos altamente competitivos, repletos de provocações, decisões polêmicas da arbitragem, torcida xingando e nervos à flor da pele que não raramente culiminam em briga, ah isso é...

Enfim, esporte de macho. Nada de aceitar a derrota e dizer que o adversário foi melhor. Neste ponto, eu admiro muito os argentinos e cubanos - e no Pan, os cariocas. Há quem diga que o povo do Rio é mal educado por vaiar os adversários do Brasil. Eu não acho. Exceto em casos de mostram superação pessoal (caso de contusões), vaias dão mais um toque ao espetáculo. O que você prefere: declarações políticas como "temos que respeitar o adversário e seguir as ordens do professor" ou "se não fosse o idiota deste técnico a gente acabava com eles"? Pelo fim do esporte politicamente correto!

Por isso, a medalha de ouro e de prata das últimas pataquadas tem o apoio deste blog. O ponto mais alto do pódio fica com o barraco do judô, que contou com a presença de um pugilista aposentado, a descontrolada Regla Torres e o pacífico Aurélio Miguel. Tudo por causa de um novo roubo de arbitragem contra o Brasil na modalidade. Já bem diz aquele ditado: "Juiz ladrão, porrada é solução".

Em segundo lugar fica o barraco do handebol que contou com esta inacreditável declaração de um "hermano": "Ele (o jogador do Brasil) provocou o tempo inteiro e ainda mostrou a língua quando vez o último gol". HAHAHAHAHAHA. Faltou chamar a mamãe... :-D.

O bronze dentre as pataquadas das últimas horas vai para a zona no campo de softbol, onde o vento revirou tudo e obrigou o adiamento da primeira rodada. Então, peraí: a organização gasta cerca de 5 milhões nesta sede e ninguém é capaz de prever o Rio de Janeiro não está livre de vendavais esta época? Ah, tá. Sem contar o piso zuado do futsal e duas coisas que vi com atraso: a arregada master da americana do vôlei de praia (que fala mal e depois nega) e a poluição que quase matou a Poliana Okimoto.

22 de julho de 2007

Ai, o futebol.... (Pan, dia VIII e IX)

E não é que apenas dois dias da final do vôlei feminino, a seleção de futebol sub-17 me faz uma pataquada digna de levar o ouro nos Jogos Pan-americanos? Tudo bem que eles são moleques e tal, mas já ganham bons salários (acima de 90% dos atletas deste Pan, tenha certeza absoluta) e mostram a mesma arrogância que seus colegas mais velhos. Bem feito.

Perder de quatro do Equador (e ainda foi pouco) não dá. Agora, temos uma semifinal, no mínimo, bizonha neste Pan: Bolívia x Equador e Jamaica x México. Com o detalhe de que o México ficou com a última vaga...

A prata dentre as pataquadas vai para o boxeador brasileiro Davi Souza, que em sua estréia no Pan, estava vencendo o peruano Carlos Zambrano por 5 a 2 na metade do combate. Aí, recuou e passou a fugir do adversário, sem sucesso, até que tomou o golpe do empate no ÚLTIMO segundo. Os juízes, então, agiram com justiça e deram a vitória para quem teve mais iniciativa: o peruano, claro. Nervoso com a própria pipocada, Souza ainda soltou a possibilidade de levar a vaga no tapetão, mas o Brasil desistiu logo em seguida. Tsc, tsc, tsc...

O bronze, por sua vez, fica com a polêmica em torno do corte do Ricardinho e a desculpinha dada pela CBV ("Ele estava cansado"). Pessoalmente eu sou fã do levantador, mas conheço a fama que ele tem de ser um tanto quanto estressado. Anyway, acho que isso não é motivo para afastar o cara do time até porque fiz o desembarque da seleção na terça-feira e o Ricardinho foi - como sempre - extremamente atencioso e parecia superempolgado com Pan. Por outro lado, o Bernardinho também é um cara supercompetente. Que há muita coisa estranha nesta história, há... e só espero que isso não afete o desempenho do time.

Também merecem ser citados o "choro" do México no hipismo, a quase despercebida polêmica na natação, o sarro do Fidel Castro em cima do Zé Roberto e o tênis feminino brasileiro (mas nem no Pan esse povo vai pra frente?). E, para não dizerem que eu só corneto, meus singelos parabéns para a Edinanci Silva (Uhu, Edinaci!), Juliana e Larissa, Thiago Pereira (voltei a torcer para ele depois que esqueceram a dona Rose), a "excelente" transmissão do basquete feminino com o trio parada dura (Galvão, Hortência e Oscar), seleção feminina de handebol, especialmente, claro, a Chana, uma das pessoas que mais deve ter ouvido trocadilhos infames no universo por causo do nome.

19 de julho de 2007

De novo (ou "A maior das pataquadas" - Pan, dia VII)

(Flávio Florido/UOL)

Ainda bem que eu estava de folga hoje. Foi tenso, muito tenso. Precisaria me esforçar muito para conseguir escrever o relato do jogo. Aos poucos, o filme da semifinal das Olimpíadas de Atenas e da decisão do Mundial foram voltando à minha mente. Nunca tive plena confiança neste time, mas estava sim bastante otimista para a final do vôlei feminino no Pan.

Ao término do jogo, o sentimento foi de raiva, muita raiva. É inacreditável como, pela terceira vez, as brasileiras chegam como favoritas a um torneio, têm a vitória nas mãos e desperdiçam. Passadas algumas horas, com a cabeça já fria, sinto um misto de tristeza com perplexidade. Perder depois de ter SEIS match points? E justo para Cuba?

Pessoalmente, eu já tive a oportunidade de entrevistar quase todas as jogadores, exceto a Walewska, Sheilla e Érika. Gosto da grande maioria e mantenho a minha posição a respeito de que o time brasileiro é superior ao de Cuba, assim como era superior ao da Rússia. Só que, como estamos vendo pela terceira vez, não é só o aspecto técnico que ganha jogo. O emocional também conta muito. Esse é o calcanhar-de-aquiles do time. E vai ser cada vez mais, pois esta terceira derrota inacreditável tem tudo para voltar como um fantasma maior ainda na cabeça das atletas.

Eu também queria apontar culpados (as), mas não achei. A tendência é malhar o técnico José Roberto Guimarães. Porém, não concordo com isso: se alguém não teve culpa nesta derrota foi ele. Armou um time direitinho, dada as condições e o pouco tempo de treino que teve. Deixou quem estava rendendo mais em quadra... claro, agora pensando, lembro que talvez ele pudesse ter tirado uma das centrais para colocar a Thaisa. Só que recordo que a Fabiana conseguiu bons bloqueios e já fez excelentes partidas pela equipe, assim como a Walewska.

Talvez fosse o caso de tirar a Sassá para a entrada da Regiane, mas a Sassá era uma das poucas que conseguia encaixar um bom saque ao lado da Fabiana. Suposições, suposições... que, no fundo, para mim iriam todas desembocar na derrota. Vontade sobrou muita, apesar de o time não apresentar nenhuma liderança nata (Paula e Fabiana seriam dois bons nomes, mas parecem ter receio de assumir essa função). O que faltou foi psicológico. Isso faz com que a equipe não tenha uma jogadora considerada a "bola de segurança". Paula e Sheilla foram bem, mas também perderam lances decisivos. Fofão, coitada, também deu o seu melhor.

Não vou cair na fácil suposição de propor o Bernardinho para ser técnico da seleção feminina. Além de considerar o Zé tão competente quanto ele, acho que o assistente Paulo Coco exerce bem a função de gritar com a equipe. E para quem não se lembra, o próprio Bernardo já fracassou com uma geração tão boa quanto essa. Mesmo com nomes como Fernanda Venturini e Ana Moser, ele por duas vezes parou em uma semifinal olímpica em granes pataquadas do Brasil.

Agora, é esperar que até as Olimpíadas de Pequim esse time finalmente trabalhe a parte psicológica e vença. Mas confesso que, pelas estas três pipocadas, nem sinto mais vontade de torcer pela medalha de ouro. Apesar de saber que, daqui a um ano, vou estar de novo em frente da TV querendo que elas finalmente subam ao lugar que merecem: o ponto mais alto do pódio. Por ora, porém, me arrisco a dizer que a seleção feminina vai levar o ouro na eleição da maior pataquada do Pan.

Rapidamente...

A prata nas pataquadas do dia vai para a o vice do judoca João Gabriel Schlittler. Vi a luta e o brasileiro mereceu muito ganhar o ouro contra o cubano. Mas como a organização teve a competência de escalar um compatriota do rival para ser juiz, deu no que deu...

O bronze fica para o bem organizado torneio de beisebol, disputado em um agradável brejo, e que teve sua disputa de terceiro lugar cancelada por causa do atraso na programação. Ainda bem que tudo vai ser destruído depois, assim como foi feito com o dinheiro de quem paga impostos.

Mesmo com medalhas, as pataquadas continuam (Pan, dia V e VI)

Ainda abatidos pela tragédia, voltemos ao Pan. A propósito, como deixei aí abaixo, vou falar de dois dias em um post só porque a Vivax, omprada recentemente pela Net, resolveu recadastrar seus clientes forçando todos a entrarem em um site que não funcionava direito ao invés de usar outro meio (e você só conseguia acessar o "resto da Internet" depois de deixar seus dados).

E finalmente deslanchamos no quadro de medalhas. Apesar das tradicionais amareladas aqui e ali - não me conformo até agora como a Falavigna perdeu aquele ouro -, (ironia on) estamos colhendo os frutos de um país que investe o esporte e tem tudo para, a longo prazo, incomodar os Estados Unidos no quadro de medalhas (ironia off).

Palmas para quem merece: clubes como Pinheiros, Minas, Sogipa, etc. que se esforçam para manter o alto nível dos "esportes amadores" em tempos que não há nenhuma competição "importante" (leia-se Olimpíadas e Pan) . Também merecem elogios os bons profissionais que fazem um trabalho decente em suas respectivas modalidades, caso da ginástica, natação, vôlei... e, claro, a alguns atletas que se superam em meio a confederações completamente desorganizadas.

Que ninguém, entretanto, se iluda: no Pan de Santo Domingo-2003, ganhamos 122 medalhas (28 de ouro, 40 de prata e 54 de bronze). Um ano depois, nas Olimpíadas de Atenas, este número caiu para dez (quatro de ouro, três de prata e três de bronze).

Agora, vamos às melhores pataquadas dos últimos dois dias:

Medalha de ouro: Apesar de o Thiago Pereira ser um excelente atleta, estou quase começando a torcer contra ele. Isso porque eu aguento mais a Globo entrevistando a dona Rose, a mãe do Thiago. E isso gera uma série de comentários, no mínimo, imbecis. Quando ele ganhou o primeiro ouro, nos 400m medley, a emissora trouxe a mulher para a cabine de imprensa onde estava o Cléber Machado. Visivelmente constrangido, ele acabou fazendo perguntas como: "A senhora estava torcendo para quem na prova?". Depois, já na zona mista, o repórter da Vênus Platinada me fala para um Thiago já apressado porque tinha outra prova em seguida: "A sua mãe disse que você é lindo!". Juro.

Medalha de prata: Para a belíssima e bem feita sede do beisebol. Afinal, o que é uma laminha aqui, uma falta de iluminação ali, um placar que nao funciona acolá... e umas boladas em seis torcedores porque o estádio não tem alambrado de proteção? Aliás, excelente trecho da matéria do UOL: "A estrutura do local (provisória e desmontável) é toda ruim. Já seis pessoas se machucaram com boladas pela falta de um alambrado de proteção. O curioso é que a música-tema do filme "Tubarão" toca no sistema de som do estádio, dando um clima de terror para os espectadores."

Medalha de bronze:
Graças a Deus acabaram as provas da ginástica porque assim não terei que suportar mais os comentários da Andréa João, que até entende do assunto, mas tem uma voz bizonha e é completamente histérica: (modo voz de criança on) "Ppaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrraaaaaaaaaaaaabbbbbbbbbbbééééénnnnnnns, Diego. Isso: você acertou o exercício!"(modo voz de criança off). A mãe dele não faria melhor.

Menções honrosas ainda para a seleção argentina de futebol no Pan, para o ciclismo de pista brasileiro, para o técnico da Natália Falavigna que colocou a culpa da perda (justa) do ouro na arbitragem, para o "aumento" oportunista dos salários do pessoal do taekwondo, o defeito na máquina da fossa olímpica, o cubano desertor que gastou 600 reais para ir de táxi do Rio até São Paulo (pelo menos matou a minha curiosidade de saber quanto custa uma corrida entre as duas cidades) e o hóquei sobre a grama nacional (eu não resisti e fiz até uma nota engraçadinha)

Relaxa e goza, ministra?

Eu sei que muita gente já falou sobre isso, mas não posso deixar de usar este espaço para também deixar o meu recado - mesmo que ninguém se importe com isso.

Apesar da incompetência do governo Lula no setor áereo ter sido mais do que evidenciada pela imprensa, da primeira vez a culpa foi dos controladores de vôo e dos norte-americanos (claro, é sempre bom ter um norte-americano para a gente jogar a culpa de todos os nossos problemas). Agora, eu aposto com quem quiser que a culpa deste novo desastre será do coitado do piloto, que morreu e não terá sequer o direito de se defender. Talvez a mídia também seja culpada, já que só publica notícia ruim. Ou seria a prosperidade do país, Guido Mantega?

O que se vê - de novo -, é cada um tentando "tirar o seu da reta". Por outro lado, também não vou ser hipócrita de só criticar o governo Lula sobre as resposabilidades deste acidente mais que anunciado - mesmo ele tendo muito a responder sobre isso. É fácil falar isso agora, mas por que o governo Fernando Henrique não iniciou a construção de outro aeroporto em São Paulo depois da tragédia com o Fokker 100 da TAM, em 1996? Por que governantes do passado deixaram um cidade inteira crescer ao redor do aeroporto? Por que, assim como acontece quase todo ano no autódromo de Interlagos, gastamos milhões em uma pista mal feita e deixamos tudo por isso mesmo?

As empresas aéreas também têm culpa, já que até a desgraça acontecer, ninguém estava disposto a abrir mão do movimento de Congonhas, o que remete à preguiça das pessoas de uma maneira geral: não foi em apenas uma oportunidade que eu ouvi alguém dizer que "Congonhas é bom porque é central e mais fácil de chegar". Só agora, enquanto choramos nos convencemos que o maior êxito dele é também o seu maior perigo. E ainda temos que lembrar que a tragédia poderia ser bem pior.

Será que mais uma vamos vamos no deixar levar por quem diz que não devemos agir em momentos de comoção? Foi isso o que aconteceu no caso do João Hélio e eu não me surpreenderia em nada se outro menino fosse arrastado pelas ruas amanhã, já que tudo continua igual. Aliás, alguém ainda lembra do João Hélio? Foi apenas mais um em vão, assim como provavelmente serão as vítimas do vôo da TAM. Retratos de um país onde os grandes problemas são tratados com um "relaxa e goza".

PS: Não defendo o fechamento imediato de Congonhas, mas a sua desativação gradual com a construção de outro aeroporto. Interromper as operações lá de uma vez seria um loucura: todo o movimento ficaria para Cumbica e Viracopos, o que nas atuais condições do sistema aéreo verde-amarelo seria criar (mais) condições propícias para outra desgraça.

PS2: Se quiser opiniões muito mais embasadas, leia o blog do Fábio, da Leonor
e do André.

18 de julho de 2007

Aviso

Não atualizei o blog com as pataquadas desta terça porque a Inetrnet em casa resolveu não funcionar. Se a Vivax quiser, a programação volta ao normal na noite desta quarta.

17 de julho de 2007

Psicólogos para o Brasil, please! (Pan, dia IV)

Não tem jeito: entra competição importante, sai competição importante e o Brasil sempre tem pelo menos uma grande amarelada. Como Jade Barbosa, que nesta segunda-feira, estava com a medalha de ouro nas mãos depois de fazer três dos quatro aparelhos na final individual geral da ginástica. Mas caiu na prova final e ficou com o quarto lugar, deixando o pódio para as três norte-americanas...

Sinceramente, eu não acreditava que ela iria levar a premiação mais alta do pódio, até porque as barras assimétricas não são o seu melhor aparelho. Entretanto, pelo menos um bronzezinho era bem possível. O problema é que era visível o estado de nervos da atleta antes da prova decisiva, o que, claro, teve influência no resultado.

Será possível que não existem psicólogos neste país para dar assistências aos atletas? Claro que isso tem muito a ver com o estado no qual o esporte é tratado pelos governos, que querem que resultados excelentes brotem dando 600 reais (atrasados) por mês aos competidores. Mas a seleção de ginástica é um pouco mais organizada e as amareladas também acontecem lá... qual o problema de brasileiro? Por isso, o ouro na pataquada do dia, não adianta chorar, vai para a Jade. Por outro lado, ao que a programação de resultados indica, vamos dar um bom salto no quadro de medalhas nesta terça...desde que não haja um festival de amareladas, claro.

Com a prata entre as pataquadas fica o presidente Lula, que poderia trocar a sua tristeza (ô tadinho, guti, guti...) por trabalho, de forma que bons atletas nacionais tivessem condições de treinar decentemente, o que não houve, por exemplo, no tiro, apesar de todas as expectativas em torno do Rio de Janeiro. :-P. E sobrou até espaço para o bronze, que, atendendo a pedidos de alguns leitores, vai para... Carlos Arthur Nuzman, aquele dirigente que prefere investir em elefantes brancos a dar dinheiro aos atletas.

Para finalizar, apenas mais um trocadilho infame deste Pan: se badminton fosse bom, se chamaria goodminton.

15 de julho de 2007

Meu nome é Zé Pequeno, por-ra! (Pan, dia III)

Olha que ironia: a primeira medalha de ouro do Brasil nos Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro veio com um atleta que é a cara do Zé Pequeno, do filme Cidade de Deus...é só colocar um cabelo rastafari! E o melhor é que a vitória do jogo foi em cima de um peruano, o que proporcionou mais uma série de piadas infames: "Brasil segura Peru para ganhar primeiro ouro". Hã, hã? Pegou o trocadilho?

E a medalha de ouro, dada à pataquada do dia, vai para...
O repórter da Rede Globo, que na transmissão da final do BMX feminino ao vivo no “Esporte Espetacular” chamou o tempo inteiro, a prova de “mountain bike”. Ok, 99% dos pobres mortais não precisa e nem quer saber a diferença entre as duas modalidades do ciclismo, mas a partir do momento que você vai participar da cobertura, o mínimo que se deve fazer é saber o nome da prova.

E, claro, não podemos deixar de mencionar a vitória por 3 a 0 da seleção de futebol na final da Copa América sobre a Argentina. Com certeza uma das motivações dos nossos jogadores para a vitória foi a contundente derrota das meninas do hóquei sobre a grama para as “hermanas” por 21 a 0. A modalidade está vingada. Chupa, Argentina, que também tomou um empate do poderoso Haiti no futebol do Pan!

Ah, a foto de cima é do Marcelo Ferrelli (Gazeta Press)



14 de julho de 2007

As primeiras pataquadas (Pan, dia II)

E finalmente começou o Pan (não, eu não considero aquele jogo no meio da roça e com cara de RockGol como o início do Rio 2007). E com ele as primeiras pataquadas da organização e dos atletas. Vamos às três melhores do dia:


Medalha de ouro: Eu, ganhei?! Como assim?
E a melhor pataquada do dia veio logo de manhã, na prova masculina de maratonas aquáticas. Não é que a toda poderosa Globo e o Co-Ro (no site oficial) anunciaram o venezuelano Ricardo Monastério com o vencedor? Só que quem ficou com o ouro, na verdade, foi o norte-americano Fran Crippen. O atleta da terra do Hugo Chavez foi só o quarto colocado. Como um cara que iria subir ao ponto mais alto do pódio não pega nem medalha? Boa pergunta. Será que o Bush teve que intervir?

Medalha de prata: Gabriel "El Pollo" Mercedes
Trata-se da cena mais engraçada que eu vi em competições nos últimos tempos. O dominicano Gabriel Mercedes tinha uma boa vantagem contra o brasileiro Marcio Wenceslau em uma das finais do taekwondo. Porém, o atleta tupiniquim bravamente foi tirando a vantagem do caribenho até que faltando dez segundos pro fim da luta resolveu partir com tudo para cima do adversário. E não é que Mercedes correu como um "pollo"? Tsc, tsc, tsc..feio, muito feio.

Medalha de bronze: o jogo só acaba quando termina, viu?
Com a experiência de quem ajudou a fazer o conteúdo de um site sobre o Pan, posso afirmar que a Confederação Brasileira de Levantamento de Peso é uma das mais desorganizadas do país. Mesmo assim, tudo caminhava para o esporte ganhar uma medalha de prata. Porém, o verbo ficou no passado mesmo: caminhava. Depois de conseguir uma marca inédita em sua carreira, Aline Campeiro começou a pular em comemoração e acabou rompendo o ligamento do joelho. Consequentemente caiu fora da competição e ficou sem medalha.

Menção honrosa ainda para a bagunça no Morro do Outeiro (sim, um "morro" também é sede do Pan), o cancelamento de jogos de beisebol por causa da iluminação deficiente, a prova do remo que não ia rolar, mas acabou fondo, além da bizarra idéia da assessoria de imprensa do Pan em limitar a quantidade de credenciais para a maratona aquática pegando todos em cima da hora, mas abandonada poucas horas depois. E, claro, não poderia faltar a série de trocadilhos infames provocados pela seleção do Peru. Como diria Tande, no início do jogo da seleção feminina de vôlei: "O Peru vem com uma formação diferente para cima das brasileiras". Ui.



13 de julho de 2007

Sou fã de carioca (Pan, dia I)

(Foto do Pilatos/Gazeta Press)

Esqueçam tudo o que eu já zoei de carioca. Depois do que vi hoje na cerimônia de abertura dos Jogos Pan-americanos, eu sou fã do povo do Rio de Janeiro. Foi uma das poucas vezes que eu vi a população fazer valer o espírito democrático (Não, não estou falando do show em si, que tenho que reconhecer: foi batuta).

Confesso que fiquei de alma lavada ao ver nosso corrupto e demagogo presidente Lula constrangido ao ser vaiado a cada aparição que fazia no telão instalado no Maracanã. Depois, mais engraçado ainda foi vê-lo ser cortado do discurso de abertura - que tradicionalmente é feito pelo chefe do Estado tanto em Pan quanto em Olimpíadas - por medo da organização de vaias maiores ainda (ou será que ele não conseguiria fazer o discurso em espanhol e inglês?). E olha que ele foi chamado pelo presidente da Odepa, Mario Vasquez Raña e chegou a aparecer na telinha da TV.

Ouvi alguns comentário de que isso foi atitude de "terceiro mundo", que "brasileiro não respeita ninguém", que "como presidente, ele merecia um tratamento melhor", etc, etc. Para quem tem essa opinião, só tenho uma coisa a dizer: quando um governante é bom, ele não recebe vaias. Acho um tanto quanto improvável que as vaias tenham sido armação. Finalmente parte da população brasileira deu uma resposta para um cara que estava se achando mesmo com um país atolado em corrupção em que o povo é conclamado a "relaxar e gozar" por sua ministra.
E viva o Rio de Janeiro!

Ah, e antes que me chamem de "capitalista", "vendida ao sistema", "burguesa", etc, etc, tambám deixo claro que vibrei com as vaias à delegação dos Estados Unidos, da Venezuela e da Bolívia. Mais do que merecidas por todo o papel que estes países têm interpretado nas relações internacionais.

Nota I: Sensacional também a reação do público sempre que o Raña dizia a palavra "Hoy". Ao fundo, ouvia-se um imenso coro: "Ooooooooooooooiiiiiiiii", como se um cumprimento estivesse sendo respondido.

Nota II: Fiquei realmente triste com o corte da Jaqueline, que caiu no antidoping de besteira (assim como a Sharapova, ela também tem celulite). Já tive a oportunidade de conversar com ela que foi bastante gente boa. É uma jogadora de superação, que mesmo tendo passado por duas cirurgias graves no joelho e ter sofrido um problema sério na mão, conseguiu manter um nível suficiente para ser titular na seleção feminina de vôlei.

Semanas atrás tive a oportunidade de fazer uma reportagem sobre a sibutramina, substância que ela utilizou sem querer, e acredito que a versão dela é perfeitamente coerente. Sorte à Regine, que pelo menos na última temporada e nos amistosos antes do Pan, se mostrou perfeitamente apta para estar na seleção. Uma pena que a Renatinha, outra jogadora de quem gosto muito, não tenha sido chamada.



E se você quiser saber o que está por trás do Pan (inclusive seu $$$), visite: www.averdadedopan2007.blogspot.com

4 de julho de 2007

Tarde escatológica

Parece mentira, mas não é. Juro que eu não teria tanta criatividade assim. O fato é que, DE NOVO, eu fui premiada com uma viagem escatológica de ônibus:
Terça-feira, hora do almoço. Eu indo para a Gazeta. Sabe-se-Deus-o-porquê o ônibus não estava passando (e olha que no caso dele a desculpa de trânsito nem cola, porque o corredor é exclusivo). Enfim, isso significa que quando ele chegou, veio com gente saindo até pela janela.

Mas, fazer o quê? Tenho um estágio a zelar e tive que entrar nele mesmo. Posicionei-me ao lado de um banco onde estava uma mulher e seus dois filhos, uma menina de uns sete e um menino de uns quatro anos. Feios. Os três. Não foi por acaso: anos usando a linha me fizeram perceber que mulheres feias com filhos pequenos e feios costumam descer rápido. Logo, eu poderia sentar.

O pensamento estava certo: passaram-se uns dez minutos e eles começaram a pegar as 216 sacolas que levavam dando claros sinais que iam descer. Pensei: "Vou chegar atrasada e terei que ficar mais 30 minutos neste inferno (pausa: viram como eu moro longe? E era só para chegar ao Metrô...) mesmo, mas pelo menos vou sentar! E na janela!".

Faltavam uns 100 metros para o ponto. A mãe já estava de pé e o irmãozinho também, se encaminhando à porta. Eu, posicionando a minha mochila de forma que ninguém pudesse tomar o meu lugar na janela. Quando de repente... a menina tem um acesso de náuseas e vomita no banco. Mais precisamente no chão abaixo do banco. Parece que foi de propósito.

Realmente eu tive mais uma prova de como o meu auto-controle está desenvolvido. Porque faltou pouco para eu pegar a cabeça dela e esfregar em todo aquele líquido amarelo.

3 de julho de 2007

Geração Saúde

Ontem teve teste de flexibilidade na fantástica (e feliz) ginástica laboral da GE. É a segunda vez que passo por isso: no ano passado, acho que atingi - em um esforço sobre humano - uns 15cm. Semanas depois, o resultado apontou que esta seria uma marca muito ruim... mesmo que eu tivesse mais de 69 anos (tenho provas documentais).

O fato é que, mesmo me alimentando pior e dormindo menos que naquela época, eu consegui 21cm desta vez. Uh-hu!
Ah, vou ignorar o fato de que os meus músculos da perna estiveram perto de estourar e a minha patela quase saiu para fora.

30 de junho de 2007

Coisas que não têm preço

Confesso que estava preparada para sofrer um goleada. Tanto que até resolvi não ver o jogo, decisão que ganhou mais força com a chegada do DVD de Shrek 3 aqui em casa (pirata, claro) e um incrível sono que me pegou no final da tarde. Por isso, fiquei extremamente feliz quando, ainda despertando, liguei a TV no Jornal Nacional e vi o relato da vitória com o gol solitário do Dininho.

CHUPA, Corinthians! Mesmo em crise e sem os nossos melhores jogadores, a gente ganha. CHUPA, de novo!

Voltando à realidade, não vou me iludir com esta vitória. O Palmeiras ainda conta com um sistema defensivo de enfartar qualquer um e o Valdívia faz muita, muita falta. Sem contar o ataque, que desperdiça vááááááárias oportunidades no velho problema da falta de um goleador.
Mas o problema mesmo, na minha opinião, está em outro lugar. De uma certa forma, tem a ver com a polêmica da semana, a homossexualidade (ou não) do Richarlyson. Enquanto boa parte da mídia se preocupou em saber detalhes sobre a vida particular dele, como se isso fizesse diferença na hora de jogar, não vi ninguém se atentar para o que a frase do Cyrillo realmente revela.

Para quem não vive este planeta e não sabe o que está acontecendo, saiu uma história na semana passada de que um jogador de um clube paulista estava querendo revelar no "Fantástico" que era gay. Questionado no programa do Milton Neves se tal atleta era do Palmeiras, o vice-presidente do Verdão, José Cyrillo Júnior respondeu: "Não, o Richarlyson quase foi do Palmeiras. O procurador dele assinou um pré-contrato com o Palmeiras, mas no dia seguinte ele foi para o São Paulo". Aí se iniciou todo um bafafá, com pedidos de desculpas, ameaça de processo, etc...

Aliás, me rendeu muiras risadas a declaração do Kalil Rocha Abdalla, do departamento jurídico do São Paulo. "O São Paulo não foi ofendido, então não pode fazer nada. Quem pode entrar com alguma ação é o atleta, que teria sido ofendido, atacado. Agora eu acho que, se alguém acusa alguém, tem de ter provas. Se eu falo que alguém é homossexual e essa pessoa se ofende, eu preciso provar. Agora, como provar, isso eu não sei. Cabe a ele [Cyrillo Jr.] provar". Primeiro: ser gay é uma ofensa? Segundo: como provar que o Richarlyson é gay? Colocando um go go boy para dançar na frente dele, enquanto os batimentos do coração são medidos?

Para arrematar, a mãe do jogador, dona Maria de Lourdes, solta essa pérola: "Meu filho não tem esse problema. Eu sei que ele não tem. Ele não precisa mostrar nada para ninguém. Eu sei que ele não é. Ele é um menino muito amável". Sem entrar no mérito do "menino amável", é no mínimo tão idiota quanto as declarações do Cyrillo, ela ter deixado claro que considera a homossexulidade um problema...

Mas voltando ao motivo deste post. Em sua declaração no programa do Milton Neves, Cyrillo mesmo que sem querer admitiu a incompetência do Palmeiras em contratar bons atletas. O caso do Richarlyson não foi o primeiro e muito menos o último "chapéu" que o Verdão tomou de outros clubes. Já perdemos Ilsinho, Kléber, Éverton... só para citar alguns. Ao invés de ficar se preocupando com a orientação sexual alheia, dirigentes do Palmeiras deviam se concentrar em montar um time decente para ser campeão de novo. E alguns jornalistas esportivos em trabalhar de verdade, porque ninguém merece mais Márcia Goldsmiths por aí...

23 de junho de 2007

Dur Dur D'Être Bébé

Antes de tudo, um aviso: a história de morrer ou virar hippie na Bahia era tudo balela. Também é mentira que eu tinha esse monte de coisa para fazer. Na verdade, o blog anda desatualizado porque juntei todas as minhas forças nos últimos dias em busca do paradeiro de um grande ídolo do começo dos anos 90. Ele, o fantástico, o genial, o lendário, o fofo Jordy Lemoine.


(Clipe do primeiro grande sucesso de Jordy. Reparem como os franceses também podem ser bregas)

Quem não se lembra daquele pivete loirinho que SÓ cantava duas músicas absolutamente irritantes, "Dur Dur D'Être Bébé" e "Alisson"? Pois bem. Boatos davam conta de que o coitado assumira a homossexualidade e trabalhava pelas ruas de Paris, que perdera o braço, que havia morrido... Mas o Nossa, Canossa! em intenso trabalho de apuração e diversas consultas ao oráculo Google coloca tudo em panos limpos para os seus leitores.

Atualmente com 19 anos, Jordi é uma prova de que não só os brasileiros exploram seus filhotes em busca de dinheiro. Filho de um produtor de discos e uma compositora, o francesinho começou, como qualquer criança, a fazer gracinhas diante da família por volta dos 3 anos de idade. Mas seu pai era esperto, tinha bons amigos e o levou para cantar diante de executivos da Columbia Records. Um ajustezinho aqui, uma mixagem ali e ... o jingle "Dur Dur D'Être Bébé" estava pronto!

Para surpresa de todos, Jordi não estorou apenas na França, mas virou ídolo das massas também em outros países europeus, Japão e Brasil, onde até mesmo participou do "Domingão do Faustão" protagonizando uma das melhores cenas da televisão brasileira com um impagável playback que empolgou a platéia. "O francês que está fazendo a cabeça da galera", definiu o apresentador.


("Ô louco, meu!". Jordy também fez a alegria dos brasileiros)

Jordy então ançou seu primeiro álbum, "Pochette Surprise", de onde saiu outro hit, "Alisson". Enquanto os pais enchiam a bucha de grana, ele entrou para o livro dos recordes como o cantor mais jovem do mundo.


(Com "Alisson", Jordy seguiu estourando nas paradas de sucesso)
O ano já era 1993, Jordi continuava uma gracinha e, de uma certa forma, chegou a Hollywood, gravando a música "It's Christmas, Cest Noel", tema do filme "Olha quem está falando agora".


(O loirinho chega ao ápice e faz uma ponta em Hollywood)

Ainda lançou outros dois discos ("Poiton magique" e "La Récréation"), mas a esta altura do campeonato, o governo francês já estava de olho no caso e proibiu o garotinho de cantar em rádios ou aparecer na TV sob a alegação de que ele estava sendo explorado pelos pais. Mas não era o fim de tudo.

O inferno astral do loirinho continuou em 1996, quando a atração turística "La Ferme de Jordy" ("A fazenda de Jordy") resultou em retumbante fracasso. A fonte secou, o amor dos pais acabou e, ainda na adolescência, o francesinho, que já não era mais tão "inho", acabou emancipado. Isolou-se em uma fazenda nas cercanias de sua cidade natal, Caen, para estudar dança e música.


(Versão oriental de Jordy. Reparem como nem só os brasileiros e franceses podem ser bregas...)

Ressurgiu das cinzas em 2005, para lançar um livro, participar e vencer a segunda temporada do reality show "La Ferme Célébrités", uma espécie de "Casa dos Artistas" local. Há pouco mais de um ano, lançou outro disco "Je t'apprendrai". Mas, como já não é nenhuma gracinha, segue vivendo como uma celebridade francesa de segunda linha, tentando descobrir uma maneira de voltar no tempo e retomar o estrondoso sucesso, que o fez virar, ao lado de Napoleão Bonaparte, um dos grandes nomes do país.


(Última música lançada por Jordy, com um retrospecto de sua bem-sucedida carreira)

14 de junho de 2007

Pára o mundo que eu quero descer!

Greve surpresa do Metrô, caos em São Paulo, revisar 50 mil caracteres para o TCC, leitura de Ilusões Perdidas e Quincas Borba para a faculdade, fazer as (atrasadas) traduções do espanhol, prova de telejornalismo, prova de jornalismo econômico, prova (perdida) de Técnicas de Redação, decupagem de Conservatória criando teia de aranha, Jogos Pan-americanos chegando....

Se até segunda-feira eu não der sinais de vida neste blog é porque eu morri. Ou resolvi virar hippie em uma praia da Bahia.

5 de junho de 2007

A festa do ano


Sim, ela conseguiu: a velha mais f*** desta m**** de país chega aos cem anos em grande estilo. P*** que pariu!

Deve ser do ca***** conseguir isso! Ainda mais para quem quase bateu as botas três dias antes dessa b**** de data!

Uma singela homenagem a ela, p****. E quem não gostou que vai tomar no c*!

Atualizado: Em um belo trabalho de apuração, o André descobriu que um filho da p*** errou na certidão de nascimento e a deusa tem dois anos de sacanagem a mais! O blog pede desculpas pelo erro.

1 de junho de 2007

Sobre o que eu deveria ter sido (parte I)

Realmente gosto muito do que eu faço, mas andei pensando que talvez pudesse ter tomado outro rumo na minha vida - caso tivesse a percepção que tenho hoje de futuro e o que realmente dá muito dinheiro rápido e com riscos relativamente reduzidos. Desta forma, cheguei a algumas ex-opções de carreira que, infelizmente, só um milagre fará com que eu as siga a esta altura do campeonato.

Para não escrever muito e perder a atenção dos meus leitores, vou soltar minhas sugestões por partes. Se, assim como eu, você já está velho demais para seguir, fica como dica de o que fazer com os seus filhos.

Tenista
Eu nem queria ser uma Sharapova da vida (que tem celulite, vocês viram?). Então vamos pegar um exemplo mais humilde: Jenifer Widjaja, atual número 1 do Brasil e 219ª colocada no ranking mundial. Ela nasceu poucos dias após eu completar meu primeiro ano de vida e, de acordo com a WTA, já acumula 59.601 dólares em premiações na carreira.

Agora, convenhamos... quem já ouviu falar dela? Sem desmerecer nossa jovem atleta, mas poucos, muito poucos. E ela jamais chegou à final de uma competição do circuito profissonal. Para quem não sabe, mesmo que o tenista seja eliminado no começo de um torneiozinho qualquer por aí, ele leva uma graninha, que (oh, surpresa!), ultrapassam os meus rendimentos mensais.

Como exemplo, vamos pegar o número 219 do ranking masculino, que é o alemão Tobias Summerer, de 24 anos. Profissional desde 2002 e com ganhos acumulados de 155.901 dólares. Para cair na terceira rodada do obscuro Torneio de St. Brieuc, na França, em 2006, ele levou 260 dólares. Isso tudo sem contar a possibilidade de viajar o mundo para competir e conhecer muita gente rica e bonita.

Mas confesso que, como atleta, gostaria de ter um pouquinho mais de êxito. Se eu voltasse a ter os meus seis anos, mas com a maquiavélica mente de hoje, pediria para mamãe me deixar treinar tênis já com essa idade. Sim, tênis é um esporte um pouco caro no começo, mas depois que você arruma um patrocínio para bancar suas pequenas despesas, o retorno não é nada desprezível, como vocês podem ver.

Passaria muitos e muitos anos me prepararando. Quando tivesse mais ou menos a idade que tenho hoje estaria preparada para vencer um Grand Slam, um dos quatro torneios mais importantes do mundo (Aberto da Austrália, Roland Garros, Wimbledom e Aberto dos EUA). Para me tornar um mito e ter o gostinho de ser a primeira, me focaria na disputa francesa ou na australiana, que são as únicas Maria Esther Bueno não levou atuando individualmente.

Seria como Guga em 1997: chegaria lá como uma "maria-ninguém" e... campeã! Muita badalação, festas, elogios, dinheiro (R$ 2,8 milhões, se eu ganhasse esse ano), etc, etc. Obviamente, a imprensa toda estaria querendo fazer reportagens comigo. Para isso, eu arrumaria uma assessora de imprensa bem insuportável, como a do nosso amigo. Então, voltaria ao Brasil, faria o maior fusuê, participaria do "Arquivo Confidencial", do Faustão, convocaria uma entrevista coletiva e anunciaria que estava encerrando a minha carreira por ali.
Aí, eu colocaria meu dinheiro em uma conta-poupança e viveria da renda dos juros que ela proporciona. Simples assim. É, a (o) minha (meu) filha (o) já está com o destino traçado.

25 de maio de 2007

Obrigado, Senhor!

Era uma tarde ensolarada, destas de outono, sem nuvens, sem frio e sem calor, quando o e-mail adentrou aquelas mais de 900 caixas postais unidas por uma só rede.

Os boatos se confirmavam: "Anunciamos que a partir do mês que vem o Visa Vale será substituído pelo VR". Pior: as suspeitas eram verdadeiras e o McDonald's não aceitava o nosso novo vale-refeição.

NNNNNNNNNNNãããããããããããããããããããããããããããããoooooooooooooooooooo!

Houve protestos e ranger de dentes. Lágrimas rolavam pelas escadas que vão do nada ao lugar nenhum no número 900 da mais famosa avenida paulistana. Alguns ameaçaram pedir demissão. Sugeriram até invadir a reit.. digo, presidência.

Não se sabe o porquê da decisão. Economia, preocupação com a saúde dos funcionários ou sadismo puro e simples. Mas foi triste. Muito triste. Mesmo.

Até que um dia, fez-se a luz na mesma avenida. Era apenas um adesivo, de aproximadamente 5x5cm, nas cores verde e laranja, mas representava muito. Estava colocado em uma banca de jornal.

Após um extenso trabalho de apuração, chegou-se à conclusão de que era possível comprar revistas/jornais/DVDs/Pocket Books/Salgadinhos com o VR, o ex-odiado novo vale-refeição da empresa. Fica na mesma calçada do número 900, logo depois do Metrô Trianon Masp.

Finalmente os passáros voltaram a cantar, o sol a brilhar e as pessoas a sorrir. Deus não havia nos abandonado.

21 de maio de 2007

Indicações

Uma das melhores coisas de uma segunda-feira de folga (acreditem, algumas vezes eu prefiro trabalhar no final de semana e ganhar um dia durante a semana) é poder olhar coisas na Internet com calma, sem se preocupar com uma reportagem X ou um trabalho Z. Isso provoca achados como bons sites/textos/etc, etc. Para ver as indicações é só clicar em cima do texto em cor diferente.

Por exemplo: finalmente o Thiago desmascarou o "Topa ou não Topa", do meu ex-ídolo Sílvio Santos. Vale dar uma conferida. Era um dos programas com os quais eu mais me divertia na TV brasileira, pois a idéia é realmente muito boa. Ao lado do Amigo Renato passei manhãs de quinta-feira inteiras comentando o programa. Enfim, tudo ilusão: fomos enganados mais uma vez.

Não que eu não esperasse algo parecido: atém um tempo atrás eu tinha um livro aqui em casa chamado "A verdadeira face de Sílvio Santos" ou algo do tipo. E a capa era um diabo ou algo do tipo. Acho, porém, que ele mandou agentes secretos invadirem a minha casa e pegarem o exemplar porque nunca mais vi o livro. E devem ter feito uma lavagem cerebral em mim, porque eu realmente não me lembro de detalhes, como editora, ano de publicação, etc. A maior lembrança do texto é que ele maltratava os calouros ainda no tempo da Globo (sim, ele trabalhou na Globo). Com tudo isso, fica o recado: Thiago, é melhor você reforçar a sua segurança.
A outra recomendação fica por conta de um texto que o LM fez sobre os 60 anos da Cásper, a Hogwarts paulistana. Realmente muito bom. Para finalizar, quero indicar o blog Novo em Folha, agora linkado aí do lado. Trata-se do diário do programa de treinamento da Folha de São Paulo e contém dicas valiosas para o exercício do jornalismo em uma linguagem bem direta e ligada ao cotidiano. Vale mais que muitas aulas.

PS: Coincidência ou não, o Blogger deu problema na hora de postar este texto. Ainda bem que eu tinha salvo no velho e bom Bloco de Notas. Medo.

18 de maio de 2007

Ôôôôôôôôôôô, vamos subir, Tigre!


Mais um post esportivo, para alegria da Yu (não é perseguição, apesar da referência Lost no texto anterior ter sido uma indireta bem sucedida).

Domingo é dia de drama o ABC. O glorisíssimo São Bernardo Futebol clube tem uma partida decisiva na luta pelo acesso à Série A2 no Campeonato Paulista. Fora de casa, o time precisa bater o Monte Azul para dar mais uma passo rumo à Tóquio. Se vencer, sobe. Caso contrário, amarga mais um ano de Terceirona.

O Tigre – que vale lembrar chegou na semifinal da Copa São Paulo de Juniores em janeiro, eliminando o Santos – vem de derrota. Atuando no Primeiro de Maio, um estádio mais famoso pela luta política do que por jogos propriamente ditos, a equipe caiu diante do Votoraty por 1 a 0. Porém, o espírito de garra são bernadense não foi ceifado, como demonstram as palavras do site oficial do clube:

"(...)A derrota não desanimou os jogadores e comissão do São Bernardo, afinal o time depende só de suas próprias forças para conseguir o acesso. Mas o Tigre quer mais, e vai buscar a vaga na final da competição, e é isso que todos na equipe de São Bernardo buscam e acreditam.
A diretoria promete uma surpresa para o jogo de domingo, o que deverá fortalecer ainda mais a equipe em busca do acesso(...)"

Por isso, peço para que todos repitam em coro: Ôôôôôôôôôôô, vamos subir, Tigre!

Nota: O blog também presta solidariedade ao XV de Piracicaba, que precisa de uma combinação de resultados no domingo para subir (vencer o Linense e torcer para uma derrota da Ferroviária diante do classificado Olímpia, tirando neste meio um saldo de seis gols a favor da equipe de Araraquara). Só porque os piracicabanos possuem o grito de torcida mais legal do mundo: XV Crá, Crá, Crá!

Atualizado: É, não deu. O Tigre perdeu de 2 a 0 para o Monte Azul e adiou sua ida a Tóquio em um ano. Mas que o juiz roubou, ele roubou...

Atualizado 2: O XV foi pior ainda e terminou em último no seu grupo. Enfim, subiram: Olímpia, Monte Azul, Ferroviária e Grêmio Catanduvense. Os dois primeiros disputam o título.

Atualizado 3: Yu, de onde você tirou tamanho conhecimento automobilistíco? Desse jeito vai até ganhar um convite para trabalhar naquela revista especializada. Desde que corte relações com a Jaque, claro.

Atualizado 4: Hugo, aguardamos o Atlético Araçatubense com ansiedade. Especialmente se a campanha for parecida com a do Araçatuba este ano (19 jogos, 0 vitórias, 4 empates e 15 derrotas. Saldo de gols: -35. Sem contar a perda de seis pontos por escalar jogador irregular em uma derrota por 3 a 0 e o vexame por quase tomar WO porque o ônibus quebrou...)

14 de maio de 2007

Até que ele é simpático...

(Crédito: Mastrangelo Reino/Folha Imagem)


Tá, eu tenho que admitir. Engoli a seco tudo o que eu pensava sobre a postura do Papa na visita ao Brasil. Realmente tinha na cabeça a imagem de um homem sisudo, com atitude arrogante e "Nojo de Nóis". Mas Bento XVI se mostrou um homem simpático e amigável.
Para prestigiar as pessoas que se empoleiravam em frente ao mosteiro de São Bento, aparecia na janela de hora em hora, quebrando o protocolo. Parecia até um cuco (vou para o inferno depois dessa...). Tudo bem que não era nenhum João Paulo segundo, mas como disse o Emanuel em seu brilhante artigo, "é complicado tocar depois dos Beatles".

Isso não quer dizer que eu concorde com as idéias dele. Pelo contrário: ainda não fiz o "Check List", mas devo ser contra pelo menos uns 70% do que ele defende. Só que vamos pensar: dentro da lógica da Igreja, as idéias que a princípio parecem absurdas fazem sentido. Afinal, se o deve ser feito até mesmo dentro do casamento somente com fins de procriação (vixi...) e com um cristão tão confiável quanto você, pra que usar camisinha? Logo, se este filho é desejado, pra que aborto? E se você ama mesmo este cristão, como deve ser o casamento, não há necessidade de se divorciar.

Voltemos agora ao mundo real. A situação descrita acima é tão rara quanto alguém odiar "Lost". Mas o Papa tem todo o direito de defender as idéias dele. Só não acho que deve querer impor isso - e tenho a mesma opinião quanto às outras religiões, desde quem promove a "Terapia do Amor" até os budistas. Por não concordar com tais tópicos não responderei que sou católica quando o IBGE vier perguntar a minha religião. Mas nem por isso vou perder a fé em Nossa Senhora Aparecida e em São Judas Tadeu. Muito menos o respeito que construi pelo Bento XVI.


Vou para o inferno depois dessa II (mas a piada é boa. Nem Frei Galvão é perdoado...):

(Crédito: http://blogdopedrox.wordpress.com )

9 de maio de 2007

Conservatória, Rio de Janeiro

C. M., a C., em um tenso momento de apuração do nosso livro-reportagem

E ainda há quem diga que o TCC é um negócio sofrido. Não sei como. Já dizia o Hugo que nós estamos fazendo o que mais gostamos neste trabalho: viajando, ouvindo música, bebendo e, ao menos no caso do Roberto, (censurado), bom é mellhor deixar para lá e evitar constragimentos ao mais querido músico do JOA.

Final de semana passado estivemos em um pequeno distrito de Valença, Rio de Janeiro, chamado Conservatória. Trata-se de um lugar perdido no túnel do tempo que denomina-se "capital mundial da seresta" (como se na China existissem seresteiros...). É uma cidade extremamente agradável e relativamente perto para os paulixtas.

Confesso que mudei a minha opinião sobre o Rio: é um estado bacana, com pessoas legais. Fiquei até com vontade de passar na capital um dia qualquer. Mas vou deixar os elogios com o Fábio e ressaltar que ainda compartilho da frase do Narazaki: "Se o aquecimento global tem que inundar um lugar primeiro, que seja o Rio de Janeiro". :-P

O "pré-conceito" contra os fluminenses permanece por alguns motivos (não necessariamente nessa ordem): eles não sabem fazer pizza; eles colocam catchup, maionese e mostarda na pizza; o sotaque deles é horrível (apesar de ser ótimo para imitar); a catraca fica na parte de trás do ônibus; eles acham que o Flamengo é um clube de verdade.

Mas sejamos menos intrasigentes e vamos prestigiar o nosso estado vizinho.

Serviço - Conservatória

Como chegar:
De SP: Viação Salutaris até Valença (ônibus saem do Terminal Tietê) - por volta de 47,5 reais
Do Rio: Viação Normandy até Valença - por volta de 30 reais
Em Valença, pegar o busão da Viação "Senhor dos Passos" (5 reais). Não se impressione pelo nome bonito: o ônibus tem horários bizarros, está caindo aos pedaços, a estrada é um lixo e você vai ter que adivinhar onde é Conservatória para descer. Mas pelo menos não tem aquela bosta de ar condicionado da Salutaris que me fez tremer de frio tanto na ida quanto na volta.

Onde ficar:
Na Pousada das Hortênsias, claro. Comandado pela dona Arilda, é um lugar limpo, agradável, barato e que conta com um sensacional café da manhã. E, se você for tão simpático quanto o mosso grupo de TCC, pode até ter uma surpresa muuittto agradável no final.

Rua Ludovico Cosate, 216 Tel.: (24) 2438-1240
O que fazer:
Conservatória tem o formato de um triângulo. Andando devagar, você percorre a cidade inteira em uma hora. São muitas casas restauradas, muitos lugares para se ouvir seresta, uma belíssima seretana toda sexta e sábado de noite, museus com objetos de antigos cantores, além de um lugar para observação de OVNIs (sério).

Onde comer:
Traga miojo ou bolachas na mochila. Os restaurantes da cidade são caros e têm comida apenas mediana. Ah, e apesar dos atendentes sempre simpáticos, o serviço é lento e as modificações que você pedir (EX: purê no lugar de batata frita, separar as contas...) não serão efetuadas JAMAIS.

4 de maio de 2007

Questionamentos


Alguém pode me dizer o porquê de uma fita K7 vir com uma embalagem ilustrada por um CD?!

Resposta (plausível) da minha mãe:

"É para você saber o que é um CD e parar de usar fita, essa coisa antiquada"

1 de maio de 2007

Caraca, como o tempo passa....

Puta papo de velho esse, mas eu tenho que falar. Aliás, você percebe que está ficando velha quando essas coisas começam a acontecer - além do inevitável "tia" por parte das crianças e do consequente esfolamento delas. O fato, porém, é que só no sábado eu cai na real quanto a isso, apesar de o fato já durar mais de um ano.

Sabe aquela sua amigona de todas horas, que cresceu contigo desde os tempos em que todos os seres humanos só dormem-comem-choram-e-cagam? Então, de repente, de repente mesmo ela casa. Até aí tudo bem, porque vocês andavam um pouco afastadas por conta das correrias da vida, e realmente você não tinha a menor idéia de a quantas andavam a vida amorosa dela. Aí, poucos meses depois, ela aparece grávida.

Por mais que isso seja evidente - e exista uma barriga enorme crescendo para te provar isso -, aquilo tudo parece uma grande pegadinha do Serginho Mallandro (Há-Há!Glu-Glu!) e a barriga, no seu inconsciente, é composta por uns enchimentos que ela coloca para te enganar. Claro, isso faz parte do cachê que ela irá receber ao melhor estilo "Show de Truman". Só que depois de nove meses REALMENTE nasce uma criança.

Fui visitá-la no último sábado. Confesso que só cai mesmo na real quando a vi ninando aquela nenezinha fofinha com muuuuittttoooosss cabelos beeeeemmmm pretos e dizendo: "Cadê a gorda da mãe?". Vocês têm noção do que significa isso? DA MÃE. Vou repetir: DA MÃE. Do nada, sua amiga vira uma mãe de família que sai com marido (que me parece super gente boa) para comprar tapetes para a casa e está fazendo planos para a licença-maternidade. Ou seja, ela é literalmente uma mãe de família. E só é quatro meses mais velha que você.

Exceto pelo fato de que este é o primeiro (de muitos que ainda virão) sinal de que você está ficando para titia (realmente AINDA não me importo com isso), confesso que estou em estado de choque.

Tudo só para dizer parabéns a ela e que a Bia seja muito, mas muito feliz.