29 de novembro de 2007

Corrente feita.

(modo cérebro usando a bateria reserva on)

Mesmo me sentindo um ser próximo de um zumbi, dada a intensidade de trabalho/preocupações dos últimos dias, estou aqui para cumprir uma tarefa que me foi passada, não por uma, mas por duas pessoas: Fábio Mattos Matos e Emanuel Colombari.

Basicamente, tudo consiste em pegar um livro próximo, abrir na página 161 e escrever a quinta frase no seu blog. Bom, se eu fosse seguir as instruções ao pé da letra, a frase com certeza absoluta sairia do meu TCC. Mas como resolvemos economizar dinheiro e saúde mental, imprimimos nosso livro apenas no velho formato sufite-e-encadernação, de maneira que não chegamos a 161 páginas.

Então, peguei outro livro, o best seller do Metrô, "O Caçador de Pipas". Aí vai:

Ou quem sabe esse Deus em quem nunca acreditou?

Ok, confesso que eu roubei e peguei a sexta frase, até porque achei essa mais filosófica e a quinta mesma seria: O dr. Amani?

Iria agora escolher as cinco pessoas para quem eu passarei esta corrente, mas...

(Bateria reserva do cérebro off)

26 de novembro de 2007

A hora do abate

Banca do Trabalho de Conclusão de Curso – Faculdade Cásper Líbero

O que? Livro-Reportagem “Enquanto Houver Luar – Histórias de Seresta e Seresteiros”

Quem? Carolina Maria Canossa, (4º JOA), César Augusto Tizo Xavier (4ºJOA), Hugo Vitor Vecchiato (4º JOC) e Roberto Saglietti Mahn (4º JOA)

Orientador: Welington Andrade

Quando? 06 de dezembro, às 10 horas da manhã

Quem define nossos destinos?

Cláudio Arantes

Coordenador de Cultura Geral e professor de Ciência Política da Faculdade Cásper Líbero.

Celso Unzelte

Formado em Jornalismo pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado em 1989. É pesquisador esportivo e escritor. Editor de Esportes do Diário do Comércio, colunista do site Yahoo! e colaborador das revistas Placar e Quatro Rodas, da Editora Abril, e da TV por assinatura ESPN Brasil. Na Cásper Líbero, leciona Jornalismo Básico I.

Márcio Barker

Radialista, atualmente trabalhando na Rádio Cultura AM, onde apresenta o programa Gramofone, que toca gravações originais de música brasileira dos anos 30 e 40.

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Só mais um comentário: Quem quiser ir lá para entoar gritos de guerra durante a nossa apresentação (Vamos, vamos, Seresteiros / Vamos, vamos, a ganar.../ que esta barra quilombera/ no te deja, no te deja de alentar...) será muito bem-vindo. É só, se você não costuma frequentar o 900 da Paulista, me passar o número do RG pelo e-mail carolmca@gmail.com para que a entrada liberada na portaria.

19 de novembro de 2007

Pequenas felicidades da vida (parte II)


Ou: porque eu não me arrependo de ter feito jornalismo.

Nada melhor do que depois de um dia de intenso trabalho, você olhar pela janela às sete da manhã, ver a imagem acima e lembrar que a segunda-feira é sua folga...

16 de novembro de 2007

O melhor blog do mundo

** Atividade blogueira a todo vapor, após um longo e tenebroso inverno. E olha que o TCC nem acabou, apesar de estar encaminhado **

Em votação anunciada nesta sexta-feira foi eleito o melhor blog do mundo. E é da Bielo-Rússia, um lugar que eu não sei localizar mentalmente no mapa. Está escrito em uma língua completamente surreal: logo, ninguém entende nada. Mas, para quem é apaixonado por fotos como eu, isso não virou um impedimento.

Ноябрь, Foto-Griffoneurei! (acho que Ноябрь é "parabéns". Bom, se não for, ninguém vai contestar mesmo...)

Um russo me avisou que Ноябрь significa "novembro" e é russo mesmo. Definitivamente, preciso melhorar os meus conhecimentos.

Merecido, muito merecido. Aliás, será que aquilo é russo?

Um dia ainda volto a fotografar e coloco as imagens neste blog.

** Agora vou me embora para comemorar o título do Kimi de novo! **

A vingança vem a cavalo (ou de avião)

Ou: por que eu fui fazer jornalismo?

Menos uma semana depois de eu zoar o Held(a) (nos comentários) sobre o fato de ele estar trabalhando às 6 horas da manhã de um domingo, descubro que meu próximo "dia sagrado" - meio do maior feriado que já vi na minha vida - será contemplado com um maravilhoso amanhecer no aeroporto de Cumbica. Estarei lá para recepcionar a seleção feminina de vôlei, vice de novo.

Detalhe: este domingo era a minha folga (observe o verbo no passado). Bom, pelo menos a última festa casperiana já passou. Isso significa que não precisarei fazer entrevistas sob o efeito de uma tequila** e uma noite nada dormida. Sim, porque como Murphy dita que quanto mais você mora longe do aeroporto mais cedo chegará o vôo, estarei na redação às 6h30 da manhã. Com a perspectiva que a chegada vai atrasar, porque sempre atrasa, e elas passarão duas horas no free shop.

Ah, e o fotógrafo que irá comigo será o Djalma Vassão. Ele é gente boa, mas tem um detalhe: sempre que a gente forma uma dupla jornalística acontece algo. Ou o jogo teoricamente fácil demora 3 horas e meia ou o carro quebra em um lugar ermo (e com cara de perigoso) quando já está de noite e você está carregando um monte de equipamento caro. Da última vez que fizemos pauta em aeroporto juntos, tivemos a idéia idiota de brincar: "Puxa, pensou se o avião destes caras da seleção de vôlei cai? A gente ia se ferrar de trabalhar...". Clique aqui para saber o que aconteceu minutos depois da brincadeira cretina. Foi quase.

Seja o que Deus quiser desta vez.

** Nota da redação: Eu não bebo. A palavra tequila só foi adicionada aí para conferir uma sacada humorística ao texto. Ou não.

Atualizado: Como era de se esperar em uma pauta com o Djalma, é lógico que algo não deu certo: o vôo, que estava previsto para chegar às 7h25, chegou às 9h45. E é claro que elas demoraram dois anos no free shop, alfandega e afins... resultado: foram aparecer no saguão por volta das 11h10. Pelo menos eu não fiquei tanto de pé, já que graças a este maravilhoso sistema da Infraero (deve ser a única coisa que funciona no sistema aéreo do país), pude ver da redação que o avião ainda ia demorar e adiar a saída. Mas não pude dormir mais :-( e cheguei em casa só às 18 horas...

Held(a), entre as suas musas, só apareceram a Paula (que sempre some em dois segundos) e a Carol Gattaz. O resto ficou na Europa. Tá vendo como você nem perdeu tanto?

15 de novembro de 2007

Eu não sei abrir uma lata de sardinha

De volta a este espaço, depois de tantos dias, farei uma confissão: sou a maior enganadora de candidatas a sogra que eu já conheci. Acompanhe o raciocínio: menina-loirinha-com-cara-de-novinha, boa família, terminando a faculdade. Junte a isto um jeito discreto e voilá! Está formado o perfil de uma nora ideal.

É, mas o mundo não é perfeito. Muito menos eu. Para começar, não sou nada prendada. Semana passada, por exemplo, me engajei na árdua tarefa de abrir uma lata de sardinha. Dez minutos depois, um martelo de bater carne na mão e muito stress na cabeça, a bendita lata continuava fechada. O máximo que eu havia conseguido foi amassar uma parte da tampa. Em resumo: se eu tivesse perdida na ilha de Lost e a Dharma só me fornecesse abridores de latas e sardinha enlatada, eu morreria de fome.

Minha família até já tentou me iniciar no maravilhoso mundo de Ofélia. Mas as minhas trapalhadas foram tantas que sempre é muito mais fácil me mandar fazer qualquer outra coisa e tirar a tarefa da minha mão. Isto acabou gerando um ciclo vicioso: não ajudo porque não sei fazer e não sei fazer porque não ajudo. A não ser miojo, claro. O macarrão instantâneo é a minha especialidade.

Para piorar, tenho ficado ranzinza com o decorrer do tempo. O excesso de coisas a fazer tem me deixado com um mau humor de lascar. Reclamo muito. Tenho paciência com poucos e, mesmo assim, por pouco tempo. Também sou bastante estressadinha e falo palavrões excessivamente (ou pra caralho). Muitas vezes, consigo ser tão alegre quanto uma pedra de gelo. A arrogância involuntária então toma conta do que antes era um lugar ocupado por alguém até bacana.

Mas, querem saber de uma coisa? Exageros à parte, e espero poder corrigi-los, eu acho gente perfeita muito chata.

30 de outubro de 2007

Doce ilusão

Para mim, a melhor imagem de toda a papagaiada que foi o anúncio do Brasil como sede da Copa de 2014 foi esta aqui:


Para falar o que eu penso sobre como será a Copa, vou fazer uma série de colagens da opinião destes jornalistas aqui.

"Não tenho nenhuma dúvida de que o Brasil faz direitinho a Copa. Até porque é fácil. A Copa é um pacote fechado que se compra da Fifa. Os países têm de comprar tudo pronto de empresas indicadas pela entidade, direta ou indiretamente. É uma forma de manter o controle de qualidade. O Brasil tem todo direito e merece sediar a Copa pelos seus feitos esportivos, no aspecto técnico.

Já que o estupro é inevitável, relaxa e goza. Até lá vamos viver sete anos de muitas especulações políticas, disputa para ver quem ganha mais, gastos do dinheiro público. A pré-Copa será um nojo. Os organizadores têm que fazer com simplicidade, dentro das suas condições, e não fingir que vamos fazer uma Copa de primeiro mundo e gastar mais do que podemos.

Quanto à segurança, acho contornável. Não vejo isso como grande empecilho na realização da Copa. O problema é em que condições a Copa será realizada no Brasil. A Folha de S.Paulo mostrou, na semana passada, que as pessoas que vão liderar a organização (o grupo comandado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira) não serão obrigadas a prestar contas sobre o que fizeram, como fizeram, quanto gastaram e etc.

Torço para que não ocorra novamente o que se viu no Pan no Rio de Janeiro. Praças esportivas superfaturadas, promessas de melhoria de infra-estrutura não cumpridas, dinheiro público escoando pelo ralo e contas que não fecharam e jamais vão se fechar. A Copa deveria fazer parte de um pacote, um pretexto para obter um avanço maior em regiões mais carentes do Brasil, para criar empregos, melhorar a infra-estrutura.

Não sou contra a Copa no Brasil. Sou contra a Copa feita sem transparência"

Leia também a opinião do André Marmota

25 de outubro de 2007

Nossa língua portuguesa

Esta história aconteceu com um amigo de um amigo meu, o Renato, que é o meu amigo e não o amigo do meu amigo.

Dia desses, em um ônibus piracicabano, duas mulheres conversavam banalidades. Uma vira para a outra e, com ar de professora, solta esta pérola:

- Então, fulana, é o seguinte: PROBREMA é aquilo que a gente tem em casa, com os nosso homem, os nossos filhos.... PROBLEMA é aquilo que a gente faz na matemática!

Demorei 21 anos, mas finalmente compreendi o porquê falar probrema é uma mania nacional. Sim, eu é que era probremática e nunca havia percebido esta sutil diferença.

21 de outubro de 2007

Eu já sabia!


(Foto: EFE)

E viva a Finlândia! Viva a vodka! Viva o Homer Simpson! Viva o esporte!
É, eu também sei prever o futuro: http://nossacanossa.blogspot.com/2007_10_01_archive.html#5259794397505809509

19 de outubro de 2007

Aposta

Durante a aula de ginástica laboral desta sexta, eu e Raul prometemos que em caso de vitória de Rubens Barrichello no GP do Brasil 2007, nós pularemos do 12º andar da Fundação Cásper Líbero sob o som do "Tema na Vitória".

Logo, se tal milagre acontecer, evitem passar pela Avenida Paulista na segunda-feira. E lembrem-se: este blog não será mais atualizado, pois até onde eu sei o Google ainda não tem poderes mediúnicos.

18 de outubro de 2007

Otoridade

Sim! Chegou uma das semanas mais aguardadas e estressantes do ano de "outros esportes": o GP do Brasil de Fórmula 1. Nos últimos dias, além do conhecido trio TCC-traduções-faculdade tenho feito pautas na rua todos os dias.

Segunda, estive em Interlagos, para dar uma espiadinha na reforma. Parece que ficou bom. Terça, foi a vez de Rubinho, o engraçado. Quarta, golfe com o tiozão David Coulthard e Mark Webber. E hoje, quinta, Felipe Massa em sua 256º coletiva este mês e Kimi Raikkonen (uhu!) na tradicional entrevista da Shell/Ferrari.

Meninas, posso garantir: menino Kimi merece mesmo estar na lista dos mais bonitos. Tudo bem que, como disse um coleguinha, ele é "uma pedra de gelo falante" e usa sempre o mesmo tom de sonolento de voz. Eu perdôo. E prefiro dizer que é apenas a personalidade dele.

Mas é claro que eventos grandiosos não são os mesmo sem os nossos amigos "seguranças-malas-que-pensam-que-são-otoridade". Ok, eu entendo que eles precisam garantir a tranquilidade, não podem deixar tumultuar, etc, etc. E também sei que a minha cara de adolescente de 14 anos também gera suspeitas. Mas bom senso é de graça.

Estava eu entrando no teatro Alfa, que fica lá na putaquepariu, às 8h30 da manhã. Nem era para a cpçetiva, já que antes você tinha que passar por uma série de mocinhas que iriam fazer o credenciamento. O segurança, querendo mostrar quem mandava, me barra antes de qualquer coisa.

"Você é jornalista?"(e fechando a entrada com o corpo)
"Sou" (mostrando a carterinha da GE)
(ele, sem nem olhar para a carteirinha e com a entrada barrada)
"É, porque se não for jornalista não pode entrar"
"Mas eu sou!" (mostrando a carterinha da GE de novo)
(ele, arrogante) "Se não for, não pode passar"
(irritada e quase esfregando a carterinha na cara dele) "Eu sou, olha aqui a carterinha. Não está vendo?" (mas a vontade era responder: "Não, acordei cedo, vim até este fim de mundo com bombas amarradas ao corpo para explodir toda essa bosta porque eu odeio Ferrari, esse simbolo do capitalismo selvagem".)

E passei. Até a menina do Estadão perguntou sobre o excesso de "otoritarismo" do homem e fiz numa boa meu credenciamento, com mocinhas supersimpaticas que perguntaram o meu nome e olharam uma lista.

Ao contrário do que o segurança pode ter pensado não comecei a dar gritinhos espalhafatosos na entrevista e gritar "Lindo, tesão, bonito e gostosão" pro Kimi e nem tentei pular no pescoço do Massa cantando "RBD" e o dizendo que o amava. E o babaca se achando O poderoso só porque estava trabalhando para a Ferrari.

Pior que segurança idiota e mal educado, é segurança idiota, mal educado e burro. Pelo menos, em seguida, a visão de Kimi ao vivo fez o meu humor ficar bom rapidinho.

14 de outubro de 2007

Horário Verão

Odeio a sensação de ver que são uma da manhã no relógio, quando há um minuto atrás era 23:59.

Mas do horário verão eu gosto. E das vinhetas da Globo que anunciam a mudança também.

Uma das melhores sensações da minha infância foi a primeira vez que eu aguentei ficar acordada a ponto de ver o horário de verão chegar. Sentimento total de independência!

Aliás, preciso pensar em como aproveitar a hora a mais que o governo me devolverá no ano que vem.


Postado às 0h02 (ou 1h02, sei lá).

10 de outubro de 2007

Quer se matar?

Então, faça direito. Caso contrário, pelo menos garanta um tratamento "agradável", como relata a BBC Brasil:

Médicos australianos usam vodca para salvar paciente envenenado

Kimi Raikkonen, da Ferrari e eleito pelo Nossa, Canossa! o quarto homem mais bonito do esporte, promete testar o tratamento assim que a Fórmula 1 entrar em férias.

Escrevam o que estou dizendo: o Homer Simpson da Finlândia será campeão em Interlagos. E, sim, sem essa de imparcialidade: se isso acontecer, eu vou comemorar.

Por que eu torço para Kimi? Este vídeo e este aqui explicam. O cara é ou não é um figuraça?

9 de outubro de 2007

Mais uma bizarrice do ônibus

Que eu fui morar em uns lados com grande densidade de gente bizarra, já tinha percebido faz tempo. Que essas pessoas costumam pegar a mesma linha de ônbus que eu também não é difícil perceber. Impressionante é como algumas coisas ainda conseguem me surpreender neste tróleibus.

Estava eu voltando para casa agora à noite. Quando o ônibus parou no Terminal Diadema, entrou um cara de uns 25 anos e sentou-se naquele degrau da porta. Uma pessoa que olhando de relance parecia ser absolutamente normal, apesar de um leve cheiro de álcool. Um pouco mal vestido, mas não aparentava estar bêbado nem nada.

Antes que o motorista pudesse arancar, veio correndo uma tiazinha, que lembrava a Benedita da Silva (nossa, essa eu desenterrei) com os cabelos soltos. A analogia é para deixar bem claro que a mulher não fazia nem de longe o tipo "bonitinha e gostosinha" e estava muito longe de despertar desejos sexuais. Voltando à cena, ela conseguiu adentrar o ônibus, mas o carinha que estava sentado na porta nem se mexeu, obrigando umas 5 pessoas a ficarem espremidas em um canto.

Como ele estava sentado, a cintura da mulher ficava mais ou menos na altura dos olhos desse cara. Segundos depois, ele cutuca a clone da Benê e solta essa, como se fosse a coisa mais natural do mundo:

- Ó, sua braguilha está aberta! (apontando para a braguilha da saia jeans de crente dela)

Absolutamente envergonha, ela ainda tenta disfarçar. Diz um "obrigado" bem baixinho e começa a olhar para os lados, de forma que ninguém visse ela fechando a braguilha. Porém, o homem não se contentou com a demora e voltou a dizer:

- Ó, sua braguilha está aberta! (apontando para a braguilha da saia jeans de crente dela)

Mais envergonhada ainda, ela tenta difarçar novamente. Desta vez, o "obrigado" foi substituído por um olhar de ódio. A esta altura, eu já fazia todo o esforço do mundo para não dar uma megagargalhada no meio do transporte coletivo. Quando isso acontece, tento tossir para disfarçar o sorriso, com o cuidado de não atrair a macumba.

Antes que a mulher pudesse finalmente subir o zíper, o cara aponta ainda mais perto da saia jens de crente dela e diz:

- Quer que eu feche para você?

Mantendo a classe, ela ainda negou mais uma vez, mas deixando claro que se pudesse daria a ele uma morte lenta e dolorosa ali mesmo. E, com umas sacolas na mão, finalmente teve tempo para disfarçar e subir o maldito zíper. Insistente, o cara ainda quis puxar assunto, perguntando se ela morava em Diadema, se tinha filho, ao mesmo tempo em que contava que ia até a divisa de Diadema, etc. Sem aguentar mais a stuação, a mulher deu sinal e sem olhar na cara dele, desceu no primeiro ponto que viu. Tem horas que é melhor mesmo perder os R$2,30 de uma nova passagem.

7 de outubro de 2007

Luciano Huck está errado?

O novo hit da blogosfera brasileira é tirar sarro do artigo que o Luciano Huck escreveu para a Folha de São Paulo depois de ser assaltado. A primeira vez que tive contato com o texto foi na terça-feira de manhã durante a aula do Carlos Costa. Sem causar surpresa a ninguém, ele usou sua indefectível ironia para esculhambar o que estava escrito.

Alguns trechos realmente merecem ser zoados, especialmente aqueles em que uma certa falta de modéstia fica evidente, tais como “manchete do “Jornal Nacional”, “homenagem póstuma no caderno de cultura” (!) e “multidão bastante triste”. Falta de modéstia sempre deve ser ironizada.

Mas depois, observando boa parte dos comentários (clique aqui para ver alguns) encontrados por aí acerca do caso, muitos bastante parecidos com o glorioso professor daquela faculdade da Avenida Paulista, é possível se questionar: quem consegue ser mais babaca: as pessoas que ironizam o desabafo de um cidadão só porque ele é rico e faz sucesso ou o cidadão que desabafa, reclama, mas não dá queixa na polícia? Definitivamente, em minha opinião, é o primeiro caso. E olha que eu não vou nem entrar no mérito de analisar o pouco que conheço da vida/atitudes dos citados, porque senão vira covardia.

Luciano Huck é rico e bem-nascido? É. E só por isso ele não tem o direito de querer viver em um lugar melhor? Por algum acaso, ele é o responsável pela desigualdade social do país? Pode até ser, afinal não sei se ele paga impostos em dia ou cumpre outros deveres de cidadão. O fato é que até agora nada foi provado contra ele ou sua família neste sentido (não que eu saiba, mas se alguém souber, o espaço está aberto). Logo, bem ou mal, devemos partir do princípio que todo o dinheiro que ele usufrui foi ganho honestamente. Algo errado?

É triste ver que algumas pessoas praticamente comemoraram a desgraça alheia só porque o Huck é rico. Se o dinheiro dele veio através de um programa que muitos acham ruim, sorte do Luciano. Ninguém é obrigado a estar sintonizado na Globo sábado à tarde. Alguns comentários no link aberto acima chegam ao absurdo de falar: “se andas com um rolex em plena SP, de carro conversível e não sabe o porquê de ter sido assaltado...Ah, vá para a Suécia!”. Ok, então vamos nos conformar em viver no meio de uma guerra civil. Fácil isso.

Outro veio com um discurso demagogo: “E não é responsabilidade do Luciano Huck "alimentar uma família numerosa uns 2 anos" com o valor do rolex que ele perdeu, a não ser a dele próprio”. Ora, que bom para ele, se conseguiu ter dinheiro honestamente para comprar um Rolex. Não é porque não passamos fome que temos que abrir mão de pequenos luxos que trabalhamos para conquistar. E isso inclui até mesmo aquele chocolate que comemos de sobremesa. Ou algum destes que discursam deixam de tomar refrigerante para comprar um cacho de bananas para uma família pobre?

Mais uma vez repito: até onde eu sei (e se for mentira o espaço está novamente aberto), o Huck tem uma ONG que ajuda meninos carentes. Melhor do que muita gente que só fica por aí xingando a “burguesia”, seja lá o que for isso, e não faz nada além de “protestar”. Muitos destes, aliás, chegam a ter vida financeiramente melhor do que aqueles a quem criticam. Claro que tem muito rico e gente da classe média que é filho da puta. Mas também tem muito pobre que não vale nada. O contrário também é verdade. Dividir o caráter de acordo com o seu patrimônio é de uma ignorância estarrecedora. Tem gente, porém, que parece não entender isso.

5 de outubro de 2007

A desculpa perfeita

Depois de uma semana absolutamente cansativa e estressante, daquelas que você considera largar tudo para passar o resto da vida criando galinhas em um lugar perdido de Minas Gerais, a resposta que você estava precisando na sua vida vem através de um destes pedintes de ônibus (tróleibus, no meu caso).

Desta vez, ele sequer esperou o ônibus sair, começou o discurso quando os passageiros ainda estavam terminando de entrar.

- Dá licença, pessoal. É que eu sou pai de família e estou doente. Me ajudem, porque o médico me proibiu de trabalhar para não virar câncer. Ele me prometeu que eu vou ficar bom.

Trata-se do novo mantra que rege a minha vida. Sempre que eu tiver algo chato para fazer, vou alegar que o médico me proibiu de trabalhar para não virar câncer. Se for o caso, substituirei o verbo "trabalhar" por "estudar", "aguentar fulano", "me esforçar", etc.

28 de setembro de 2007

Revolução tupiniquim

Conversando com amigos esta semana, chegamos à conclusão do que provocaria uma verdadeira revolução no Brasil. Imaginem só o que aconteceria se hoje, sexta-feira, o Gilberto Braga resolvesse dar um final à la Kafka* para "Paraíso Tropical". Ou seja: se ele simplesmente acaba com a novela sem dar explicações de quem, como e por que a Taís morreu, sob a justificativa de querer representar "as angústias do homem moderno".

Certeza que ele seria expulso do país, depois de intensos panelaços e confrontos pelas ruas de todas as cidades desta nação. A propósito, também vou dar o meu palpite no tema de maior relevância nacional este mês: a assassina é a Bebel. Minha mãe discorda e tem uma teoria para lá de bizarra, que envolve o Claúdio, o Ivan e a namorada dele, que seriam meio-irmãos e tinham o desejo de se vingar de todas as humilhações sofridas por causa dos pais pobretões. Ou algo assim.

Veremos, veremos...

Atualizado: Errei o meu palpite, mas este foi o melhor final de novela dos últimos anos. Queimei a minha língua quando, há alguns meses, disse que esse folhetim seria um lixo.

*A minha noção mínima sobre o Kafka se deve às aulas fodásticas do Welington.

26 de setembro de 2007

Edição extraordinária das pataquadas do Pan

Acabou de piscar no meu e-mail:

SENADO FEDERAL HOMENAGEIA ORGANIZADORES DOS JOGOS PAN-AMERICANOS E PARAPAN-AMERICANOS RIO 2007

Sob a alegação de que estava resolvendo compromissos em uma pizzaria, Renan não apareceu. Lula, claro, se justificou dizendo que não sabia do compromisso. Uma pena porque se os dois estivessem lá, seria um ótimo momento para o Bin Laden derrubar aquelas duas torres de Brasília.

(E não é que as pataquadas do Pan voltaram antes de Guadalaraja-2011?)

25 de setembro de 2007

Forçando soluções

Quando eu fico com sono, fico sem noção e começo a falar/escrever um monte de baboseira. Então, para evitar fazer isso no meu trabalho, usarei este espaço.

Estou com uma dor estranha nas costas. Parece que o meu algo está apertando o meu pulmão. Alguém disse para eu procurar um médico, mas estou com preguiça.

Afinal, se fosse algo sério, não há mais tempo hábil para fazer nada. Digo isso baseada na teoria que os médicos dizem que quando você sente é porque o negócio já está desenvolvido. Admitindo-se a hipótese de eu morrer a esta altura do campeonato, só digo que vou chegar do outro lado bem puta da vida.

Por que? Porque agora que eu já aguentei um monte de professor tosco (por amor às minhas notas, somente darei nome aos bois em outra oportunidade, no final do ano), já me esforcei pra caramba no estágio, estou terminando o TCC não vou poder curtir os frutos de tudo isso? Nem que "os frutos" sejam ficar em casa sem fazer nada?

Ah não. Deus que não resolva me levar. Porque se levar, só de sacanagem eu vou puxar o pé de todos os leitores deste blog à noite. Sim, isto é uma forma de forçar todos a dar alguma dica sobre como resolver dor muscular nas costas causada por dormir na posição incorreta, a real causa do meu incômodo.

19 de setembro de 2007

Sorriso Colgate


Esta semana, os veículos das Organizações Globo fizeram o maior auê quanto à exigência, por parte da Guarda Civil Municipal do Rio de Janeiro, de que os candidatos a entrar na corporação tivessem, no mínimo, 20 dentes. Falou-se em preconceito, em discriminação, em arbitrariedade, etc... mas, na contramão do senso comum, eu apóio totalmente a exigência do concurso.

Antes que me chamem de elite branca ou de nazista, vamos aos fatos. É certo que boa parte da população nacional, incluindo aí aqueles que se propõem a tentar um emprego que paga cerca de 500 reais/mês, não tem condições de ir ao dentista. Daí, entretanto, a usar este argumento para justificar o fato de você deixar de apodrecer seus dentes (e olha que isso leva um tempo considerável) a ponto de perdê-los, é puro relaxamento.

Não tem nem dinheiro para comprar creme dental? Nao tem problema. A pasta não é um complemento útil, mas nem tão necessário assim. Isso é questão de se cuidar: e se um guarda é incapaz de cuidar minimamente dele próprio, o que me faria acreditar que ele irá zelar pela minha segurança? Você teria a mesma confiança em um guarda com dentes limpos e outros com os seus poucos dentes estragando?

Além disso, a GM-Rio se justificou de forma perfeita: "A exigência mínima de 20 dentes para cada candidato busca preservar a saúde e a imagem de um profissional que atua em contato direto com a comunidade, inclusive nas escolas municipais onde exemplos à saúde devem ser incentivados".

Para finalizar, qualquer profissional de saúde sabe que o velho ditado "A saúde começa pela boca" é verdadeira. Problemas no dente e na boca podem prejudicar seriamente o resto do físico. É clássico o caso que o redimento dos jogadores da seleção brasileira às vésperas da Copa de 19858 melhorou depois que todos passaram por tratamento ondotológico (fonte: livro "Estrela Solitária, de Ruy Castro). O Ronaldo Fenômeno é outro caso que quase teve sua carreira seriamente prejudicada pelo mesmo motivo (mais detalhes, clique aqui). Deu no que deu...

Demagogia pouca é bobagem.