27 de março de 2010

Terapia para a população, já!

Um fato ocorrido na manhã deste sábado me faz reativar este blog. Me faz também pensar seriamente em me candidatar a deputada federal com slogan que dá o título a este post.

Estava eu, quieta no meu canto, curtindo meu quarto final de semana consecutivo sem folga. Toca um dos telefones da redação, puxo a ligação para o meu ramal.

Do outro lado, uma voz de um senhor idoso. Pensei que fosse o Fernando Solera querendo conversar com um dos chefes, mas estava enganada (quer dizer, acho que estava enganada). Segue o diálogo:

Interlocutor:
- Quem está falando?

Eu:
- Carolina

Interlocutor:
- (depois de pensar uns 2 segundos) Aí é PABX? (nota da redação: há anos eu não ouvia o termo PABX)

Eu:
- Er... sim, é ramal

Interlocutor:
- Carolina, me diga uma coisa: e a solidariedade com aquelas duas crianças? Nhei?

Eu:
- ????

Interlecutor:
- E a solidariedade com aquelas duas crianças, filhas daquele casal? Elas não podem nem sair na rua... Me diz?

Eu:
- Senhor, qual o seu nome?

Interlucutor:
- (ríspido) Não vou falar!

Eu:
- Olha, o senhor ligou em uma redação de esportes e...

Antes que eu pudesse completar a frase, ele desligou na minha cara. Gente, Nardoni enlouquece.

17 de fevereiro de 2010

And the Oscar goes to...

31 de dezembro de 2009

Os melhores Esseemeesses de 2009

Eu adoro retrospectivas, mas este ano estou meio sem saco para isso. Porém, ao não ter nada para fazer no ônibus hoje, descobri que possuo em mãos um imenso material que sintetiza a temporada 2009, ainda que parcialmente.

São os melhores SMSs recebidos nos últimos 12 meses - e viva a minha desorganização de sempre esquecer de apagar as mensagens! Trata-se também de uma boa maneira de se avaliar o naipe dos malucos com quem ando.

Confira a lista:

1. "César Maluco acabou de me entrevistar. E eu tô bem louco. Imagina o que saiu"

(Held, 06/08/2009, às 20h02, em circunstâncias até hoje não totalmente esclarecidas)

2. "Vou morrer! Estou com uma bola no estômago! Socorro! Vou acabar de digerir na semana que vem"

(Flávia, 31/07/2009, às 0h22, divagando sobre as delícias e o tamanho das porções após jantar no Outback)

3. "Meu, vc tá na tv! Tá passando a matéria do Zina com o Rubinho"

(Helô, 18/10/2009, às 22h59, lembrando das coisas que só o jornalismo faz por você)

4. "Como vc é ingenua. O Michael tem pacto com o diabo, ele não morreu"

(Luisa, 25/06/2009, às 21h22, argumentando sobre o porquê Michael Jackson não vai puxar o pé dela à noite)

5. "OBINA E KEIRRISSON, HOJE CHOVE CANIVETE"

(Victor, 31/05/2009, às 19h50, comentando o resultado parcial de Palmeiras x Barueri, na quarta rodada do Brasileirão. Minutos depois, tomamos o empate e o jogo acabou 2 a 2)

6. "Passei a tarde detina na policia militar ambiental do mato grosso por pescar sem licença do Ibama. Excelente! Já não tenho mais a ficha limpa"

(Flávia, 18/10/2009, às 19h46, informando sobre suas férias. O pior é que é tudo verdade)

7. "A partir de agora vou dormir em todos os GPs. Deu sorte"

(Raul, 23/08/2009, às 17h35, feliz da vida porque o Rubinho tinha vencido o GP da Europa, a 100ª vitória do Brasil na F-1. Neste dia, descobrimos que o segredo para Barrichello chegar em primeiro é Raul dormindo na corrida + eu assistindo a prova com volume baixo + o próprio chegando ao autódromo com camisa do Corinthians. Infelizmente, não conseguimos repetir a mandiga na maioria das corridas restantes e o título foi para o Button)

8. "Wii agora só depois de umas horas de academia. Obrigado. Bjs"

(André Cid, 27/05/2009, às 14h41, tomando notas mentais um dia após jogar estes videogames modernos)

9. "Aí chego em casa, tá o Solera aqui na recepção"

(Trotta, 06/10/2009, às 23h17, provando que a TV Gazeta está presente em todos os momentos da sua vida)

10. "Obinaaaaaaaaaaa! Chupa, gambazada" / "OBINAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA" / "MASSACREEEEEEEEEEEE")

(Victor, 26/07/2009, às 16h34, 17h22 e 17h27, em sequência de SMSs que sintetiza um dos poucos momentos felizes do Palmeiras em 2009)

25 de dezembro de 2009

Carta para o Papai Noel

(Aproveitando para tirar o pó daqui e iniciar desde já uma resolução de Ano Novo)

(Crédito: Roubado do Eneaotil. Eu não faço ideia de onde veio esta imagem)

Querido Papai Noel,

Acho que faz uns 18 anos que eu não escrevo cartas para o senhor. Esse seria só mais um para a fila, mas as cartas escritas no site da Lele ficaram tão legais que até eu me animei – além disto, é um otimo motivo para tirar a poeira do meu próprio blog. Então, vamos lá antes que eu desista.

Até que 2009 não foi ruim. Óbvio que poderia ter sido melhor (como sou reclamona!), mas o balanço final é bom. Até realizar o sonho de pular de paraquedas eu realizei. Baita presentão antecipado!

Visto isso, acho que os pedidos são, em geral, apenas um aperfeiçoamento deste ano. Então, vamos lá:

- Queria um montão de organização. Isso, sem dúvida, transformaria bastante a minha vida. Menos stress, mais facilidade para achar as coisas, mais tempo para fazer outra. Seria aquele típico presente que traz vários outros, já que a tal da “correria” faz a gente perder um monte de coisa bacana (e, no meu caso específico, tirar kilos de papel do armário a cada três meses).

- Queria também mais saúde, especialmente para minha avó. Ela é nova ainda, mas os dois últimos anos foram meio complicados neste sentido e, apesar de a equipe do Hospital do Servidor ser sensacional, seria ótimo ficar um tempão sem vê-los.

- Em termos profissionais, seria legal poder fazer mais viagens e ter mais telefonemas atendidos (com educação, de preferência). Dinheiro também ajuda, é claro (e o senhor tem uma boa chance de resolver este já na semana que vem, com a tal da Megasena da Virada).

- Em termos esportivos, peço encarecidamente menos vexames para o time verde da Pompéia (2009 foi foda neste sentido). Quanto aos “outros”, só espero que o senhor seja justo e dê a eles o mesmo presente que foi dado a todos os times que “comemoraram” o centenário até agora. Lembre-se: filhos devem ganhar presentes iguais.

- No âmbito pessoal, será que o senhor poderia mandar um dedo bom igual ao que eu tenho para escolher amigos em substituição ao dedo podre que eu tenho para escolher namorado?

- Ah: eu sei que o senhor não é de fazer milagres, mas seria legal o Rubinho ser campeão em cima do Schumacher só para eu e o Raul provarmos para o restante da humanidade que não somos loucos de pedra…

- E antes que o senhor me mande para aquele lugar com tantos pedidos, um último (a cereja do bolo, vai): é que eu queria aprender a falar español bem para poder conversar daquele jeito que só os hispanohablantes conseguem…

Desculpe o tanto, é que eu me empolguei no fim das contas!

Beijos e um Feliz Natal!

Carol Canossa

10 de setembro de 2009

Escola Base 2? A culpa é de quem?

Ao lado de esculhambar a classe média, a diversão preferida das pessoas ultimamente tem sido tomar jornalista para Judas Iscariotes. É só dar uma navegada básica por aí. Até aí, beleza, vivemos em uma democracia e cada um tem o direito de ter a sua opinião. Não sou mimada o suficiente para achar que todo mundo precisa me considerar a pessoa mais legal do mundo só porque sou da classe média E jornalista.

Não quero aqui defender nenhum jornalista (nem vou falar da classe média, porque o Emanuel já fez isso no blog dele de forma espetacular) e nem acho que o jornalismo hoje em dia seja uma grande maravilha. Pelo contrário, muita coisa tem que mudar. Só quero colocar em pauta um questionamento: até que ponto público e fonte contribuem para o jornalismo ter esse lado ruim?

Vou citar como exemplo o depoimento em que o Nelsinho Piquet confessa à FIA que bateu deliberadamente no GP de Cingapura para baneficiar o Alonso. Ou melhor, suposto depoimento. Isso porque julgamentos com relação à postura do Nelsinho é um item que não falta hoje na Internet, mas ninguém se atentou para um único detalhe: o tal documento (que pode ser visto aqui) foi publicado por um site bizarro (que eu nunca tinha ouvido falar até esta quinta), não é assinado por nenhum repórter e, na boa, não seria nada difícil de ter sido escrito por mim (ou por vc, ou pelo Alonso, ou pelo seu vizinho, ou pelo Papa...), impresso e depois assinado com um NP ao lado de cada folha e um NPiquet no final. Quem me garante que a assinatura do Nelsinho é assim?

Foi justamente pensando nisso que eu, como setorista de Motor na Gazeta Esportiva.Net, optei por não abrir nota falando sobre este documento. Alguém pode falar (como falaram): "Ué, mas é só dar crédito para os caras e foda-se". É um argumento fraco, visto que uma coisa é dar crédito para uma Autosport ou um Reginaldo Leme, veículos/jornalistas sérios, e outra bem diferente é citar que um site X soltou um documento (sem nenhum timbre da FIA ou algo que prove a sua veracidade) que condena o Piquet.

(Precipitadamente na fogueira?)

Ora, se for assim, posso me lamentar porque deixei passar uma grande chance de ter pregado uma pegadinha mundial escrevendo um documento do tipo aqui no Nossa, Canossa!. E olha que eu ainda acho que teria um pouco mais de credibilidade, já que muitos aqui sabem que eu realmente trabalho com automobilismo e tenho algumas fontes por aí. E o F1SA? Alguém conhece os jornalistas que trabalham lá?

Outra coisa: será que o Nelsinho é tão burro a ponto de ter divulgado propositalmente que participou dessa armação, mesmo correndo enorme risco de se queimar com público e as pessoas que trabalham na F-1 (como, de fato, está se queimando)? Mesmo que seja, eu sinceramente acho que o Nelsão não seria estúpido a este ponto. Há duas possibilidades então: ou tem mais coisa nessa história ou esse depoimento não é verdadeiro (não na forma como ele foi divulgado hoje).

O que o manual do bom jornalista recomenda neste caso: tente confirmar que este documento é real. E é aí que eu volto ao começo do post, quando defendo que público e fonte também têm responsabilidade nas merdas do jornalismo. Tentei o dia inteiro ver se isso era verdade: assessoria da FIA, assessoria do Nelsinho, o próprio Nelsinho e... nada. Ninguém me respondeu.

Mantive a postura de não publicar a notícia porque os principais sites internacionais (Autosport, iTv, BBC...) também não deram nada, mas se o Nelsinho não desmente a informação, apesar da insistência de alguns em checar, não terá o direito de acusar ninguém de estar ferrando com o nome dele injustamente, caso amanhã descubra-se que o F1SA fez uma pegadinha. O Nelsinho está, na verdade, é contribuindo para deixar o ambiente mais confuso ainda (seja qual for o seu motivo).

Não vou me colocar aqui como paladina do bom jornalismo, até porque tenho a consciência de que eu mesmo poderia ter embarcado nessa se tivesse acordado um pouco menos ranzinza hoje. Sei também que há uma grande pressão por aí para publicar bombas como esta o mais rápido possível, afinal o público anseia e pressiona por essas coisas. Mas, se amanhã vier um desmentido dos fatos, todo mundo vai deixar de jogar pedras no Nelsinho para sair atrás dos jornalistas com uma tocha de fogo nas mãos... até que apareça(m) outro(s) vilão(ões). E assim caminha a humanidade...

8 de setembro de 2009

Carolina Canossa em HQ





By povo da Gazeta Esportiva.Net

2 de setembro de 2009

Auto-escola

(Se segura, Rubinho, que eu tô chegando...
Crédito: Pilatos/Gazeta Press)


http://www.gazetaesportiva.net/nota/2009/09/01/597218.html

Leiam lá, comentem aqui

23 de agosto de 2009

Ôôôô, o Rubinho voltou!

(Crédito: AFP)
A musiquinha insuportável que tomou de assalto todos os estádios brasileiros, mesmo que seja só para comemorar a evolução do 15º para o 14º lugar, serve muito bem para lembrar a todos desta previsão aqui.

Só vacilou porque não cumpriu a promessa de dançar o moonwalk no pódio. Devia fazer, já que o Michael ainda não foi enterrado.

20 de agosto de 2009

A volta dos que não foram

Acho que vou ressuscitar isso aqui.

Essa onda de Twitter quase matou os blogs, aliado a sempre onipresente falta de tempo. Olhando por aí, vejo que sou uma regra, não uma exceção. Muitos não escrevem há semanas. Outros, já assumiram a desistência em definitivo, apesar de honrosas exceções. Alguns estão retomando aos poucos as postagens.

Vou tentar fazer parte deste último grupo. Uma alternativa é fazer textos mais curtos. Ou postar em dias certos. A verificar.

Até porque o Twitter encheu o saco. Qualquer zé-mané/empresa-de-fundo-de-quintal hoje tem um Twitter só para estar na moda. Na boa, 140 caracteres é muito pouco e superficial, poucos conseguem ser relevantes. No final das contas parece uma grande feira, com todo mundo gritando para chamar sua atenção.

Acho que uma coisa boa disso tudo é que os blogs, de uma maneira geral, vão ficar melhores.

Ah, que quiser seguir é @carolcanossa. Mas, a depender do meu humor neste momento, vai virar mesmo é um grande divulgador de links.

28 de junho de 2009

Como lidar com gente besta

Estou em Goiás a trabalho. Ainda em Congonhas, observei um casal usando máscaras cirúrgicas para se proteger da gripe suína. Destacavam-se na multidão porque eram os únicos a fazer isso.

Como ninguém que esteja efetivamente contaminado teria a permissão de ficar circulando por aí, era óbvio que se tratava apenas de uma idiotice preconceituosa de ambos. Por coincidência, os dois embarcaram no mesmo voo que eu, postando-se bem atrás de mim na hora de subir a escadinha do avião.

E aí, o que você faz? Óbvio: pega gripe suína por alguns segundos e começa a tossir freneticamente na direção dos dois, que fazem cara de nojo. E tosse mais ainda, como se estivesse nas últimas. Olhar aterrorizado.

Tenho ciência que quase fui detida pela Anvisa, mas que pelo menos eu me diverti, ah eu me diverti...

8 de junho de 2009

As pessoas do menor estado da federação (um guia de viagem)

Esse texto já estava guardado nos rascunhos do meu GMail há um tempão, mas eu sempre esquecia de postar. Anyway, acho que ainda serve (não é possível que Sergipe tenha mudado tanto em dois meses), desde que se ignore o fato de eu já ter voltado de lá há um tempãããão...

Ah, também resolvi dividi-lo porque a primeira versão estava gigantesca. Enfim, mais capítulos nos próximos dias.

Quer ir para um lugar realmente calmo em suas férias? Uma praia do Nordeste sem o insuportável e constante fundo musical de axé? Bem vindo ao Sergipe!

Fato: os aracajuanos ainda não acordaram muito para o turismo, o que torna um pouco complicada a missão de comprar uma lembrancinha em, por exemplo, um domingo à tarde - contou a guia que, certa vez, perguntou a um comerciante local se ele abriria no final de semana, pois ela estaria com um grupo de turistas na cidade. E ele respondeu: "Olhe, vai depender do meu humor". Melhor clima de "fodam-se, turistas", impossível.

Porém, em minha opinião, este estilo é até uma vantagem. Na capital do Sergipe, não há aquele clima de Salvador, no qual as pessoas, se puderem, respiram pelo turista, cantam para o turista, espirram pelo turista... e acabam criando situações em que ninguém ficada à vontade e a simpatia (fake) se torna constrangedora, com um único objetivo: te tirar o maior número de reais possível.

Traduzindo: o povo sergipano é muito solicíto, mas sem jamais ser servil. Gostam bastante de conversar e são educadíssimos: a limpeza da cidade prova que essa não é apenas uma característica para turista ver. Cidade que, aliás, surpreendeu a muitos ao ser declarada, em abril do ano passado, a "capital de melhor qualidade de vida do país" (sabia disso, nhei, nhei?).

Tenho por mim que isso se deve ao fato de Aracaju ser uma cidade pequena, com pouco mais de 500 mil habitantes - o estado inteiro, aliás, fica na faixa dos 2 milhões, o que traz uma sensação de lugar desabitado. Não é raro você andar, andar e andar e encontrar pouca gente pelo caminho, mesmo no sábado à noite. "Onde estão as pessoas deste lugar?", você pensa, já no aeroporto. E pensa de novo, a caminho do hotel. E mais uma vez, quando vai passear. Aliás, só não pensa nisso quando está no terminal central de ônibus, espécie de Estação Sé aracajuana.

Reza a lenda que umas estátuas de bronze espalhadas pela cidade na verdade não servem para homenagear ninguém, mas sim para fazer o turista se sentir menos solitário...

12 de maio de 2009

DEUS!!!!

(Crédito: Folha Imagem)

Rogério Ceni? Blergh. Júlio César? Blergh, Blergh.Doni? Blergh, Blergh, Blergh. Felipe? Blergh, Blergh, Blergh, Blergh. Fábio Costa? Blergh, Blergh, Blergh, Blergh, Blergh...

Luxemburgo? Foi um imbecil covarde. 
Quando eu crescer, vou construir um busto do Marcos na minha sala.
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. . . . . . . . . . . . . \ . . . . . . .| .. . . . . . . . . . , _\_ _ / ATCHIM
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DEPOIS DO CHILE, GRIPE SUINA ATACA O NORDESTE!

9 de maio de 2009

2000inove na maneira de roubar


E aí que essa semana chegou a fatura do meu cartão de crédito Bradesco. Como não comprei novo nada este mês, deveria ser debitado o mesmo valor de abril, ou seja, as prestações de umas compras parceladas que fiz em março.

Porém, havia 15 reais a mais sendo cobrados, sob o pretexto de "Tarifa de Limite Excedido". O detalhe é que, nem no mês passado e nem agora, o meu limite estava excedido.

Fui ao banco conversar com o gerente. Ele olhou as cobranças, viu que aquilo realmente estava estranho e me mandou ligar lá no Fone Fácil, Opção 6, dar o número do cartão e pedir o estorno.

Liguei, digitei tudo, ouvi musiquinha e finalmente consegui falar com a atendente. Expliquei a situação, ela falou que iria ver e o telefone ficou um tempão em silêncio, só com barulho de teclas ao fundo (o que esse povo tanto digita?).

Daí, ela voltou com esta: "Senhora Carolina, o Bradesco, para evitar o seu constragimento de barrar sua compra quando o limite excedido, libera a compra, mas depois cobra essa tarifa de 15 reais".

Respondi: "Ok, mas o meu limite não foi excedido"

E ela: "Posso cancelar essa serviço?". E eu dei a autorização.

Em resumo: o Bradesco me impôs um serviço que eu sequer solicitei e do qual nunca precisei (e espero nunca precisar). Eles simplesmente estão supondo que eu vá exceder o meu limite e iriam liberar a compra neste caso para evitar o meu constrangimento (olha como eles são legais!), mas, por via das dúvidas, já estavam me cobrando antecipadamente, eu exceda ou não.

Conversando com a minha mãe, decidimos passar a agir da mesma forma:

- Na próxima vez que eu ligar para o Bradesco, já vou de cara mandar a atendente tomar no cu, porque vai que ela me irrite...

- Também vou solicitar a eles um depósito de 100 mil reais na minha conta, porque vai que eu ganhe um milhão e coloque na poupança. Preciso que esses juros rendam desde já...

- Pelo lado pessoal, estou pensando também em já tomar remédio para aborto, porque vai que eu engravide este mês...

- Ah, também jogarei uma bomba na sede do Bradesco, porque vai que o "jênio" que teve esta ideia esteja lá...

6 de maio de 2009

Imã de malucos

Dois posts atrás, o Trotta disse que eu era um imã de malucos. Apesar de nãoter sido a primeira vez que ouço estava frase, eu mesma não acreditava muito nisso. Porém, esta semana fui obrigada a reconhecer: sim, eu sou um imã de malucos. Pior: trata-se de uma tendência genética.

De volta a São Paulo após a passagem pelo Sergipe, decidi aproveitar os últimos dias de férias para visitar a família em Minas. O problema é que a viagem de ônibus dura quase 15 horas e, na última parada, você já está mais quebrado que palmeirense no meio da Gaviões da Fiel.

Pois bem: estava eu e minha mãe em um posto lá em Corinto, cerrado das Minas Gerais, quando, na hora de pagar a conta do cafezinho consumido, um rapaz que estava conversando com a atendente pergunta, do nada, de onde somos. 

Baixinho, magrinho, feio que dói, com uma jaqueta velha da Ferrari imitando couro e um cigarros de palha na mão. Não devia ter mais que 35 anos. Vendo o tipo, eu, anti-social que sou, já dei um jeito de sair dali. Mas minha mãe estava simpática e respondeu que era de São Bernardo.

O homem falou: "Não acredito, eu também sou!" e disse algumas referências que provavam que ele realmente conhecia a cidade. Até aí, nada demais, minha mãe disse "Que legal", terminou de pagar e também saiu do restaurante. Antes de voltar ao ônibus, porém, resolveu fumar um cigarro e eu fiquei lá fora com ela.

Eis que menos de um minuto depois, o ser aparece de novo querendo puxar assunto. Apresentou-se como Marcatto ("É nome italiano, sabe?") e, sem ser solicitado, começou a fazer um resumo da própria vida. Disse que estava indo para São Bernardo de moto e tinha parado ali para descansar. Morava em uma cidade X do norte de Minas (na verdade, eu esqueci o nome) e que tinha se mudado para lá depois que se cansou de trabalhar em Sao Paulo.

O Marcatto contou que era engenheiro civil formado pela FEI e que chegou a trabalhar em três turnos nas fábricas daqui do ABC. "Emendava um no outro, daí dormia uma meia hora na fábrica mesmo, acordava, ligava a máquina, cochilava de novo e trabalhava". Por isso, tinha conseguido juntar muito dinheiro aos 23 anos, quando cansou dessa vida e foi embora. Tinha 200 mil reais, no dinheiro de hoje.

Chegando em Minas, arrumou emprego na Vale e estava coordenando 78 projetos no Pará. Ocupado, tinha três secretárias, todas incompetentes. "Eu não falo, grito. Eu não peço, mando", afirmou, com todo orgulho do mundo, durante seu monólogo (a essa altura, já havia virado um monólogo). Porém, revelou que estava cansando de novo e queria voltar a São Paulo.

Como se não bastasse, o tal do Marcatto contou que tinha um projeto social com mais de mil crianças carentes. Já havia sido casado seis vezes, mas na primeira vez não tinha dado certo, a segunda esposa morreu do coração, a terceira o traiu seis vezes e ele perdoou até não aguentar mais. As outras, ele nem se lembrava mais. A atual, disse, queria uma empregada para ajudar em casa, mas ele, que "tinha dinheiro para contratar até dez", não havia se casado para a mulher ficar sendo sustentada por ele.

Marcatto disse ainda que gostava de "pegar essas meninas pobrezinhas de 13 anos na estrada, levar pro motel, colocar a arma em cima da mesa, pá-pum e depois sentar e falar: 'Vamos conversar'". Percebendo a merda que falou, tentou se desculpar, afirmando que "Não, não era isso que vocês estão pensando. Era para levar para o projeto social". Ah, tá.

O tempo da parada então se esgotou e não tivemos mais a oportunidade de seguir conversando com importante figura. Não voltei ao ônibus, porém, sem que ele me desse (sem eu pedir) o telefone dele e o telefone da mãe dele (!!!!), que morava em São Bernardo. "Quando chegar em Bocaiúva, liga lá e fala que você conheceu o Marcatto e que ele está indo para lá". Claro.

E, pela segunda vez em menos de um mês, eu e minha perdemos a chance de se casar com um homem rico. Sim, existem coisas piores que o Seo Joaquim.

27 de abril de 2009

Desafio

Estava eu à toa no Orkut agora há pouco, quando me deparo com uma invasão (nota para os não-iniciados: quando alguém entra no seu profile e, com o seu consentimento, escreve no campo de "about me") no perfil do meu primo. Quem conseguir traduzir primeiro sem chorar de dó da Língua Portuguesa ganha um doce de leite de Minas:

"vai todo mundo para o canto que ah jeny ta chegando utii utii utii vo entra no teu orkut hugo maizii enportantii pra mim Amor zinhu mais lindoO q tem no mundinho da jeny aquii pasando aquii pra dizer ou menhor agradeser por vc ter entradu na minha vidA 
Vc foi um presente de deus 
q todos os dias de sua vida seija os menhores esta perto de vc e um previlheijo A DISTANCIA ENTRE NOIS NÃO PODE SEPARA EO QUE SINTO POR VC NÃO VAI PASSAR uq deus uniu ninguem separá jeny e hugo para senprii te amo ♥"

25 de abril de 2009

O menor estado da federação

A ideia inicial era aproveitar as férias para ir ao Acre tomar Guaraná Jesus e conhecer os Lençóis Maranhanses. Mas pesquisa dali, pesquisa de cá, a Internet dizia que em abril pouco chovia por lá e haveria grande chance de eu caminhar três horas pela areia, debaixo de um sol infernal para me deparar com uma pocinha. Detalhe que o Maranhão está debaixo d'água, mas ok, eu ainda confio no Google.

A segunda opção então era Fernando de Noronha. Entretanto, pacotes na faixa de quatro mil reais por cabeça por uma semaninha não animaram o meu bolso de jornalista. Cidades grandes como Fortaleza e Recife também estavam fora de cogitação. Era preciso um lugar diferente. 

Eis que, fuçando o site da CVC, surgiu Aracaju. Por que não o Sergipe? Eu não tinha a menor noção do que encontraria por lá, mas pelo menos uma coisa estava certa: eu voltaria com novidades, seria quase uma desbravadora, afinal boa parte dos turistas (exceto o Cazavia) que escolhem o Nordeste fazem questão de ignorar "o menor estado da federação", como os próprios sergipanos se definem.

Pausa para um rápido comentário: eu não ouvia a palavra "federação" sem estar vinculada a esporte desde as aulas de Estudos Sociais, na terceira série do Ensino Fundamental. 

Voltemos: vale a pena. Estou escrevendo um texto (gigantesco!) para dar minhas impressões aos interessados no estado e na cidade. Por enquanto, posso dizer que foi uma viagem engraçada desde o início: assim que eu e minha mãe sentamos no avião, conhecemos o Seo Joaquim, um típico exemplar de pessoa que definimos como "interativa".

Sergipano, advogado criminalista, advogado trabalhista, procurador, morador do Maranhão por mais de 15 anos, pai de cinco filhos homens, etc, etc... a figura já tinha contado metade da vida dele antes que o avião sequer tivesse levantado voo de Cumbica.

Disse que estava em São Paulo para aconselhar um cliente em um caso de assassinato (desconfio que o tal cliente era o assassino), que havia se hospedado naquele hotel chique ao lado do aeroporto e o que o filho, cuja mulher está com câncer, foi lá almoçar com ele. A conta deu mais de mil reais. U-hu!

Como se não bastasse, passou a dar em cima da minha mãe descaradamente. Saiu-se com esta: "Você é muito parecida com a minha finada mãe"... para segundos depois completar: "Ela foi a mulher mais linda que eu já conheci". Que beleza!

Depois, quando minha mãe tinha ido ao banheiro, disse que ela devia ser "uma tradicionalista, uma conservadora filha de um pecuarista" só porque ela havia comentado que era mineira e não se arrependia em nenhum momento de ter casado com o meu pai. Claro, acertou tudinho. Só precisa avisar meu avô onde estão as cabeças de gado...

Por mais que tentássemos ler, o seo Joaquim sempre dava um jeito de cutucar nossos braços para iniciar um novo assunto. Falha nossa não saber naquele dia que era possível solicitar fones de ouvido à aeromoça (pobres que nunca anda de avião é assim...) . Seriam de grande utilidade.

Comentários ainda sobre o dia que a polícia de Aracaju havia pedido dois mil reais para matar o suspeito de ter assaltado o filho-médico-que-estudou-em-São-Paulo (ele não aceitou porque, segundo o filho, "era um negrinho mirradinho e não esse gori..., esse negão") e sobre as varizes vaginais que fizeram a mãe dele morrer (sim, chegou nesse nível).

Três horas depois, demos graças a Deus por termos o encontrado em um voo para Aracaju e não para Fortaleza ou Miami. Juro que até outras pessoas no voo vieram nos cumprimentar depois pela nossa paciência com o homem. Já desembarcamos com os pecados perdoados.

As fotos, se alguém tiver curiosidade de ver, estão aqui.

11 de abril de 2009

Vou para Aracaju e me lembrarei de vocês

Beijosmeliguem.

9 de abril de 2009

Será que eles são?

Eu não acredito muito nessas coisas de mensagem subliminar (sub-liminar? sub liminar?). Acho, por exemplo, que a Xuxa chegou onde chegou por meios bem mais mundanos que o famoso pacto com o capeta. Porém, não duvido que compositores/autores/roteristas tenham segundas intenções e as manifestem de vez em quando.

Estes dias mesmo eu estava lendo a revistinha do Cebolinha, número 20, datada de agosto de 2008. A história principal chama-se “A Gincana” e basicamente fala sobre um dia no qual os meninos do bairro do Limoeiro resolvem, a contragosto do Cebolinha, deixar de encher o saco da Mônica para brincar de gincana, se metendo em muitas confusões.

Até aí, tudo bem, não fossem os estranhos trejeitos do Cascão durante toda a história... até minha mãe comentou, logo na primeira vez em que leu a revistinha: “Nossa, olha como o Cascão está esquisito, meio gay...”. Confiram:

Página 3, terceiro quadrinho:

Página 5, quarto quadrinho:

Página 6, terceiro quadrinho:

Página 14, quarto quadrinho:

Página 19, sexto quadrinho (os mais maldosos verão um duplo sentido aqui):

Até o Xaveco, personagem mais secundário do mundo, também manifesta seu lado “biba”. Ou alguém me diz o porquê que um menininho sai do banho enrolado na toalha como se fosse uma menininha...

Página 11, terceiro quadrinho:

Depois que li esta história fiquei com a dúvida: será que eles são?

5 de abril de 2009

Do porquê nós amamos Kimi

Ele é mala, fala "para dentro" e faz a maior cara de saco cheio quando precisa conversar com a imprensa e atender fãs.


No meio da zona que se formou com a paralisação do GP da Malásia, os pilotos não sabiam o que fazer: uns só tiraram o capacete e ficaram esperando impacientes uma decisão. Outros sequer saíram de perto dos carros ou de dentro deles. O Rubinho até usou uma espécie de "galochas" para o pé não escorregar nos pedais, caso a corrida voltasse.

Mas Kimi, nosso herói, não. Ele simplesmente colocou sua Ferrari nos boxes, trocou o macacão de prova por um bermudão e... foi tomar sorvete!


Salvou o meu último final de semana pré-férias, no qual trabalhei de casa e vivi no fuso do Oriente, sofrendo com os bons serviços do Speedy e com uma corrida maluca, ao melhor estilo Lei de Murphy. Culpa do "jênio" Bernie Ecclestone.

* Imagem chupinhada do Blog do Fábio Seixas

Atualização: O vídeo da cena também já está disponível...


Estão dizendo que ele iria abandonar a prova mesmo se fosse dada a relargada, por conta de um problema do KERS. Ainda assim, o finlandês é sensacional.

27 de março de 2009

Previsão F-1 2009 (tá todo mundo louco)

Com a experiência de quem acertou, na cagada, os dois últimos campeões da Fórmula 1, lá vai o meu palpite para 2009:

Rubens Barrichello, com direito a um "chupem" em rede nacional para todo o Brasil.

Bom, em caso de erro feio eu tenho a desculpa de estar fazendo essa previsão na correria e com um sono gigantesco. Portanto, longe das minhas melhores faculdades mentais.