29 de dezembro de 2007

Recesso

Dentro de algumas horas estarei adentrando as abeçoadas terras das Minas Gerais. Por lá, ficarei uns 20 dias, afinal até (ex-)estagiária tem direito a férias decentes um dia.

Será meu primeiro Reveillon sem São Silvestre desde a virada 2005/2006. Estou com saudade de assistir a prova pela TV enquanto a família está preparando o jantar na cozinha.

Provavelmente, os lugares pelos quais passarei não me fornecerão muita disponibilidade de acesso a Internet. Mas eu também não queria mexer muito. Quero descansar é no interior, na roça de preferência, bem longe dessas mudernidade de computador.

Celular também não vai funcionar, até porque a grande Vivo não oferece seus preciosos serviços por lá. Isso significa que o meu aparelho morre depois da placa "Divisa São Paulo - Minas Gerais". Dizem que um dia a rede deles vai atravessar este marco. Esperemos para ver.

Por isso, este blog e esta blogueira estarão em recesso até meados do dia 23 de janeiro. Escrevi menos do que gostaria nesta temporada, mas quem sabe o atraso não é tirado em 2008. Será também o ano de arrumar a vida novamente. Vamos ver no que dá.

Antes de partir, gostaria de desejar um bom ano a todos que prestigiaram os textos deste blog (mesmo os que não comentam há muito tempo), que começou meio sem querer e foi capaz até de me arrumar novos amigos e estreitar laços com outros.

Até 2008!

24 de dezembro de 2007

Natal

Ao invés de desejar muita paz, saúde, amor e todo aquele blá, blá, blá que teremos esquecido no dia 26, aproveito a data natalina para postar um achado dos anos 70. Coisa de gênio.

19 de dezembro de 2007

Hohoho

A empresa de ônibus que me leva todos os dias para São Paulo resolveu introduzir o "Ônibus do Papai Noel" neste final de ano. Em resumo, trata-se de um veículo cheio de pisca-pisca e com o motorista vestido como o Bom Velhinho. Ele funciona normalmente, inclusive andando tão (ou até mais) lotado que os outros carros.

Isso me leva a pensar que tal situação só pode ter duas origens:

1- Tem gente que faz de tudo para ganhar um adicional neste final de ano e incrementar a ceia.

2- Os anos de neoliberalismo de FHC e Lula afetaram até mesmo o Papai Noel, agora obrigado a fazer hora extra para presentear as crianças.

12 de dezembro de 2007

Quer sacanear, Deus? Então joga logo um raio!

“Não há almoços grátis”, diz um velho ditado norte-americano.

E é claro que os céus iriam me cobrar com juros e correção monetária a semana de felicidade que eu descrevi abaixo.

Pois bem. Na função de “setorista” de vôlei, eu estava escalada há alguns bons dias para fazer a pauta mais legal desta semana: entrevistar o Bernardinho, que nesta quinta estará em Santos. Acontece que o evento começa às 19 horas.

Até aí tudo bem. Pessoas dotadas de grande sensatez planejariam o que a minha chefia planejou: como São Bernardo (vulgo onde eu moro) é o meio do caminho entre Santos e São Paulo (vulgo onde eu trabalho) e a pauta, sem muita previsão de término, é de noite, nada mais natural que o motorista da GE fazer um pequeno desvio de dez minutos e um terço de litro de gasolina para me deixar em casa, local em que eu publicaria a nota, já que (pombas!) eu trabalho em um site.

O problema é que o setor de transportes daquele lugar é regido por um mantra: “Burocracia! Burocracia!”. Ou seja: eles simplesmente se recusaram a me deixar em casa, visto que estagiário não pode ter essa mordomia (!) e nem era tão tarde para se deixar ninguém em casa (!). Quanto mais um estagiário, bah, estes seres inferiores. Em resumo: por mais que a minha chefia protestasse, o transporte se convenceu que era mais simples que eu passasse ao lado da minha casa (meu destino final), mas só desembarcasse a 22km dali ainda mais nesta cidade que à noite mais se assemelha com os níveis de segurança da Suíça.

Enfim, resolveram não arriscar meu pescoço e colocaram o Felipe para fazer a pauta. Pelo menos ele é competente.

Mas isso é só o começo. Esta semana é a entrega dos brindes de Natal da Fundação. E só esta semana. Repare: justamente na semana em que meus pais estão fora do Estado de São Paulo e eu não tenho carona para cá. Ou seja: teria que me virar para trazer as duas cestas e o peru no ônibus. Já prevendo isto, puta da vida por ter perdido a pauta legal, e com o objetivo de minimizar a fadiga, resolvi deixar uma das cestas na redação para levar depois e trazer a outra hoje. Não era pesada, mas era volumosa.

Sempre com a mentalidade de evitar a fadiga, peguei uma puta fila no ônibus, de maneira a ir sentada. Quinze minutos depois, eu finalmente consigo me acomodar em um banco segurando a maldita cesta.

Não deu outra: bastou dois pontos para o ônibus quebrar e todo mundo (e olha que tinha muita gente) ter que descer.

Ainda com pensamento de evitar a fadiga, esperei os apressadinhos embarcarem nos dois ônibus seguintes, que foram absolutamente lotado. Só no terceiro consegui me acomodar com a minha maldita caixa. Obviamente não consegui sentar de novo, mas uma moça simpática e que estava sentada se ofereceu para carregar o meu brinde de Natal.

Tudo seguia bem, quando dez minutos depois, o ônibus morreu do nada. O motorista conseguiu ressuscitá-lo, mas mal andou dois quilômetros e ele (o ônibus) morreu em definitivo.

Inacreditável: em cerca de 25 minutos, dois ônibus em que eu estava quebraram! E justo quando eu carregava uma cesta de Natal, o que me consolaria no dia em que eu perdi a pauta mais legal da semana por burocracia.

(Detalhe sórdido: São Paulo/São Bernardo vive uma linda noite de chuva)

Fiz o restante do trajeto pensando que alguém ainda ia me roubar a cesta ou me prédio estaria com um avião encravado. Cheguei em casa com cara de louca e molhada (já que resolvi ligar o foda-se e não abrir o guarda-chuva). A cesta idem.

Por via das dúvidas, já liguei para minha mãe em Salvador e mandei ela levar uma foto minha na benzedeira. Só pode ser encosto.

Coisas do cotidiano

E então você pensa que depois de terminar quase tudo o que você tinha que terminar no ano, finalmente vai parar de se estressar e tomar involuntariamente atitudes bizarras.

Mas o mundo não é assim.

Dois minutos antes de você sair de casa com previsão de volta somente para a noite, Margarida, sua diarista, avisa que vai dar uma rápida saída para levar a filha da vizinha – também cliente dela – até o ônibus escolar. Até aí, nada demais.

Obviamente, ela não cumpre esta tarefa em dois minutos, o que significa que você não a vê antes de se retirar. Roupa lavando, móveis fora do lugar e rádio ligado. A porta é trancada. Antes, você passa no apartamento de uma terceira vizinha para lhe devolver um livro.

Devolve e vai embora. Passa pela portaria e Margarida não está lá com a criança (Manu). Provavelmente ainda teve que terminar de arrumar a menina. Enquanto isso, os outros habitantes da casa encontram-se simplesmente fora do estado de São Paulo.

Minutos mais tarde, já no ônibus, o clique: “Caramba, será que ela tinha a chave para destrancar a porta?”. Em seguida, a tranqüilidade: “Ah, mas a porta de casa está com um problema e não fecha sem chave!”. No minuto seguinte: “Não, eu não tenho certeza de que a porta estava realmente trancada antes de eu passar a chave. Será que não estava só entreaberta e eu não percebi?”.

Na falta de uma certeza, você espera chegar no trabalho, localizado a mais de uma hora de distância, para ligar até sua casa. Afinal, bastam um ou dois toques, ela atende e a dúvida se dissipa. É certo que tê-la trancado para fora de casa seria uma tremenda sacanagem, mas pelo menos as vizinhas para as quais ela trabalha podem ajudá-la a chegar em casa.

Talvez ela nem precise voltar com roupa de faxina, vai que tenha alguma muda em outro apartamento. O certo é que o celular dela continuará em cima da mesa descarregando. Mas nem que se Margarida estivesse com ele adiantaria ligar, afinal sempre esqueço de marcar este maldito número no meu aparelho. O número só está disponível na agenda da sala.

Você chega ao trabalho e sua primeira atitude é ligar. Toca, toca, toca e cai na caixa postal. Tudo bem, ela pode ter saído para comprar alguma verdura. Dez minutos mais tarde: toca, toca, toca e cai na caixa postal. Bom, ela pode ainda não ter voltado. Mais cinco minutos: toca, toca, toca e cai na caixa postal. Mas será o Benedito? O sacolão é do lado de casa.

A esta altura do campeonato, a reza começa a ser para não chover como no dia anterior, o que significaria casa encharcada, visto que as janelas ficaram abertas. Será que ela ficou com raiva? Bom, você tem a consciência tranqüila que foi sem querer. Nossa, será que o feijão não estava cozinhando? E você já imagina uma tampa de panela de pressão encravada no teto de sua cozinha, que, claro, está cheirando queimado. Também começa a pensar nas desculpas que vai dar depois.

O tempo passa e você não consegue falar com ela. Fazer o quê? O jeito é rir de sua desgraça. Quem sabe na volta você não encontre na porta de seu apartamento absolutamente encharcado, um capitão do Corpo de Bombeiros, a síndica com cara de poucos amigos, uma multa na mão e uma multidão curiosa?

Mas graças a Deus isso não aconteceu. Nunca senti tanto alívio ao chegar em casa e ver que tudo estava na mais perfeita ordem. Tenho a impressão que um dia ainda vou destruir minha casa sem querer. Ontem, foi quase.

10 de dezembro de 2007

Caaaabbbôôôôôôôôô

Em um e-mail despretensioso mandado durante uma tarde inossa qualquer, o Emanuel conseguiu resumir os últimos sete ou oito dias:

"Aniversário, Corinthians rebaixado e um 10,0 no TCC. Eu não me lembro de ter tido uma semana tão boa na minha vida"

(Agora, todos este universitários terão direito à cela especial se aprontarem por aí/ Foto: Canossa Press)

Foram mais ou menos uns 225 e-mails trocados (sem contar as respostas), noites mal dormidas, duas viagens, duas idas à pizzaria da Mooca, vários velhinhos como fontes, diversas piadas ruins, duas trocas de pasta de dente por creme contra acne, uma descida errada em estação do Metrô, uma tentativa involuntária de descer na escada rolante que subia e milhares de horas sob o efeito de stress. Mas, nasceu.

E, por incrível que pareça, dá até saudade.

Obrigado a Hugo, Césinha e Roberto, apesar de em certas horas eu ter certeza de que tudo aquilo ia desandar. Obrigado a todos que nos suportaram. Obrigado a todos que compareceram pessoalmente à banca. Obrigado a todos que mesmo sem estar lá pessoalmente deram uma força (e vocês são muitos, mesmo que não saibam disto: não irei listar nomes porque acabaria sendo injusta com alguém - para o bem ou para o mal).

2 de dezembro de 2007

O terceiro maior orgasmo futebolístico da minha vida

(Crédito: Thiago Bernardes/UOL)

Não sei bem ao certo, mas creio que a primeira grande lição de vida que eu tive, ainda nos tempos de criança, foi a de que o mundo dá voltas. Muitas voltas, aliás. Nem que demore anos. E eu digo (olha que estou boa de previsões este ano): não vou morrer sem ver Santos e São Paulo na Segundona.

Seja bem-vinda, Lusa. Dane-se a Libertadores.

29 de novembro de 2007

Corrente feita.

(modo cérebro usando a bateria reserva on)

Mesmo me sentindo um ser próximo de um zumbi, dada a intensidade de trabalho/preocupações dos últimos dias, estou aqui para cumprir uma tarefa que me foi passada, não por uma, mas por duas pessoas: Fábio Mattos Matos e Emanuel Colombari.

Basicamente, tudo consiste em pegar um livro próximo, abrir na página 161 e escrever a quinta frase no seu blog. Bom, se eu fosse seguir as instruções ao pé da letra, a frase com certeza absoluta sairia do meu TCC. Mas como resolvemos economizar dinheiro e saúde mental, imprimimos nosso livro apenas no velho formato sufite-e-encadernação, de maneira que não chegamos a 161 páginas.

Então, peguei outro livro, o best seller do Metrô, "O Caçador de Pipas". Aí vai:

Ou quem sabe esse Deus em quem nunca acreditou?

Ok, confesso que eu roubei e peguei a sexta frase, até porque achei essa mais filosófica e a quinta mesma seria: O dr. Amani?

Iria agora escolher as cinco pessoas para quem eu passarei esta corrente, mas...

(Bateria reserva do cérebro off)

26 de novembro de 2007

A hora do abate

Banca do Trabalho de Conclusão de Curso – Faculdade Cásper Líbero

O que? Livro-Reportagem “Enquanto Houver Luar – Histórias de Seresta e Seresteiros”

Quem? Carolina Maria Canossa, (4º JOA), César Augusto Tizo Xavier (4ºJOA), Hugo Vitor Vecchiato (4º JOC) e Roberto Saglietti Mahn (4º JOA)

Orientador: Welington Andrade

Quando? 06 de dezembro, às 10 horas da manhã

Quem define nossos destinos?

Cláudio Arantes

Coordenador de Cultura Geral e professor de Ciência Política da Faculdade Cásper Líbero.

Celso Unzelte

Formado em Jornalismo pelas Faculdades Integradas Alcântara Machado em 1989. É pesquisador esportivo e escritor. Editor de Esportes do Diário do Comércio, colunista do site Yahoo! e colaborador das revistas Placar e Quatro Rodas, da Editora Abril, e da TV por assinatura ESPN Brasil. Na Cásper Líbero, leciona Jornalismo Básico I.

Márcio Barker

Radialista, atualmente trabalhando na Rádio Cultura AM, onde apresenta o programa Gramofone, que toca gravações originais de música brasileira dos anos 30 e 40.

----------------------------
Só mais um comentário: Quem quiser ir lá para entoar gritos de guerra durante a nossa apresentação (Vamos, vamos, Seresteiros / Vamos, vamos, a ganar.../ que esta barra quilombera/ no te deja, no te deja de alentar...) será muito bem-vindo. É só, se você não costuma frequentar o 900 da Paulista, me passar o número do RG pelo e-mail carolmca@gmail.com para que a entrada liberada na portaria.

19 de novembro de 2007

Pequenas felicidades da vida (parte II)


Ou: porque eu não me arrependo de ter feito jornalismo.

Nada melhor do que depois de um dia de intenso trabalho, você olhar pela janela às sete da manhã, ver a imagem acima e lembrar que a segunda-feira é sua folga...

16 de novembro de 2007

O melhor blog do mundo

** Atividade blogueira a todo vapor, após um longo e tenebroso inverno. E olha que o TCC nem acabou, apesar de estar encaminhado **

Em votação anunciada nesta sexta-feira foi eleito o melhor blog do mundo. E é da Bielo-Rússia, um lugar que eu não sei localizar mentalmente no mapa. Está escrito em uma língua completamente surreal: logo, ninguém entende nada. Mas, para quem é apaixonado por fotos como eu, isso não virou um impedimento.

Ноябрь, Foto-Griffoneurei! (acho que Ноябрь é "parabéns". Bom, se não for, ninguém vai contestar mesmo...)

Um russo me avisou que Ноябрь significa "novembro" e é russo mesmo. Definitivamente, preciso melhorar os meus conhecimentos.

Merecido, muito merecido. Aliás, será que aquilo é russo?

Um dia ainda volto a fotografar e coloco as imagens neste blog.

** Agora vou me embora para comemorar o título do Kimi de novo! **

A vingança vem a cavalo (ou de avião)

Ou: por que eu fui fazer jornalismo?

Menos uma semana depois de eu zoar o Held(a) (nos comentários) sobre o fato de ele estar trabalhando às 6 horas da manhã de um domingo, descubro que meu próximo "dia sagrado" - meio do maior feriado que já vi na minha vida - será contemplado com um maravilhoso amanhecer no aeroporto de Cumbica. Estarei lá para recepcionar a seleção feminina de vôlei, vice de novo.

Detalhe: este domingo era a minha folga (observe o verbo no passado). Bom, pelo menos a última festa casperiana já passou. Isso significa que não precisarei fazer entrevistas sob o efeito de uma tequila** e uma noite nada dormida. Sim, porque como Murphy dita que quanto mais você mora longe do aeroporto mais cedo chegará o vôo, estarei na redação às 6h30 da manhã. Com a perspectiva que a chegada vai atrasar, porque sempre atrasa, e elas passarão duas horas no free shop.

Ah, e o fotógrafo que irá comigo será o Djalma Vassão. Ele é gente boa, mas tem um detalhe: sempre que a gente forma uma dupla jornalística acontece algo. Ou o jogo teoricamente fácil demora 3 horas e meia ou o carro quebra em um lugar ermo (e com cara de perigoso) quando já está de noite e você está carregando um monte de equipamento caro. Da última vez que fizemos pauta em aeroporto juntos, tivemos a idéia idiota de brincar: "Puxa, pensou se o avião destes caras da seleção de vôlei cai? A gente ia se ferrar de trabalhar...". Clique aqui para saber o que aconteceu minutos depois da brincadeira cretina. Foi quase.

Seja o que Deus quiser desta vez.

** Nota da redação: Eu não bebo. A palavra tequila só foi adicionada aí para conferir uma sacada humorística ao texto. Ou não.

Atualizado: Como era de se esperar em uma pauta com o Djalma, é lógico que algo não deu certo: o vôo, que estava previsto para chegar às 7h25, chegou às 9h45. E é claro que elas demoraram dois anos no free shop, alfandega e afins... resultado: foram aparecer no saguão por volta das 11h10. Pelo menos eu não fiquei tanto de pé, já que graças a este maravilhoso sistema da Infraero (deve ser a única coisa que funciona no sistema aéreo do país), pude ver da redação que o avião ainda ia demorar e adiar a saída. Mas não pude dormir mais :-( e cheguei em casa só às 18 horas...

Held(a), entre as suas musas, só apareceram a Paula (que sempre some em dois segundos) e a Carol Gattaz. O resto ficou na Europa. Tá vendo como você nem perdeu tanto?

15 de novembro de 2007

Eu não sei abrir uma lata de sardinha

De volta a este espaço, depois de tantos dias, farei uma confissão: sou a maior enganadora de candidatas a sogra que eu já conheci. Acompanhe o raciocínio: menina-loirinha-com-cara-de-novinha, boa família, terminando a faculdade. Junte a isto um jeito discreto e voilá! Está formado o perfil de uma nora ideal.

É, mas o mundo não é perfeito. Muito menos eu. Para começar, não sou nada prendada. Semana passada, por exemplo, me engajei na árdua tarefa de abrir uma lata de sardinha. Dez minutos depois, um martelo de bater carne na mão e muito stress na cabeça, a bendita lata continuava fechada. O máximo que eu havia conseguido foi amassar uma parte da tampa. Em resumo: se eu tivesse perdida na ilha de Lost e a Dharma só me fornecesse abridores de latas e sardinha enlatada, eu morreria de fome.

Minha família até já tentou me iniciar no maravilhoso mundo de Ofélia. Mas as minhas trapalhadas foram tantas que sempre é muito mais fácil me mandar fazer qualquer outra coisa e tirar a tarefa da minha mão. Isto acabou gerando um ciclo vicioso: não ajudo porque não sei fazer e não sei fazer porque não ajudo. A não ser miojo, claro. O macarrão instantâneo é a minha especialidade.

Para piorar, tenho ficado ranzinza com o decorrer do tempo. O excesso de coisas a fazer tem me deixado com um mau humor de lascar. Reclamo muito. Tenho paciência com poucos e, mesmo assim, por pouco tempo. Também sou bastante estressadinha e falo palavrões excessivamente (ou pra caralho). Muitas vezes, consigo ser tão alegre quanto uma pedra de gelo. A arrogância involuntária então toma conta do que antes era um lugar ocupado por alguém até bacana.

Mas, querem saber de uma coisa? Exageros à parte, e espero poder corrigi-los, eu acho gente perfeita muito chata.

30 de outubro de 2007

Doce ilusão

Para mim, a melhor imagem de toda a papagaiada que foi o anúncio do Brasil como sede da Copa de 2014 foi esta aqui:


Para falar o que eu penso sobre como será a Copa, vou fazer uma série de colagens da opinião destes jornalistas aqui.

"Não tenho nenhuma dúvida de que o Brasil faz direitinho a Copa. Até porque é fácil. A Copa é um pacote fechado que se compra da Fifa. Os países têm de comprar tudo pronto de empresas indicadas pela entidade, direta ou indiretamente. É uma forma de manter o controle de qualidade. O Brasil tem todo direito e merece sediar a Copa pelos seus feitos esportivos, no aspecto técnico.

Já que o estupro é inevitável, relaxa e goza. Até lá vamos viver sete anos de muitas especulações políticas, disputa para ver quem ganha mais, gastos do dinheiro público. A pré-Copa será um nojo. Os organizadores têm que fazer com simplicidade, dentro das suas condições, e não fingir que vamos fazer uma Copa de primeiro mundo e gastar mais do que podemos.

Quanto à segurança, acho contornável. Não vejo isso como grande empecilho na realização da Copa. O problema é em que condições a Copa será realizada no Brasil. A Folha de S.Paulo mostrou, na semana passada, que as pessoas que vão liderar a organização (o grupo comandado pelo presidente da CBF, Ricardo Teixeira) não serão obrigadas a prestar contas sobre o que fizeram, como fizeram, quanto gastaram e etc.

Torço para que não ocorra novamente o que se viu no Pan no Rio de Janeiro. Praças esportivas superfaturadas, promessas de melhoria de infra-estrutura não cumpridas, dinheiro público escoando pelo ralo e contas que não fecharam e jamais vão se fechar. A Copa deveria fazer parte de um pacote, um pretexto para obter um avanço maior em regiões mais carentes do Brasil, para criar empregos, melhorar a infra-estrutura.

Não sou contra a Copa no Brasil. Sou contra a Copa feita sem transparência"

Leia também a opinião do André Marmota

25 de outubro de 2007

Nossa língua portuguesa

Esta história aconteceu com um amigo de um amigo meu, o Renato, que é o meu amigo e não o amigo do meu amigo.

Dia desses, em um ônibus piracicabano, duas mulheres conversavam banalidades. Uma vira para a outra e, com ar de professora, solta esta pérola:

- Então, fulana, é o seguinte: PROBREMA é aquilo que a gente tem em casa, com os nosso homem, os nossos filhos.... PROBLEMA é aquilo que a gente faz na matemática!

Demorei 21 anos, mas finalmente compreendi o porquê falar probrema é uma mania nacional. Sim, eu é que era probremática e nunca havia percebido esta sutil diferença.

21 de outubro de 2007

Eu já sabia!


(Foto: EFE)

E viva a Finlândia! Viva a vodka! Viva o Homer Simpson! Viva o esporte!
É, eu também sei prever o futuro: http://nossacanossa.blogspot.com/2007_10_01_archive.html#5259794397505809509

19 de outubro de 2007

Aposta

Durante a aula de ginástica laboral desta sexta, eu e Raul prometemos que em caso de vitória de Rubens Barrichello no GP do Brasil 2007, nós pularemos do 12º andar da Fundação Cásper Líbero sob o som do "Tema na Vitória".

Logo, se tal milagre acontecer, evitem passar pela Avenida Paulista na segunda-feira. E lembrem-se: este blog não será mais atualizado, pois até onde eu sei o Google ainda não tem poderes mediúnicos.

18 de outubro de 2007

Otoridade

Sim! Chegou uma das semanas mais aguardadas e estressantes do ano de "outros esportes": o GP do Brasil de Fórmula 1. Nos últimos dias, além do conhecido trio TCC-traduções-faculdade tenho feito pautas na rua todos os dias.

Segunda, estive em Interlagos, para dar uma espiadinha na reforma. Parece que ficou bom. Terça, foi a vez de Rubinho, o engraçado. Quarta, golfe com o tiozão David Coulthard e Mark Webber. E hoje, quinta, Felipe Massa em sua 256º coletiva este mês e Kimi Raikkonen (uhu!) na tradicional entrevista da Shell/Ferrari.

Meninas, posso garantir: menino Kimi merece mesmo estar na lista dos mais bonitos. Tudo bem que, como disse um coleguinha, ele é "uma pedra de gelo falante" e usa sempre o mesmo tom de sonolento de voz. Eu perdôo. E prefiro dizer que é apenas a personalidade dele.

Mas é claro que eventos grandiosos não são os mesmo sem os nossos amigos "seguranças-malas-que-pensam-que-são-otoridade". Ok, eu entendo que eles precisam garantir a tranquilidade, não podem deixar tumultuar, etc, etc. E também sei que a minha cara de adolescente de 14 anos também gera suspeitas. Mas bom senso é de graça.

Estava eu entrando no teatro Alfa, que fica lá na putaquepariu, às 8h30 da manhã. Nem era para a cpçetiva, já que antes você tinha que passar por uma série de mocinhas que iriam fazer o credenciamento. O segurança, querendo mostrar quem mandava, me barra antes de qualquer coisa.

"Você é jornalista?"(e fechando a entrada com o corpo)
"Sou" (mostrando a carterinha da GE)
(ele, sem nem olhar para a carteirinha e com a entrada barrada)
"É, porque se não for jornalista não pode entrar"
"Mas eu sou!" (mostrando a carterinha da GE de novo)
(ele, arrogante) "Se não for, não pode passar"
(irritada e quase esfregando a carterinha na cara dele) "Eu sou, olha aqui a carterinha. Não está vendo?" (mas a vontade era responder: "Não, acordei cedo, vim até este fim de mundo com bombas amarradas ao corpo para explodir toda essa bosta porque eu odeio Ferrari, esse simbolo do capitalismo selvagem".)

E passei. Até a menina do Estadão perguntou sobre o excesso de "otoritarismo" do homem e fiz numa boa meu credenciamento, com mocinhas supersimpaticas que perguntaram o meu nome e olharam uma lista.

Ao contrário do que o segurança pode ter pensado não comecei a dar gritinhos espalhafatosos na entrevista e gritar "Lindo, tesão, bonito e gostosão" pro Kimi e nem tentei pular no pescoço do Massa cantando "RBD" e o dizendo que o amava. E o babaca se achando O poderoso só porque estava trabalhando para a Ferrari.

Pior que segurança idiota e mal educado, é segurança idiota, mal educado e burro. Pelo menos, em seguida, a visão de Kimi ao vivo fez o meu humor ficar bom rapidinho.

14 de outubro de 2007

Horário Verão

Odeio a sensação de ver que são uma da manhã no relógio, quando há um minuto atrás era 23:59.

Mas do horário verão eu gosto. E das vinhetas da Globo que anunciam a mudança também.

Uma das melhores sensações da minha infância foi a primeira vez que eu aguentei ficar acordada a ponto de ver o horário de verão chegar. Sentimento total de independência!

Aliás, preciso pensar em como aproveitar a hora a mais que o governo me devolverá no ano que vem.


Postado às 0h02 (ou 1h02, sei lá).

10 de outubro de 2007

Quer se matar?

Então, faça direito. Caso contrário, pelo menos garanta um tratamento "agradável", como relata a BBC Brasil:

Médicos australianos usam vodca para salvar paciente envenenado

Kimi Raikkonen, da Ferrari e eleito pelo Nossa, Canossa! o quarto homem mais bonito do esporte, promete testar o tratamento assim que a Fórmula 1 entrar em férias.

Escrevam o que estou dizendo: o Homer Simpson da Finlândia será campeão em Interlagos. E, sim, sem essa de imparcialidade: se isso acontecer, eu vou comemorar.

Por que eu torço para Kimi? Este vídeo e este aqui explicam. O cara é ou não é um figuraça?